terça-feira, 31 de agosto de 2010

"Deus é brasileiro"

Por Noreda Somu Tossan


Era uma vez, um avião com várias personalidades brasileiras, (políticos e líderes religiosos) que estava caindo. Infelizmente (ou felizmente) não há possibilidades de salvamento, e todos morrerão, pois o avião vai se "espatifar" no chão e considerando o caráter de seus passageiros..."espatifar" é o termo mais apropriado.

Em seus últimos momentos de vida, todos rezam...alguns oram... e confessam seus "pecados", é claro, versões resumidas, e entregam sua alma à providência divina. O avião se esbagaça no chão e os patifes (ops) morrem.

No "céu" Pedrão os recebe de cara feia. O grupo elege ali no momento um porta- voz que explica quem são e de onde vêm. Pedrão "pede" que ele se cale e diz que já sabe muito bem de toda a história deles.

- Não precisa gastar seu vocabulário, eu sei muito bem quem vocês são!

Pedrão aponta para uma pilha de papéis sobre uma escrivaninha cheia de carimbos e formulários e diz:

- Recebemos suas confissões e seus pedidos de perdão e entrada no céu.

O Porta-voz engole em seco e pergunta meio gaguejante:

- E… então?...Fomos aceitos?

Pedrão não responde. Olha em volta, examinando a cara dos "meliantes" que suplicam, aponta para cada um e manda que se identifiquem pelo crime:

- Eu fui um "Juiz Corrupto". Vendia veredictos e enganei centenas de pessoas. Estava assentado na mais alta cadeira da justiça na Terra e minha atitude compromete toda uma classe de magistrados.

- Fui um pastor muito influente no Brasil. Menti para os fiéis.


- Sabe aquela grana dentro da Bíblia...era só a metade. Tinha muito mais dinheiro escondido no fundo da mala.

- Pratiquei o "coronelismo" no Maranhão

- Superfaturei obras públicas.

- Favoreci empresas que me apoiaram na candidatura.

Todos relataram seus podres até que Pedrão fica de "saco cheio" e manda parar.

- Seus requerimentos passaram pela "Comissão de Perdão" e foram rejeitados por unanimidade, diz Pedrão. Passaram também pelo "Painel de Aceitações", apenas por mera formalidade, e igualmente foram rejeitados por unanimidade. Mas como nós, mais que ninguém, temos que ser justos...para dar o exemplo, examinamos os requerimentos também na "Câmara Alta", da qual eu faço parte. Uma maioria esmagadora votou contra. Houve só um voto a favor. infelizmente, era o voto mais importante.

- Você quer dizer…(interpela o porta-voz)

- É! Ele mesmo. Neste caso, anulam-se todos os pareceres em contrário e prevalece a vontade soberana d’Ele. Isto aqui ainda é o "Reino dos Céus", e o que Ele manda..nós fazemos.

- Então nós podemos entrar?

Pedrão suspira com ar triste.

- Podem. Se dependesse de mim, iam direto para o "Inferno". Mas…


E todos entram pelo "Portão do Paraíso", dando risadas e se congratulando. Um querubim que assistia à cena vem pedir explicações a Pedrão.
- Mas como é que o "Todo-Poderoso" não castiga essa gente?

Pedrão, desanimado diz:

- Sabe como é né, Brasileiro…

Edson Moura (adaptação da crônica "Habito Nacional" de Érico veríssimo)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

“As colunas” parte I

Em determinado momento de suas vidas eles tiveram que enfrentar seus maiores temores. Foram anos de aprisionamento, anos de um mesmo pensamento, mas ao chegar à metade do caminho de suas efêmeras existências...encontraram as cinco colunas. Viram-se em profundo desespero. O mais velho que se chamava “Logomeu”, olhou atentamente para o rosto pálido e sem expressão de seu companheiro “Psiquemom” e sentiu medo. Medo de saber que aquelas colunas precisavam ser destruídas. Medo por não saber se seu amigo suportaria o desencadear de eventos que se sucederiam após a primeira coluna ruir. Mas a caminho -ele sabia - não tinha mais volta, e no fundo, ambos sabiam disso.

No início da jornada o objetivo daqueles dois descendentes de uma tribo conhecida como “Alienadum” era outro. Eles apenas queriam lutar contra seus adversários da terra dos “Enganadorium”, pois não suportavam ver seus amigos e parentes serem levados, um a um, pelos melhores profetas da tribo inimiga.

Eles tentaram não piorar a relação entre os dois povos, mas infelizmente não fora possível, a divisão aconteceu, e eles chegaram ao ponto de onde não se poderia mais voltar. Contemplaram com ternura as cinco colunas, e a primeira delas, que imaginaram, seria a mais frágil, iria se demonstrar uma das mais resistentes. Vou tentar contar essa história com a maior fidelidade possível e talvez, muitos fatos sejam ocultados (ou propositalmente esquecidos) devido ao excesso de detalhes e pormenores que estão contidos nesta saga:

1ª Coluna: “A Benção”. Eles não acreditavam em benção, e por isto, não se cansavam de alertar seus companheiros de que, não se deveria viver dependentes de provisões dos deuses. Eles, a princípio, não diziam que isto não existia, pois muitos dos habitantes da terra dos Alienaduns viviam bem, acreditando nas estórias que eram contadas por seus antepassados. Mas um dia, ao verem um alienadum prostrado, rogando que a divindade salvasse seu filho enfermo, e, ao não ver atendido seu pedido entrou em profunda depressão, achando que o deus ao qual ele servia não gostava deles, ou pior, ele não tivera fé o suficiente para alcançar a graça divina.

Esta primeira coluna foi destruída até suas fundações, pelo menos em seus corações. Eles deixaram de acreditar totalmente nas bênçãos, e por conseqüência, em milagres, inclusive, até achavam uma tremenda falta de “bom-senso” alguém pedir coisas do tipo às divindades, pois o mundo ao seu redor estava deteriorando-se, pessoas morriam a todo instante, plantações eram perdidas por causa dos fenômenos naturais e nada podia ser feito...nada espiritual.

2ª Coluna: “O Inferno”. Inferno era o lugar, segundo a tradição oral, para onde eram mandados todos os seres que não acreditavam nas divindades ou simplesmente não seguiam os ditames já estipulados desde a criação da raça.

Embora todos dissessem o deus era justo e misericordioso, eles nunca conseguiram entender como um ser de caráter tão bondoso poderia condenar sua criatura ao fogo eterno do inferno. Eles acreditavam que muitos que professavam a fé no deus, na verdade, não sentiam uma afeição por ele, apenas tinham muito medo da punição reservada aos que não criam. Isto também eles tentaram passar adiante, mas houve muita resistência, pois, há muitas gerações este medo fora incutido em todos os moradores.

Houve os que os chamassem de hereges, malditos e até demônios, mas eles não se abateram. Derrubaram mais esta coluna e prosseguiram viagem sem olhar para trás, sempre tentando fazer com que, os que os abordavam pelo caminho refletissem sobre todas essas coisas e escolhessem o caminho que julgassem melhor.

3ª Coluna: “O Céu”. Esta coluna, embora eles tenham-na transformado em escombros irreconhecíveis, algo em seus corações ainda insiste em dizer que o povo, embora se diga não mais “interessado” no lar eterno que a divindade os prometera...talvez não tenha verdadeiramente se apagado de seus sonhos (sonhos do povo e não de Logomeu e Psiquemom).

O céu, diz a lenda alienaduniana, é um lugar onde só entrarão os escolhidos num processo seletivo muito apurado, realizado pelo próprio criador. No céu não haverá mais dor, não haverá mais lembranças da vida na Terra, não existirá casamento e tantas outras coisas boas que só se experimenta na Terra. Logomeu e Psiquemom riem quando ouvem alguém falar deste lugar. Riem pois a vontade é chorar. Se tudo que nos tem de mais precioso são as experiências que adquirimos em vida, como poderia um deus bondoso tirar isso do ser humano?

Eles diziam que ao chegar ao céu, o cidadão alienadum seria transformado em zumbi, e passaria toda a eternidade em profunda adoração ao deus egoísta e carente de afeto, representado nas estórias que seus pais lhes contavam. Esta coluna não ofereceu muita resistência, mas eles sabem que muitas pessoas vão, de tempos em tempos, pegar algumas pedras que restaram no lugar onde outrora existia um dos mais firmes sustentáculos da fé alienaduniana, e as escondem num lugar seguro para que não venham a se esquecer por completo desta promessa divina.

Continua...

Edson Moura





terça-feira, 3 de agosto de 2010

“Filosofia na Escola...por que não?”

Por Noreda Somu Tossan

A presença da filosofia no ensino médio representa a possibilidade de se levar aos jovens estudantes um nível de reflexão intelectual que coloca em questão os valores estabelecidos pela sociedade, mudando o modo de compreender o mundo.

Educação escolar, principalmente do ensino médio, não pode ter o seu papel reduzido a mera preparação para o mercado de trabalho. Com essa atitude, não estaremos formando nem profissionais nem cidadãos. Tal concepção da educação, que valoriza apenas a formação técnica, em detrimento de uma formação mais geral, humanista, em que a História, a Geografia, a Filosofia, a Sociologia, as Artes e tantas outras disciplinas, possibilitam o desenvolvimento da subjetividade e da identidade social, Política, cultural, certamente não responde aos objetivos de um projeto educacional que visa a formação de um trabalhador competente, do cidadão consciente, crítico, criativo e participativo, como consta nos documentos oficiais.

Sendo assim, é exatamente neste ponto que entra a Filosofia como disciplina do Ensino Médio. Se a competência técnica é importante no mundo de hoje, não podemos de forma alguma menosprezar a formação humanística geral, pois senão estaremos obedecendo às exigências da razão técnica, causando prejuízos à razão vital, cujas conseqüências são extremamente negativas para a humanidade como um todo e também para a natureza.

Ora, a educação que pensamos devesse incluir, num equilíbrio curricular justo, as disciplinas de Ciências Humanas e Filosofia, certamente deve ter como obrigação a promoção de uma humanidade mais justa e solidária. Sem essa perspectiva, que futuro nos aguarda?

A Filosofia como disciplina formadora, colabora com o desenvolvimento de competências e habilidades essenciais básicas em nossos jovens. Ela se encontra diretamente ligada com a compreensão significativa e crítica do mundo e da cultura em que estamos entronizados. Ela é também umas das principais colaboradoras para uma boa formação tanto moral quanto profissional e política em nossas crianças que, dizemos sempre, “serem o futuro da nação”.

Como ensinar filosofia aos nossos jovens? O que ensinar “de” Filosofia à eles? Por que e para que devemos ensinar Filosofia? Que tipo de homens queremos formar, a partir dos ensinamentos filosóficos?

É preciso elaborar um plano de ensino, e isso é claro, pois a Filosofia pode confundir até mesmo os adultos que já têm uma certa experiência de vida, quanto mais, aos jovens que ainda estão em formação de caráter. Devemos ter em evidência que o trabalho filosófico em nível de Ensino Médio, deve ser primeiramente o desenvolvimento, pelo aluno, do estilo reflexivo (pensamento crítico) e de sua posterior autonomia de pensamento.

Existe também a necessidade de se fazer um minucioso recorte na tradição filosófica, ou uma seleção estratégica de conteúdos, que poderia muito bem ser desenvolvida pelo professor. O estilo reflexivo não pode ser ensinado formalmente pelo professor como uma técnica, e isso já sabemos, pois filosofar não se reduz a um a ginástica intelectual. A intenção deve ser de que o jovem adquira o hábito de refletir com rigor, ou seja, método, Radicalidade (fundamento) e globalidade, indo até às raízes das questões. A intenção é que o jovem aprenda a pensar com a própria cabeça, mas de forma filosófica, ou seja, de forma crítica, adquirindo assim um estilo reflexivo.

Noreda Somu Tossan

Teogonia


Quem és tu que me libertastes daquela agonia?
De viver estranhamente num mundo de fantasia
Forjada nos palácios de marfim da teologia
Hoje meu discurso é apenas uma poesia.

 Um mundo novo me foi revelado pela filosofia
Aos poucos derrubei as muralhas da mitologia
No peito cresceu o amor por uma ideologia
Que torna-me mais humano a cada dia.

Descobri o mundo mágico da psicologia
Observando o ser humano e sua idiossincrasia
Considerei ambos os lados da analogia
Optei por fugir dos braços da teocracia.

Destruí minhas bases evangélicas com maestria
Suportei as crises existenciais com valentia
Apoiei-me nos braços do amigo que me ouvia
Enfrentei meus monstros interiores com ousadia.

Hoje abomino os atos de covardia
De homens que iludem o povo com simpatia
Desprezo todos os tons dessa sinfonia
Que conduzem o ser humano à esquizofrenia.

Não há mais espaço em mim, para nostalgia
Nem o impulso emocional que me conduzia
Contemplo apenas a realidade que se anuncia
De uma fé que em outros tempos me iludiria.

Depois de jogar por terra essa liturgia
Houve quem  dissesse que Ele me puniria
Projetaram monstros que não passam de histeria
Ocultos nos textos-base da teogonia.
 
 
Edson Moura

segunda-feira, 26 de julho de 2010

“Vamos criar deuses?”

Ao redor de uma fogueira, milhares de anos atrás, no tempo ocioso que separava o fim das tarefas diárias da hora de repousar, os nossos antepassados começaram a contar histórias. Com elas, tentavam encontrar respostas para as coisas que não compreendiam. O por quê de existir o Sol, a Lua e as estrelas que surgem e somem no céu. Quem comandava os raios e tempestades? O que acontece depois que morremos? Como tudo isso ao meu redor foi criado? E o mais inquietante: “Por que estou aqui?”

A base da mitologia é o esforço permanente e contínuo de entender o mundo e o próprio homem. Histórias maravilhosas passaram de geração à geração e, à medida que foram contadas e re-contadas, tornaram-se mais magníficas, ganharam também mais personagens e variantes. Explicações para fenômenos físicos adquiriram uma dimensão sublime.

Não existe nenhum grupo cultural ou étnico na Terra que não associe a origem do universo (mundo), dos seres humanos, da fauna e da flora, dos acidentes geográficos a uma força superior, “sobre-humana”. Deuses e heróis convivem com a humanidade desde a aurora de nossa espécie. E essas histórias, que não têm autores, ainda continuam a nos encantar.

Os mitos afiavam o pensamento abstrato, estavam presentes e alimentavam o cotidiano do homem. Por que fazer um ritual de sepultamento ao invés de abandonar o corpo para os animais comerem? Na Espanha, homens primitivos pintavam suas caçadas nas cavernas. Na África, estatuetas representavam mulheres de nádegas e seios fartos.

Para muitos arqueólogos e antropólogos, as pinturas evocavam o sagrado em busca de melhor sorte e proteção na próxima caçada. A estatueta é o símbolo da “Mãe Terra”, uma deusa da fertilidade e, para muitas culturas, a força motriz que deu origem ao mundo.

Povos de todo o planeta forjam seus heróis e deuses de acordo com aquilo que têm à mão. Os nórdicos do norte da Europa achavam que o mundo começara no embate, em um grande campo de gelo, entre o “calor” e o “frio”. Para os gregos, os deuses viviam em uma montanha, assim como para os indianos.

Os habitantes do oeste da África imaginavam que a origem do mundo era um grande “ovo cósmico” (assim como os chineses). O homem pré colombiano nascera do milho, já em outras culturas ele veio da argila, do barro, da madeira, ou do sopro divino. Em muitas das crenças, fora difícil chegar à humanidade, e os deuses criavam e destruíam vários protótipos. Ao mesmo tempo, os personagens mitológicos lidam com sentimentos humanos como: a raiva, a vergonha, o ciúme, a culpa. (sejam deuses, sejam heróis ou mortais).

Não foi por acaso que a psicologia e a psicanálise foram buscar em histórias ancestrais, os exemplos para suas hipóteses. O suíço Carl Gustav Jung defendia a existência do “Inconsciente Coletivo” (uma grande herança de imagens e símbolos que cada um de nós carrega, tal como um DNA). O próprio Freud (Fróid) usou o mito de Édipo como motivo em seus textos. Aliás, não podemos nos esquecer, que as relações incestuosas são abundantes na mitologia e a destruição do pai pelo filho, um tema recorrente.

A relação com os deuses em geral é bem complicada para nós humanos. Eles são seres superiores que ajudam os homens, lhes dão a luz do Sol, conhecimento e sabedoria. Mas também têm uma cólera divina, exemplificadas nas histórias de dilúvios e inundações da África, Oriente Médio, nas Américas, no sul e leste da Ásia e na Europa. Punições aos homens são freqüentes , e muitas delas projetam o fim dos tempos, das narrativas Astecas às indianas, cada uma à sua maneira...

Edson Moura

Fontes: "Dicionário Oxford de Mitologia Celta"
            "Psicologia Analítica de Jung"
            "Os Mitos antigos e o homem moderno"
            "O Homem e seus símbolos, editora nova fronteira"
            "Dicionário do Folclore Brasileiro"
            "História del mundo Antiguo, Susan Wise Bauer"
            "Anatomia da civilização, 1992 Barry J. Kemp"
            "Los sacerdotes en lo egito antiguo, 1998 Madrid Elisa Castel Ronda"
            "Filme Tempos modernos de Chaplin 1936"

terça-feira, 20 de julho de 2010

"Não esqueça de lembrar-se que devemos esquecer"

Por Noreda Somu Tossan

Hoje me lembrei dos velhos tempos em que eu acreditava que não podia esquecer dos momentos que marcaram minha vida. Lendo alguns artigos em jornais, deparei-me com uma história muito interessante, e que tem muito a contribuir com minha forma de pensar hoje. O texto que lerão à seguir, é para fazê-los refletir sobre os desejos que muitas vezes temos, mas que não pensamos nos desdobramentos que acarretarão. E não “esqueçam”...de ler até o final.

Existem vária memórias, que seriam melhor esquecer, infelizmente, para uma mulher de 45 anos, chamada Jill Price, isso é um luxo com o qual ela só pode sonhar. Ela se lembra de cada dia de sua vida desde a adolescência, com extraordinário detalhe. Quando alguém menciona qualquer data desde 1980, é como se ela fosse imediatamente transportada para o passado, descrevendo onde estava, o que fazia naquele momento e até mesmo quais foram as notícias daquele dia.

Essa habilidade de Jill Price, encantou seus familiares e amigos por vários anos, mas ela tem pago um preço muito alto por ela. Ela está presa num ciclo de lembranças que, como ela mesma afirma, “parece um filme que está sempre passando, e nunca para”. Mesmo quando ela quer...não consegue esquecer.

Uma vez, sondaram o cérebro de Jill em busca de pistas sobre sua “dádiva” e um fato ficou evidente: Uma memória sadia, não tem a ver somente com a retenção daquilo que é importante. Muito mais importante é ser capaz de esquecer o que não tem tanta importância.

O problema de Jill, ganhou o nome síndrome hipertimésica (do Grego timesis....lembrar). A raiz dessa síndrome poderia se manifestar em qualquer um dos estágios de fixação de lembranças. Em suma, uma memória é formada em três estágios:

Primeiramente ela é codificada pelo cérebro. Depois ela é armazenada e, mais tarde, recuperada. É possível que Jill e outros que sofram deste “mal”, realizem essas três tarefas com eficiência muito maior que nós normais. Mas também existe outra possibilidade, talvez até mais intrigante: A magnífica memória de Jill Price poderia também ser explicada por uma falha das estratégias usadas pelo nosso cérebro para, “nos ajudar a esquecer as coisas que não precisamos lembrar”.

O nosso cérebro tem uma capacidade muito grande de armazenar lembranças. E segundo especialistas, não existe limites para a quantidade de memórias de longo prazo que podemos armazenar. Surge então uma dúvida:

Por que, então, não nos lembramos de tudo?

Se nós nos lembrássemos de tudo, ou seja, se nosso cérebro deixasse à disposição todos os dados continuamente, isso culminaria numa confusão mental. Por isso ao longo da evolução do homem, nosso cérebro desenvolveu a estratégia para eliminar as informações irrelevantes ou ultrapassadas, chamado de “esquecimento eficiente”, e é crucial para uma memória funcional.

Portanto, quando nos esquecemos de algo importante, significa simplesmente que o sistema de “poda” está trabalhando um pouco bem demais. Então, da próxima vez que se esquecer de algo, não fique desesperado, pois você não imagina como deve ser horrível se nos lembrássemos de tudo.

Dizem que Deus não se esquece nunca. "Pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei
de ti" (Isaías 49:15).

Um jovem pregador levantou-se para dar uma palavra em um jantar da igreja, organizado em sua homenagem. Após saudar com muita cortesia a todos os presentes, ele parou por um instante, demonstrando estar confuso. Com toda a movimentação do evento, ele acabou esquecendo o que havia preparado para falar! Depois de um momento de um embaraçoso silêncio, ele se recompôs e disse:

"Irmãos e irmãs, há alguns minutos atrás só o Senhor e eu sabíamos o que eu iria falar. Agora apenas o Senhor sabe!"

Já li em algum lugar que até Deus, em determinadas situações, se esquece de algumas coisas.

“E NÃO ME LEMBRAREI MAIS DOS SEUS PECADOS ”. – (Jeremias capítulo 31 versículo 34).

Edson Moura

domingo, 18 de julho de 2010

“Grande Descoberta Filosófica”

Lendo uma revista sobre Filosofia, deparei-me com um tema muito interessante, abordado pelo Advogado, Professor e Filósofo J. Vasconcelos. Como resolvi mudar minha postura a respeito da "fé", achei que poderia, de forma mais branda, levar os leitores deste blog a refletirem sobre a temática "Razão Totalmente Esclarecida", sem que fosse necessário agredir a convicção religiosa de cada um. Espero que gostem da leitura.

No decurso de milênios dos primeiros períodos históricos, a humanidade respondia sobre o universo com explicações práticas. O "Ovo cósmico", o desmembramento de naturezas diversas, o acasalamento dos deuses e também o "Verbo Divino", haviam determinado todas as causas universais, referenciando propriamente a Terra e os astros visíveis...logicamente englobava os fatos e os seres relacionados a esse contexto.

Efetivamente “mitos da criação”, totemismo, energia telúrica e o sopro divino como a fonte, bastavam para esclarecer as origens e os propósitos da vida e das suas conseqüências. Entrementes, tudo se situava em termos da “vontade”. Estava claro que as coisas existiam, agiam ou recebiam interferência, por vontade dos deuses, ou por vontade dos diabos, ou por vontade dos espíritos. De sorte que por vontade dos entes divinos em, entrevero familiar se originaram os protetores da Grécia, ou por vontade de um deus nacional como Javé, o verbo criara a terra, o céu e os homens e lhes impunha leis, regras e costumes. Por vontade de um satanás, surgia na Pérsia a dicotomia do bem e do mal. Também por vontade do demônio, o homem e a mulher , entre os Judeus, recebiam a danação eterna e o castigo da mortalidade.

Por milhares de anos, assim permaneceram os seres humanos, acreditando que tudo se processava por gestos constantes dessas “vontades” acima de suas forças, interferindo até mesmo em cada ato, de cada indivíduo.

Se chovia, era porque a deusa Ishtar queria fertilizar a terra. Se trovoava e caíam raios, o deus da tempestade, Teshup (deus da tormenta e figura finque do panteón hurrita. Identificou-se com Baal na antiga Síria), estava raivoso com os homens. Se uma criança nascia saudável, era a deusa Isis favorecendo o evento. Se caía uma avalanche, assim desejavam os espíritos da montanha. Se tudo ia dar certo ou errado, dependia dos desejos dos deuses. Se o exército saía vitorioso, era o deus Javé que o guiou e o fez invencível e cruel. Se existe escravidão, é porque os deuses julgaram povos prontos para servir outros. Se existem soberanos e súditos, era uma determinação divina. Se as pessoas adoecem, e porque os deuses querem esse castigo, e se tornarem-se más, é porque o diabo quis levá-las a esse procedimento .... a lista é infinita.

Todavia, algo estava para acontecer.

Quando alguém parou para pensar sobre o universo, vieram as dúvidas sobre as verdadeiras causas. Essas dúvidas permitiram-lhes perceber que os fenômenos e os elementos existentes não se apresentavam em função de "vontades" superiores e sobrenaturais. Então surgiu a “Grande Descoberta Filosófica”. Tudo indicava que existiam leis naturais regendo as coisas do universo. O recurso ao conhecimento de “vontades” seria inofensivo, pois essas por sua vez, não existem. O único caminho era conhecer as leis naturais. Bastava então descobrir quais leis regiam o mundo.

E assim começou o trabalho dos filósofos, buscando conhecer tais leis. De início Anaxágonas concebeu a origem da Terra, não por vontade dos deuses, mas em causas materiais, que poderiam ter envolvido nebulosas redemoinhantes. Em seguida surgiram outros filósofos procurando conhecer as leis naturais em todas as coisas. De 600 a 450 a.C., a contribuição foi formidável. Tornaram-se biologistas e sustentaram princípios evolucionistas incrivelmente modernos. Como físicos, esboçaram a teoria da gravitação e a lei da conservação da energia. Como astrônomos, tiveram concepções do universo que lembram muito as de Copérnico, Kepler e Galileu.

É certo que os filósofos foram buscando essas leis nas matérias, na natureza humana e no organismo social. A civilização evoluía na medida em que os conhecimentos sobre as leis naturais eram desenvolvidos. No entanto, por incrível que pareça, sobre a Sociedade, a Política e o Homem, as descobertas não tiveram um desenvolvimento tão profundo como na Química, na Física, na Matemática e na Astronomia.

Você meu leitor, pode me responder por quê?


Edson Moura

quinta-feira, 8 de julho de 2010

“Tirem-me a Fé...então conhecerão o meu verdadeiro caráter”

Por Noreda Somu Tossan

O que é caráter?

Embora muitos não percebam, a palavra caráter é neutra, não tendo assim, conotação nem má, nem boa. Caráter é o termo que designa o aspecto da personalidade, responsável pela forma habitual e constante de agir peculiar a cada indivíduo, esta qualidade, é inerente somente à uma pessoa, pois é o conjunto dos traços particulares, o modo de ser dela, sua índole, sua natureza e temperamento. O conjunto das qualidades, boas ou más, de um indivíduo lhe determinam a conduta e a concepção moral, seu gênio, humor, temperamento, este, sendo resultado de progressiva adaptação constitucional do sujeito às condições ambientais, familiares, pedagógicas e sociais.

Muitas pessoas podem criticar este texto após lê-lo até o final, mas gostaria que cada um dos que se dispuserem a fazê-lo, usassem o senso crítico para, com um mínimo de honestidade, refletirem sobre o tema. Faço afirmações graves sobre o ser humano, e sei que com isso, acabo por “apontar o dedo” e acusar, mas não o faria se não tivesse um mínimo de experiência pessoal, para compartilhar de minhas idéias com o leitor.

Seríamos nós, seres humanos, nada mais que “lobos em pele de cordeiros”? Ou será que estou totalmente enganado, e minha teoria não passa de divagações de um revoltado com a casta religiosa? Veremos a seguir:

É claro que sou criticado, quando digo que quero acabar com a fé das pessoas. Mas também tenho que concordar, depois de muito refletir, que, quando se remove a fé dos homens, é bem possível (e quase certo) que efeitos colaterais surgirão. Afinal de contas, nada tenho a oferecer em troca do sentimento que busco extirpar. E quais seriam esses “efeitos colaterais”, ou como gosto de dizer, “exteriorização de personalidade oculta”?

Concordo com alguns amigos, quando me dizem que a fé é necessária ao homem, pois foi a própria fé que nos conduziu a sermos o que somos hoje. Mas discordo do fato de que ela seja de suma importância para nos tornarmos pessoas melhores. Ao mostrar ao homem que ele não precisa de Deus, posso estar correndo um sério risco de “ressuscitar” um monstro há tempos adormecido, assim como também posso torná-la uma pessoa livre das amarras de uma fé que o reprimira durante anos.

Um homem ou mulher que teme a Deus, acata a vontade de sua divindade, em detrimento à sua própria vontade. A pessoa que bebia descontroladamente, já não bebe mais, aquele que adulterava já não adultera mais, o outro que matava, já não matará, o viciado em pornografia não praticará mais este vício, e assim será com todos os desejos que outrora o dominavam, ou seja, serão sufocados.

Mas ao trazê-lo ao mundo da “razão totalmente esclarecida“ esses desejos presos no mais profundo calabouço de seu ser, sairão, ou permanecerão trancafiados, isso depende muito de um detalhe importantíssimo: Seu verdadeiro caráter.

Se não houvesse punição para a pedofilia, como seria o comportamento do homem que tem atração por crianças? Se as leis para homicídios não fossem tão rigorosas, ou simplesmente não existissem, como será que as pessoas com personalidades violentas se comportariam diante de uma provocação. Se não existisse inferno e céu, como seria a vida de milhões de pessoas que vivem oscilando entre o medo de “arder no fogo” e a “expectativa de morar na glória”?

Sem fé, sem o temor, sem as promessas de vida eterna com Deus, sem galardão, sem 72 virgens, sem reencarnação, sem “dia do Juízo”, o caráter de cada ser humano seria amplamente exteriorizado, e as conseqüências poderiam ser desastrosas.

Que faço agora?

Contínuo em minha busca pelo fim da fé, e aposto todas as minhas fichas no homem, esperando que sua inclinação para o mal seja menor que sua propensão para o bem, ou desisto de meu ideal, e aceito que Maquiavel estava certo e o homem é mau por natureza?

Será que madre Tereza continuaria cuidando dos pobres se perdesse sua fé? Quero acreditar que sim, segundo esta declaração feita por ela mesma em uma de suas várias cartas: “Se não houver Deus, não pode haver alma, se não houver alma então, Jesus, você também não é real."


Reputação "boa" é o que você faz quando está exposto à todos os olhares. Caráter  "bom"é o que você faz quando ninguém está te olhando, principalmente Deus"

Minha afirmativa é correta, e isso é indiscutível:

“Tirem-me a ‘Fé’, e conhecerão meu verdadeiro caráter”

Por Edson Moura







quarta-feira, 7 de julho de 2010

“A fé e as mortes que ele causou” Parte I

 Depois de vários adiamentos, finalmente dou início à seqüência de postagens onde, de forma bem resumida, faço relatos sobre acontecimentos que marcaram nossa história, e que tem a “fé” como eixo para seu desencadeamento. Espero que, no decorrer dos comentários, possam ser esclarecidos alguns pontos que ficaram obscuros, devido a necessidade de sintetizar ao máximo o texto, para quer não ficasse cansativo aos leitores. Este é apenas o primeiro de uma série de artigos meticulosamente preparados para trazer aos que não tiveram a oportunidade de conhecer, o “terror em nome de Deus”. Boa leitura!

Não pode se dizer que o Holocausto, tido entre os maiores genocídios contínuos da história, tenha sido motivado unicamente por questões religiosas, uma vez que o objetivo final de Adolf Hitler era a conquista do mundo em nome de uma raça ariana. No entanto, ao mesmo tempo em que os nazistas diziam estar servindo a Deus ao eliminar os Judeus, eles também estavam ligados a uma série de procedimentos pagãos, de cunho religioso e esotérico. Por outro lado, a perseguição aos judeus não foi exclusividade dos nazistas. Durante séculos, eles sofreram perseguições principalmente da igreja Católica, que por muito tempo afirmaram que os judeus eram responsáveis pela morte de Jesus, aliás, um judeu.

Alguns episódios da história servem de exemplo, como as Cruzadas e a Inquisição. Antes do início da Segunda Guerra Mundial, o anti-semitismo era muito forte no Ocidente. Em minha opinião, o holocausto demonstrou os resultados “demoníacos” que residem em nossa tradição de pregações e ensinamentos anti-semitas. Desta forma o anti-judaísmo cristão promoveu a causa nazista de várias maneiras. Ele levou os nazistas a focarem suas ações inicialmente nos judeus, e criou atitudes que permitiram que eles executassem seu programa de extermínio enfrentando pouca resistência.

Lamentavelmente a desastrosa doutrina católica preparou o caminho para Hitler e sua “solução definitiva”. Em grego o termo “Holocausto” significa uma oferenda feita em sacrifício. Foi usado no século XX para designar o extermínio sistemático, realizado pelos nazistas, de diversos grupos considerados indesejáveis, entre eles Judeus, homossexuais, comunistas, ciganos e deficientes. O número exato de mortes durante o holocausto é desconhecido. Estima-se que aproximadamente seis milhões de judeus tenham sido assassinados.

O Holocausto distingue-se dos outros genocídios da história pelo método sistemático empregado pelos nazistas. Ele foi levado a cabo em todas as regiões ocupadas pelos Alemães. Os meios usados para o assassinato em massa foram diversos, e, com o passar do tempo, foram sendo “aprimorados”, com um número crescente de vítimas. Além de execuções, os nazistas realizaram experiências médicas cruéis e bizarras em prisioneiros, incluindo crianças. Quando Hitler assumiu o poder, sua ideologia racista passou a ser empregada, defendendo a existência de apenas uma raça superior, a saber, a ariana. As demais raças eram consideradas inferiores e responsáveis pela perturbação da sociedade. Eles deveriam ser destruídas ou servir à raça superior. Foi dessa forma que teve início a perseguição aos judeus, negros, ciganos, homossexuais, doentes mentais e terminais.

Quando os judeus que eram capturados pelos nazistas, chegavam aos campos de concentração, eram separados em filas de mulheres, crianças e homens. Havia então a separação dos mais fracos, que eram encaminhados para a câmara de gás disfarçadas de chuveiros coletivos. Os prisioneiros se despiam imaginando que iam tomar banho, mas eram fulminados pelo gás mortal e, depois, enviados para o crematório. Dentes de ouro eram retirados e algumas vezes a própria pele era usada em candeeiros. Os cabelos das mulheres eram raspados antes delas entrarem nas câmaras de gás, e reciclados para confecção de produtos como tapetes e meias

Mas você pode estar se perguntado:

O que o Edson quer dizer com isso que está escrevendo?

Na verdade, eu é quem faço algumas perguntas:

Onde estava é igreja neste momento da história? Onde estava a fé? Onde estava Deus? Em que a fé dos Judeus os ajudou? E mais:

Não foi uma fé cega que motivou o “Führer” a cometer esta barbárie? Por que o Papa Pio XII silenciou-se nesse momento? Será que lá no fundo, ele não estaria batendo palmas para o führer? De todas as hipóteses, a mais provável é que o papa Pio XII, ao escolher o silêncio no que dizia respeito ao extermínio judeu pelos nazistas, estaria apenas comportando-se como um estadista e não como um líder religioso.

"Parabéns para ele!"

Por Edson Moura

quinta-feira, 1 de julho de 2010

"Dilemas Ético-filosóficos"

Por Noreda Somu Tossan

Quem nunca passou por dilemas? Todos nós passamos, todos os dias, pelos mais variados dilemas. Alguns são simples como: “Corro para pegar o ônibus ou ando calmamente em direção ao ponto, para não ser visto como desesperado?” Mas quero propor-lhes dilemas mais complexos...mais existenciais. Verdadeiras “sinucas de bico”.

Este artigo tem como maior motivação a reflexão. Todos que quiserem participar dos debates que se darão (no campo das idéias) serão bem vindos. O artigo permanecerá por tempo indeterminado no topo deste blog, e peço encarecidamente que os leitores participem com perguntas ou afirmações...hipóteses ou provas científicas, mas sempre com clareza de pensamentos e nunca com respostas instantâneas, pois no decorrer dos comentários, ficarão chocados ao ver que não pensavam o que achavam que pensavam.

Peço também, que, todos que comentarem, acrescentem ao início de cada comentário, o número correspondente ao mesmo, pois assim, ficará mais fácil responder às perguntas e até mesmo consultar alguns comentários que possam parecer incoerentes ou contraditórios no decorrer da enquete.

A Física nuclear e a Química tornaram o homem o “senhor dos elementos”. Os últimos avanços da tecnologia e da ciência, na área da Biologia molecular e Bioquímica, permitem que decifremos os mapas genéticos responsáveis pela estrutura dos organismos superiores. Realizando-se a sonhada supremacia humana sobre as demais criaturas do universo, o homem poderá mais adiante, tomar nas mãos os planos e o controle das condições de nossa existência na Terra.

Mas no entanto, esses sonhos da “razão esclarecida” poderá produzir monstros que venham a nutrir fantasias perigosas. Haverá uma guerra entre a razão completamente esclarecida e a barbárie mítica? Teríamos alcançado, com o progresso da tecnociência, também o perigoso limiar em que a auto-determinação da razão se converterá em seu contrário, se considerarmos o ponto de vista ético?

Ao assimilarmos os processos naturais da vida, a artefatos construídos pelo homem, não estaríamos perdendo o sentido natural da natureza, já que o “natural” sempre foi entendido como o que cresce por si mesmo, diferente dos produtos que o homem cria? Não estaria o progresso da ciência indo de encontro à ética e à moral?

Avanços tecnológicos que interferem diretamente na constituição do homem...em sua sobrevivência por mais tempo e em novos métodos de reprodução, já vêm provocando dilemas éticos que acabaram por trazer o progresso científico para o centro de debates filosóficos. No futuro, a tendência é de que outros embates surjam à medida que o homem consiga alterar artificialmente a vida. Vamos aos dilemas mais polêmicos da atualidade:

1º- Células-tronco: O homem descobriu que essas células têm a capacidade de se multiplicar para corrigir diversos tecidos do corpo, o que é um avanço no tratamento de doenças até então incuráveis. A controvérsia aparece em algumas formas de se conseguir essas células...como coleta feita em embriões. Seria ético destruir embriões para salvar vidas?

2º- Eutanásia: Um grande debate no mundo atual é se o homem tem o direito de escolher se quer continuar vivo, ainda que sofrendo...ou se deseja dar fim à própria vida. O que você acha?

3º- Reprodução humana assistida: Técnicas de engenharia genética proporcionaram a muitas pessoas a possibilidade de ter filhos, mas podem ser usadas para manipular células germinativas com objetivos como escolher o sexo da criança que será gerada...ou mesmo visando a eugenia (apuração da raça). Você concorda?

Escrito por Noreda Somu Tossan



quarta-feira, 30 de junho de 2010

“Vamos descansar”

Por Noreda Somu Tossan

Há um bom tempo eu venho aplicando muito esforço em um ideal, que é absorver ao máximo tudo quanto puder em matéria de conhecimento. Percebi, já há bastante tempo, que nessa minha busca desenfreada por sabedoria, eu estava perdendo muitas noites de sono e não conseguia atingir meu objetivo. Foi quando vi um comentários de um amigo...já no finalzinho da noite, dizendo que precisava dormir, pois dormir faz bem à saúde. Procurei então, refletir sobre o assunto e acabei por escrever esta postagem.

Dormir é fundamental para manter a capacidade mnêmica em dia. É durante o sono que as memórias são cultivadas: enquanto algumas vingam, outras se perdem. A construção da memória depende muito desse período em que o cérebro tece a trama da subjetividade e nos dá respostas aos problemas que nos afligem durante o dia.

Ao contrário do que eu pensava e do que a maioria pensa, o cérebro não descansa durante o sono...mas encontra-se em total atividade. É nessas horas que as informações coletadas durante o dia são processadas...selecionadas...gravadas e finalmente transformadas em memória permanente.

Dentre as várias funções do sono, o processamento da memória parece ser a única que exige do organismo estar realmente adormecido. Economizar horas de sono prejudica a cognição. Alguns aspectos da consolidação da memória só são acionados quando dormimos mais de seis horas ininterruptas. Quando se passa uma noite em claro, as memórias daquele dia ficam, por assim dizer, comprometidas.

Mas o que isso tem à ver com o “Religião”, e com aquilo que aqui é falado? Tudo ora! Afinal de contas, nós desta sala, lutamos para que as pessoas tenham uma vida mais despreocupada...aproveitando os momentos ao máximo...brincando com os filhos...e por que não dizer: Dormindo!

Chega de vigílias em busca de Deus! Chega de noites de sono, subindo montes para buscar poder do céu! Devemos relaxar e aproveitar o pouco que nos resta das vinte e quatro horas do dia, para repousar o esqueleto, e se tivermos que subir o monte...que seja o “monte de cobertores”.

Texto inspirado em comentário de Eduardo Medeiros no Blog:


”Boa noite a todos porque dormir cedo faz bem à saúde, é ou não é doutor Levi?

LEVI: Japão e Portugal já foram. Sexta vai a Holanda????????

Escrito por Noreda Somu Tossan

domingo, 27 de junho de 2010

“Saindo da vida para entrar na história”

Por Noreda Somu Tossan

Lendo um artigo escrito por um grande amigo, em um site chamado “Um outro Evangelho”, fiquei intrigado com uma afirmação feita por ele. É claro, alguns textos são para serem lidos apenas com o coração, mas não pude resistir à tentação de propor uma reflexão mais aprofundada da temática em questão.

Vou extrair um pequeno trecho de seu artigo, mas não pretendo comentá-lo isoladamente do contexto..senão...torna-se pretexto. Todos que quiserem ler o texto na íntegra, logo abaixo deixarei o link para a postagem de Marcio Alves. Sua frase:

“...Acho que diante disso tudo, o nosso grande medo, não deveria ser a morte-morte, mas a morte-das-formas, pois viver é tão mais complicado e assustador do que deixar essa vida...”

Não concordo com você, neste pequeno fragmento. Pois, acho que viver é sim, a maior "dádiva" que um homem pode receber. Já dizia Sartre: "filosofar é aprender a morrer", então, como podemos julgar ser assustador e complicado, a grande mola propulsora da vida...a saber, a morte?

É por saber que morreremos, que aprendemos a dar valor às pequenas coisas...pequenas delicadezas que somente a vida pode nos proporcionar. É claro que seu texto nos diz que estamos em constante modificação...sempre aprendemos...e sempre aprenderemos. mas o ponto principal da transformação humana, é justamente...aprender a morrer.

Infelizmente, não é o que se ensina. Pelo contrário...todos evitam tocar neste assunto. O "pós-morte", é a grande incógnita da "vida". muitos tentam criar subterfúgios...estórias, muitas vezes horrendas, assustadoras, com Diabo , inferno e demônios...e muitas vezes felicíssimas, com céu, Deus, anjos e tudo mais. Mas ninguém sabe como será. O que nos resta, é esse medo inconsciente de deixar a vida.

Transformação...em minha opinião é isso. Aprendermos que a morte não é o fim...mas sim apenas uma saída de cena. Só que não voltaremos a atuar nunca mais. “Ficam então as lembranças...do que fomos...e do quanto mudamos no decorrer do espetáculo chamado "EXISTÊNCIA", para que os novos personagens possam espelhar-se e se for conveniente...copiar-nos“. (Edson Moura)

Valeu meu sócio!


Titulo do texto:  Getúlio Vargas (Rio de Janeiro, 23/08/54 - ) "Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História."  Pode até ser que ele só quis auto enganar-se...mas que a frase é boniota..ah é!

Por Edson Moura



sexta-feira, 25 de junho de 2010

Qual o limite do ser humano?

Por Noreda Somu Tossan

Em tempos de reflexão, em frente esta crise de “pós-modernidade”, o homem contemporâneo é levado a repensar a si mesmo...em face de seu passado...a repensar-se como causa e finalidade de suas ações...de seu pensamento..e daquilo que prega. Essa reflexão consiste certamente em uma busca pela redescoberta do ser humano como alguém capaz...que deve se responsabilizar por seus atos, responsável por aquilo que faz e pensa e acerca do que fala.

Trata-se de um homem de guerras, de assassinatos e até genocídios. Também um homem de preconceitos, discriminações e injúrias. E em cada uma dessas facetas do homem...são evidentes o testemunho da violência cruel produzida pelo exercício de sua força física e de um sadismo sem limites, a respeito do que as pessoas praticam contra si mesmas, e que, como conta a história, podem retratar nossa capacidade para o mal e o quanto somos falhos.

Mas ao mesmo tempo somos seres de cuidados...de excelência e de amor, atitudes que praticamos cotidianamente, apoiadas em nossa capacidade de ponderação...deliberação e escolha. Portanto... atitudes racionais.

A manifestação de nossa capacidade para o mal não exige..na maioria das vezes...muito esforço racional. Afinal de contas, é com “violência” que o ser humano responde, quando é constrangido em suas capacidades e liberdades naturais.

“O que é o ser humano...e do que ele é capaz?”...Essa é a pergunta chave. Não faço mais questionamentos como: “Quem é Deus?”...ou “Como ele é?”, e muito menos continuo tentando compreende-lo. No entanto, o ser que mais me causa estranheza, é o homem, esse animal que se difere dos demais pelo capacidade que tem de fazer o mal conscientemente.

Por Edson Moura

quinta-feira, 24 de junho de 2010

"Intenção Filosófica e Poética"

Por Noreda Somu Tossan

Como sempre, em muitos de meus textos, venho de forma agradável...mas sempre exagerando ou até mesmo sendo apelativo, apresentar de maneira extremada em minha escrita...a “intenção” de que seja feita uma reflexão:

“Poética”...enquanto aberta criativamente ao inexorável movimento da vida (existência)

“Filosófica”...enquanto provoco um pensar mais profundo, sobre a “condição humana“, ou “condição social”...se o tema for menos abrangente.

O que não devemos nunca...é perder o chão da existência presente, e devemos estar abertos aos influxos criativos da imaginação, “conseguindo” vislumbrar as coisas que ainda não são...e transferi-las para fruição e reflexão do nosso leitor e leitora.

Há uma intencionalidade filosófica naquilo que escrevo?

Sim há! Mas não é essa filosofia que está presente nas academias ou então em algumas obras de arte...nem tento reproduzir na íntegra pensamentos filosóficos já engessados (se é que exista tal coisa).

Minha filosofia faz referência é ao desejo de provocar uma reflexão aprofundada sobre a condição do homem em meus leitores e leitoras, e para isso, compartilho visões sociais...subjetivas..oníricas...cósmicas...políticas e espirituais, por meio da escrita.

Procuro dialogar com as questões existenciais do homem contemporâneo, com um vasto repertório de temas como:

“Sofrimento humano ... morte ... esperança ... futuro ou destino ... fé ... ego encapsulado em si mesmo ... mente humana ... imediatismo ... consumismo ... ciências ... religiões ... instituições sociais ... auto-conhecimento ... sexualidade ... lutas e contradições internas ... fraternidade ... evolução dos homens ... espiritualidade ... inacabamento humano e construção da liberdade.

É claro...muitos temas podem gerar muita confusão mental, mas se abordados aos poucos e de forma metódica, acredito que seja possível dissecá-los um a um.

"Com a liberdade...vem também o peso da realidade...e com a realidade, vem o fardo responsabilidade total pelos nossos atos".

Você está disposto a carregá-lo?

Por Edson Moura

segunda-feira, 21 de junho de 2010

“Quem é o culpado?...Você decide!”

Alguns dias se passaram desde que me acusaram de plagio...de forma covarde e desonesta. Foram dias de insônia, buscando solucionar o grande enlace que ocultava a verdadeira identidade do Thiago. Como todos já devem ter percebido, tenho plena certeza de que o personagem supracitado é integrante – membro da “Confraria dos Pensadores Fora da Gaiola”.

(Isto é indiscutível!)

Mais a questão que os trouxe aqui, é o motivo de ter optado por não mais escrever na confraria...Pois bem: não voltarei a escrever na confraria pelo simples fato de não sentir-me à vontade...fazendo parte de um circulo onde um dos membros é traidor...antiético...e covarde.

Um aviso: só voltarei a integrar a confraria quando o culpado resolver reconhecer a atitude desleal, e, apresentar-se publicamente retratando-se.

É lamentável que o "Judas" que apunhalou o Noreda,...tenha esquecido-se das palavras por ele escritas em forma de declaração de amor. É incrível a INGRATIDÃO que não se explica... e inadmissível que depois de ler o que fora escrito, a pessoa ainda tenha coragem de tentar humilhar publicamente o autor.

Quem é o culpado? Vocês decidirão!

Tenho uma lista com sete suspeitos, e, gostaria de expô-los aqui.

Não quero que se sintam ofendidos, todos aqueles citados no decorrer deste documento.

Todos que citarei têm tanto o motivo quanto a capacidade intelectual para ser o Thiago.

1º suspeito: GRESDER SIL (Escolhido de forma aleatória e não por peso de provas)  “Sou Esdras Gregório!...O culpado de eu existir em suas vidas! Garoto vaidoso, escritor de talento. Macho insensível, menino carente. Orgulhoso como Alexandre, mas que na verdade não passa de um ser vivo, que ainda não viveu o suficiente para entender que nada é mais importante na vida, que ter alguém ao seu lado, em quem se apoiar quando estiver cansado. É verdadeiramente um “menino prodígio” (Gresder Sil), mas não se esqueça que até mesmo este personagem dos quadrinhos, só existia por causa do Batmam (seus leitores). Tenho certeza Esdras Gregório, todos os teus amigos adoram o que escreves, ficam ansiosos para saber qual será o próxima surpresa e comentam suas postagens com o coração. Nunca despreze estes amigos”.

Motivos: A verdade é que o Noreda tomou o lugar do personagem Gresder Sil criado por Esdras Gregorio.
Não suportando este, a ignomínia em que caíra, vem tentando "denegrir" (não gosto de usar este termo) a imagem do Edson.
Prova 1: Em seu depoimento ele afirma o seguinte: “...Agora por que motivo eu iria ser o Tiago, o que o Edson me fez, o ou o que ele tem que eu desejaria ter? nada! Do Noreda eu não gosto mesmo, pois ele sempre me pareceu frio, arrogante onisciente, impessoal, pedante, pernóstico, vaidoso. Não gosto do personagem do Edsom!...”
Prova 2: Ligou para o Edson em sua casa somente para rir de sua cara, e quando o Edson tentando confundi-lo, disse ser o Thiago, o próprio Gresder afirmou que não era ou que não poderia ser.
Prova 3: Acusou, numa tentativa frustrada de disfarçar seu “crime”, o Edson de ser o Thiago.
Prova 4: Como bem notado no e-mail do Thiago, não se conclui uma frase sequer, sem os erros de português característicos do Gresder.
Atenuantes: É muito burro para ter criado uma trama tão complexa...Não tem tempo  nem dinheiro para ficar tanto tempo na lan house...não tem internet em casa.

2º suspeito EDUARDO MEDEIROS “O capitão desta embarcação. Não abandonará o navio enquanto houver vidas para ser salvas. O mais suspeito de todos a ser EU. Fico lisonjeado por acharem que minha escrita se compara a dele, bobagem, “não sou digno de carregar suas sandálias”. Enigmático, gosta de desvendar os símbolos, mas não perde a rédea de sua base teológica: “A vida!”. Incrível como sua ausência é sentida na CONFRARIA. Não lhe dão nem o direito de ancorar para descanso, logo pedem que abasteça o barco, prepare a tripulação e partam em busca de novos significados para nossas vidas. Admiro-o Eduardo, e espero que nunca percas este brilho que ofusca nossas vistas como um farol à guiar-nos pelo oceano das incertezas da existência humana”.

Motivos: Sentiu-se encomodado por o Noreda não visitar muito sua "sala do pensamento", e por ter acreditado quando o Gresder disse que o Edson julgava ser "besteira" tudo que os outros confraternos escreviam.
Prova 1: Tem tempo suficiente para ter criado e pesquisado todos os comentários presentes no e-mail doThiago.
Prova 2: Afirmou em um comentário que “...Bom, mesmo assim eu não ponho a mão no fogo nem por mim...”.
Prova 3: Novamente afirma não saber do e-mail do Thiago ao dizer “Mano, do que se trata esse imbróglio?”.
Prova 4: Afirmou categoricamente não ser o Gresder o culpado.
Atenuantes: É militar reformado, jamais humilharia um de seus “soldados”, tem histórico de bom comportamento...sempre desprendendo "abraços calorosos" e confessando ser profundo admirador do Noreda
.
3º suspeito ISAIAS MEDEIROS “A prova viva de que um homem pode mudar de pensamento, de um extremo a outro. De todos que aqui circulam, tu és o mais sensível, mais humano, mais homem, mais, menino, mais amigo, tu és o mais “EU” Noreda Somu. Sou criação involuntária sua Isaías, foi observando você que moldei meu caráter. Li também seus artigos, não os comentei, mas os absorvi, acho que esta sempre foi a tua intenção. Teus amigos te acolheram, e você não faz idéia de o quanto eles precisam de você. São totalmente dependentes de tua presença carismática, tu és a grande celebridade de CONFRARIA.
Motivos: Ficou profundamente ofendido (tendo em vista que é uma menina) quando também caiu no golpe baixo do Gresder, de revelar o teor de uma conversa entre ambos. Considera o Edson um comunista-fidelista-marxista quase ateu.
Prova 1: Conhece tudo sobre internet (sabe pesquisar).
Prova 2: Está com o tempo “ocioso”, o que daria muitas chances para elaborar um plano.
Prova 3: Ultimamente andou se desentendendo por questões políticas com o Edson.
Prova 4: Até agora não se pronunciou a respeito.
Atenuantes: É sincero. Talvez ele preferisse  falar abertamente no tópico permanente, ao invés de esconder-se atrás de um nome falso.

4º Suspeita PAULINHA a flor da blogosfera que encantou o coração de um furacão chamado Noreda.
Motivos: Odeia quando o Edson passa muito tempo fazendo comentários na confraria ou no "Outro Evangelho" e não dá atenção à ela, quer que o Edson nunca mais escreva na confraria.
Prova 1: Segunda pessoa a ligar para o Edson e falar sobre o ocorrido.
Prova 2: Quando o Edson falou de mandar o e-mail para detonar o Thiago, ela AFIRMOU que o e-mail não chegaria.
Prova 3: É a única pessoa que escreve Thiago com “TH” exatamente como no login do e-mail.
Prova 4: Quando o Edson disse que era o Thiago, ela afirmou com convicção que ele não era.
Prova 5: É uma expert em informática, e até ensinou ctrl + c e ctrl + v.
Atenuantes: É a pessoa que o Edson mais ama...e que acho que o ama também.

5º Suspeito J. LIMA “O professor dos professores, Se um dia eu Noreda puder apertar a mão deste homem, poderei desaparecer da CONFRARIA tranqüilo. Nem tento rebater seus argumentos, até porque não discordo de nenhum deles. Foi o que mais lutou pela defesa dos amigos. Não queria ser visto, comentou quando todos já não mais estavam, mas eu vi o comentário, e digo que o tempo que gastaste preparando-o, não foi em vão. Obrigado por presentear os meninos com tua magnífica experiência de literatura”.
Motivos: Inveja, já declarou certa vez ser o próprio Noreda, mas foi frustrado quando o verdadeiro o intelectual Noreda apareceu. É muito vaidoso...talvez até mais que o próprio Gresder.
Prova 1: Até agora não se pronunciou também.
Prova 2: Pediu tempo para afastar-se da confraria, assim que o Thiago apareceu.
Prova 3: Não tem o seu nome na lista de e-mail do Thiago.
Atenuante: É crente e pregador!...E crente não faz estas coisas. (ou pelo menos não deveria fazer)

6º Suspeito HUBNER BRAZ jovem cristão ainda engaiolado, mas que tem o coração livre das grades. Rapaz simpático e exímio político da boa vizinhança.
Motivos: O Noreda o persegue.
Prova 1: É humilhando constantemente pelo Noreda, sendo sempre advertido publicamente.
Prova 2: É muito vaidoso, e caiu no erro de  elogiar-se no e-mail do Thiago.
Prova 3: Erros de português semelhantes ao do Gresder.
Atenuante: Ultimamente esta mais humilde, e recíproco aos elogios do Edson, alem de estar escrevendo textos polêmicos que muito agrada o Noreda.

Bom, como podem ver, eu andei observando o detalhe de todos os suspeitos e espero que cada um opte por defender-se das acusações. Embora o ônus da prova caiba ao acusador, eu gostaria que cada um pudesse contribuir para elucidação deste caso.

Um momento!....

Eu disse que eram sete suspeitos...Onde está o que falta?

 Pois bem, é com profunda tristeza que declaro MARCIO ALVES um dos principais suspeitos. “Marcio, seu perguntador descontrolado! Não teria graça se seus questionamentos tivessem as respostas. Pois as respostas petrificam, engessam as idéias anulam a criatividade e acabam com a curiosidade, mas as perguntas abrem as possibilidades e nos ensina uma máxima que jamais cairá em desuso: “Não são as respostas que fazem o ser humano avançar, e sim as perguntas” e as perguntas abrem as possibilidades de evoluir nos pensamentos pensados por pensadores pensantes”....


Cheguei à casa do Marcio por volta de 00:20 hrs e conversamos até as 02:00 da manhã sobre o caso acima relatado. Confesso que cheguei com a desconfiança de apenas uma pessoa, mas o Marcio de forma meticulosa, fez-me ver possibilidades em todos os outros, não percebendo ele, que se comprometia grandemente, pois percebi que a intenção dele era somente desviar o foco de si mesmo.
Motivos: O Noreda tem roubado a notoriedade que outrora era só dele. Não acha possível que um ser humano normal possa armazenar tanta informação no cérebro. Pretende ler todos os livros que o Noreda já leu. (ou seja, quer assumir o lugar do Noreda)

Prova 1: Não tem comentado quase nada na blogosfera. (tendo em vista que sempre fora o “campeão” dos comentários.)
Prova 2: Foi o PRIMEIRO a ligar para o Edson, e falar do e-mail do Thiago.
Prova 3: Alega estar trabalhando muito, mas, como pode ter sido o primeiro a ver o e-mail e ligar para o Edson?
Prova 4: Tem raiva, por o Edson ter enganado até mesmo ele, não revelando sobre o Noreda.
Prova 5: Tem genialidade...intelectualidade e velocidade para ter feito tudo sozinho em tempo recorde.
Atenuantes: Não tem atenuantes nenhum, pelo contrário, só agravantes, pois conhece o Edson a sete anos e nunca o viu sem um livro..jornal...revistas ou outra leitura qualquer na mão.

Cansou de conversar horas a fio sobre os mais diversos assuntos, política...religião...ciencias...medicina...história...economia...filosofia...teologia....enologia e etc...

Soube, depois de revelado quem era, que o Noreda escreveu a “declaração aos confraternos” ao mesmo tempo em que conversava com o Gresder e com ele mesmo...olhando nos olhos dos dois e não deixando-se descobrir.

Enfim...o Noreda pode ser a “grande” pedrinha no sapato de muita gente...mas uma coisa ele não é: burro!

Obrigado a todos que chegaram até estas linhas.

Noreda Somu Tossan