sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Suicídio - Émile Durkheim

Sobre o Livro:

O Suicídio foi um dos pilares no campo da sociologia. Escrito pelo sociólogo francês Émile Durkheim e publicado em 1897, foi um estudo de caso de um suicídio, publicação única em sua época, que trouxe um exemplo de como uma monografia sociológica deveria ser escrita.

Inúmeros estudos contemporâneos sobre o suicídio focavam em características individuais. Durkheim estudou as conexões entre os indivíduos e a sociedade. Ele acreditava que se pudesse demonstrar o quanto um ato individual é o resultado do meio social que o cerca, teria uma prova da utilidade da sociologia. Neste livro, Durkheim desenvolveu o conceito de anomia. 

Ele explora as diferentes taxas de suicídio entre protestantes e católicos, explicando que o forte controle social entre os católicos resulta em menores índices de suicídio.
De acordo com Durkheim, os indivíduos têm um certo nível de integração com os seus grupos, o que ele chama de integração social. Níveis anormalmente baixos ou altos de integração social poderiam resultar num aumento das taxas de suicídio:

Níveis baixos porque baixa integração social resulta numa sociedade desorganizada, levando os indivíduos a se voltar para o suicídio como uma última alternativa;

 Níveis altos porque as pessoas preferem destruir a si próprias do que viver sob grande controle da sociedade.

O trabalho de Durkheim influenciou os proponentes da Teoria do Controle, e é frequentemente mencionado como um estudo sociológico clássico.

Pág: 445

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Em Breve (Portal Stopim)

Olá amigos que por tanto tempo acompanharam este blog. Venho anunciar por meio de mais esta postagem, que em breve um novo portal estará online para que possamos interagir. Depois de aproximadamente 2 anos com o blog “Outro Evangelho”, achei por bem dar continuidade ao meu trabalho de divulgação de notícias, proposição de reflexões e algumas vezes denúncias, em outro lugar. Um lugar mais apropriado, mais funcional do que um simples blog (sem querer de forma alguma diminuir a importância este veículo de comunicação).

Após quase dois meses de pesquisa e de exaustiva procura por uma empresa que pudesse desenvolver um Site com as características que eu buscava, encontrei A “Chairô desenvolvedores” e acreditem ou não, são evangélicos (risos). Pois bem, o Logotipo já foi criado, e patenteado, o domínio já está registrado e a hospedagem também já foi providenciada, ou seja, falta pouco... muito pouco.

Porque estou escrevendo tudo isso? Apenas para divulgar o novo endereço? Sim e não! O que quero comunicar é que logo mais, é bem possível que eu não mais escreva aqui. Assim como também pararei de postar no blog “Produtos do Amor” e no “Blog do Noreda”. Isso quer dizer que o Noreda enfim desaparecerá? Não! O Noreda certamente ainda estará ativo no novo endereço, assim como o Edson Moura, Marcio Alves e outro amigos que por tanto tempo acompanharam o “Outro Evangelho”

Dentro de alguns dias entrarei em contato com alguns dos companheiros para fazer a convocação formal para serem co-autores do novo Site. Isso mesmo! Levi Bronzeado (Psicanálise), Eduardo Medeiros (Religião e História), Marcio Alves (Psicologia), Altamirando Macedo (Ciências), Gabriel Nagib (Genética), Guiomar Barba, Ercio Baltazar (Denúncias eFilosofia), Emiliano Caratta (Sustentabilidade), Renata Moura (Educação), Carlos Viana (Cultura e Lazer), entre outros serão convocados para contribuir com este novo trabalho.

“Portal Stopim” é o nome do Site. Um lugar onde a informação jamais estará atrelada à entidades governamentais, onde a denúncia será feita e “re-feita” quando não surtir efeito na primeira vez. Um jornal! Sim, um jornal é o que será. Mas um jornal desvinculado, sem corporativismo, sem dogmas acadêmicos, sem “rabo-preso”, não tendencioso, não “puxa-saco”, não covarde, sem limites para veicular o notícia e esperar que ela exploda quando sua gravidade assim o exigir.

Certa vez meu amigo Esdras Gregório exortou-me dizendo que eu apenas escrevo, que não passo de um demagogo, que era preciso ser mais ativo na propagação dos meus ideais, pois bem, como não posso formar um grupo radical extremista e assassino, faço uso daquilo que por tanto tempo tem sido minhas armas, a saber, a escrita. Aí está Gresder, chegou a hora de arregaçar as mangas e botar a mão na massa, fazer a diferença na Internet, usar esta ferramenta para tentar mudar o obscuro futuro de nosso País. (Por falar em Gresder, alguém sabe por onde ele anda?)

“Portal Stopim” é um investimento à longo prazo, talvez seja necessário alguns anos para que o Site ganhe relevância, mas assim como apenas dois amigos (Marcio e Eu) conseguimos levar o “Outro Evangelho” até os níveis mais altos no Google, nada impede que muitas cabeças pensando juntas e com consciência de que algo precisa ser mudado, não consiga também atingir os patamares de um “G1” ou um “R7”. “Não quero mudar o mundo, não ele todo, apenas este mundo que me circunda”. Conto com a colaboração de todos.

Edson Moura dos santos


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Provocador 0059

"A explosão da Primeira Grande Guerra mostrou aos fanáticos progressistas como o 'rolo compressor' industrial poderia se virar contra seus mestres e esmagar seres humanos aos milhões. A partir daí, Nietzche, Marx, Freud e outros profetas do pessimismo, começaram a ser ouvidos. Nascidos no meio do ufanismo progressista, observavam que dominar a natureza física sem antes aprender a controlar a natureza humana era por demais arriscado."

O Provocador

O Provocador 0059

"A explosão da Primeira Grande Guerra mostrou aos fanáticos progressistas como o 'rolo compressor' industrial poderia se virar contra seus mestres e esmagar seres humanos aos milhões. A partir daí, Nietzche, Marx, Freud e outros profetas do pessimismo, começaram a ser ouvidos. Nascidos no meio do ufanismo progressista, observavam que dominar a natureza física sem antes aprender a controlar a natureza humana era por demais arriscado."

O Provocador

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O Provocador 0058

"Na atual conjuntura do país, construir escolas não tem absolutamente nada a ver com investir no ensino. Educação é como uma camisa com muitos botões. Quando se erra o primeiro buraco, todos os demais prosseguirão errados"
O Provocador

O Provocador 0058

"Na atual conjuntura do país, construir escolas não tem absolutamente nada a ver com investir no ensino. Educação é como uma camisa com muitos botões. Quando se erra o primeiro buraco, todos os demais prosseguirão errados"
O Provocador

domingo, 6 de novembro de 2011

A cibernética Lacaniana


Por Noreda Somu Tossan

Existe um texto de Lacan com o nome de “Psicanálise e Cibernética”, ou “Acerca da Origem das Linguagens”, com data de Junho de 1955, que ainda é pouco estudado pelos historiadores de Psicanálise. Nele Lacan propõe uma interessante aproximação entre a sua teoria do Inconsciente e a Cibernética, uma disciplina então nascente e que décadas mais tarde iria se tornar a nossa já conhecida “Inteligência Artificial”. Curiosamente, nem mesmo os mais competentes biógrafos de Lacan, como, por exemplo, Elizabeth Roudinesco, sequer mencionam essa conferência.

Por qual motivo omitiram esse pensamento lacaniano acerca da Cibernética? Talvez essa seja uma atitude intencional de alguns psicanalistas que vêem na Inteligência Artificial e na Ciência Cognitiva algo necessariamente oposto à Psicanálise. A ciência Cognitiva é demonizada, de forma caricatural, como uma espécie de teoria diabólica que visa, em última análise, transformar os seres humanos em máquinas. Essa tendência aparece na obra de Roudinesco, especialmente no livro “Por que a Psicanálise?”, que tem passagens ácidas no que se refere à Ciência Cognitiva.

Mas outra hipótese que o texto dessa conferência revela-se extremamente complexo para aqueles que não têm formação em Ciência da Computação. Nele, por exemplo, aparecem desenhos em tabelas que parecem, à primeira vista, estranhos. Eles são, na verdade representações de portas lógicas de um computador.

As portas lógicas são uma espécie de representação elétrica do pensamento humano. Se assumimos que quase todo pensamento é constituído de proposições e que elas são, invariavelmente, ou verdadeiras ou falsas, podemos construir um circuito elétrico que as represente. A idéia é que “verdadeiro” ou “falso” podem corresponder, reciprocamente, a 0 e 1, e estes, por sua vez, a um circuito fechado (no qual passa corrente) ou um circuito aberto (no qual não passa corrente). É da idéia cotidiana de que nosso raciocínio são proposições verdadeiras ou falsas que são constantemente combinadas na forma de um cálculo que surge a semelhança entre circuitos elétricos e mentes ou, em última análise, entre mentes e computadores.

Mas por que Lacan estaria preocupado com isso? A Razão parece estar no fato de que há outro conceito fundamental que norteia a Ciência da Computação e a programação de computadores: a “recursão”.

A recursão é um tipo de processo no qual um de seus passos envolve sua repetição completa. Uma forma humorística de definir a recursão é dizer que “as bolachas vendem mais porque são fresquinhas e são fresquinhas porque vendem mais”. O que se percebe nesta frase é um procedimento de repetição, no qual, se não houver uma instrução especifica para parar, continuará assim por um tempo indeterminado. Ou seja, a recursão é o procedimento em círculo, sem que se coloque um fim para ele.

Procedimentos recursivos são a base da construção de algoritmos (programas). Mas isso ocorre não somente com as linguagens artificiais utilizadas pelos computadores. Nossa linguagem natural também é recursiva. Na década de 1950, Noam Chomsky propôs essa hipótese. Quando escrevemos uma sentença, podemos sempre acrescentar uma outra a ela, e assim por diante, num processo infinito. “Há um garoto sentado na ponte” pode se transformar em “Há um garoto que matou seus pais sentado na ponte” e “Há um garoto que matou seus pais sentado na ponte criando coragem para pular” e assim por diante. A linguagem remete à própria linguagem e este é um procedimento circular repetitivo.

Ora, Lacan acompanhava os progressos da Cibernética nos anos 50 e, possivelmente, conhecia os trabalhos de seus pioneiros, entre eles o de Norbert Wiener, que estava profundamente envolvido com a programação de computadores. Da mesma maneira, os trabalhos de Chomsky acerca da recursão em linguagens naturais também deviam ser conhecidos por Lacan.

Se a linguagem é recursiva, nos diz Lacan, o inconsciente também o será, já que está estruturado na forma de uma linguagem. É daí que vem o caráter repetitivo do inconsciente, o fenômeno da repetição inexorável, identificado por Freud na sua obra de maturidade. A repetição em um processo neurótico é praticamente interminável, a não ser que em algum momento haja uma instrução para interrompê-lo, como pode ocorrer na psicoterapia. A neurose é um procedimento recursivo e, para explicar sua natureza, teríamos de buscar um modelo cibernético para ela. O neurótico é uma máquina “em looping” e é isso que o aproxima da pulsão da morte. Essa é, em síntese, a mensagem da conferência de Lacan transcrita no seminário II.

Talvez devamos, então, reconsiderar a posição da Psicanálise diante da Inteligência Artificial e da Ciência Cognitiva. Talvez Roudinesco esteja excessivamente à margem esquerda do rio Sena para poder vislumbrar o interesse de Lacan por essas disciplinas, que na década de 1950 , já eram pesquisas científica de ponta. Mas para reconhecer isso será preciso abandonar preconceitos que permeiam a historiografia da Psicanálise. Provavelmente são eles que não permitem que os historiadores da Psicanálise consigam vislumbrar a verdadeira dimensão dessa conferência de Lacan e prefiram não mencioná-la.

Fonte: Revista Filosofia edição 64 pág 37 (João de Fernandes Teixeira, Ph.D pela University of Essex Inglaterra/Professor titular na Universidade Federal de São Carlos site www.filosofiadamente.org)







O Provocador 0057

"Um homem honesto consigo mesmo só pratica atos heróicos quando as circunstâncias o impedem de agir de outra maneira. Herói esperto é aquele que sabe a hora certa de bater em retirada. Salvar sua vida agora lhe dá a chance de salvar outra depois"


O Provocador

O Provocador 0057

"Um homem honesto consigo mesmo só pratica atos heróicos quando as circunstâncias o impedem de agir de outra maneira. Herói esperto é aquele que sabe a hora certa de bater em retirada. Salvar sua vida agora lhe dá a chance de salvar outra depois"


O Provocador

O Provocador 0056

"O inferno é darmo-nos conta de que nossa existência é finita e única e não nos conformamos com isso"
O Provocador

O Provocador 0056

"O inferno é darmo-nos conta de que nossa existência é finita e única e não nos conformamos com isso"
O Provocador

O Provocador 0055

"O cara que recusa um elogio é um enganador, pois tudo que ele quer é ser elogiado duas vezes"
O Provocador

O Provocador 0055

"O cara que recusa um elogio é um enganador, pois tudo que ele quer é ser elogiado duas vezes"
O Provocador

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O Provocador 0054

"O homem só desenvolve uma relação consigo mesmo quando elimina Deus de sua vida, pois passa a ter uma relação direta com o mundo, e não com “algo transcendental”. É como disse Fauerbach: “Deus não cria o homem, é o homem que cria Deus”. A fé religiosa representa as próprias qualidades e aspirações do homem que, ao sentir-se fracassado, aliena-se e constrói uma divindade superior"

O Provocador

O Provocador 0054

"O homem só desenvolve uma relação consigo mesmo quando elimina Deus de sua vida, pois passa a ter uma relação direta com o mundo, e não com “algo transcendental”. É como disse Fauerbach: “Deus não cria o homem, é o homem que cria Deus”. A fé religiosa representa as próprias qualidades e aspirações do homem que, ao sentir-se fracassado, aliena-se e constrói uma divindade superior"

O Provocador

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O Provocador 0053

"Ato racional, meticulosamente calculado. Abandonar algo que por tanto tempo esteve presente. Ato de coragem, reflexo de um pensamento elevado. Suicidar-se nada mais é do que exterminar a dor para sempre"

O Provocador

O Provocador 0053

"Ato racional, meticulosamente calculado. Abandonar algo que por tanto tempo esteve presente. Ato de coragem, reflexo de um pensamento elevado. Suicidar-se nada mais é do que exterminar a dor para sempre"

O Provocador

domingo, 30 de outubro de 2011

O Positivismo Filosófico como Religião




Por Noreda Somu Tossan

Há algum tempo venho escrevendo textos sobre religiões digamos, desconhecidas, mas que de forma silenciosa, influenciou e ainda influencia muitos pensamentos. Sinto certa dificuldade em me manter imparcial frente a algumas delas. Evito também exagerar no sarcásmo e ironia, traço bem característicos dos meus escritos. Pois bem, coletei informações e resolvi trazer à baila (como diria o mestre Levi) para que pudessemos dissecar mais esta vertente religiosa, ou filosófica, para então, por meu de nosso trabalho especulativo, possamos aprender um pouco mais à medida que ensinamos.

O que é “Positivismo”?

Positivismo é um conceito que possui diferentes significados, englobando tanto perspectivas filosóficas e científicas do século desenove quanto outras do século vinte. Desde o seu início, com Augusto Comte (1798-1857) na primeira metade do século desenove, até a atualidadeI, o sentido da palavra mudou de forma absurda, incorporando diferentes sentidos, muitos deles opostos ou contraditórios entre si. Nesse sentido, existem correntes de outras disciplinas que se consideram "positivistas" sem guardar nenhuma relação com a obra de Augusto Comte.

Exemplos paradigmáticos disso são o “Positivismo Jurídico”, do austríaco Hans Kelsen, e o “Positivismo Lógico”, de Rudolph Carnap, Otto Neurath e seus associados. Para Comte, o Positivismo é uma doutrina filosófica, sociológica e política. Surgiu como desenvolvimento sociológico do Iluminismo, das crises social e moral do fim da Idade Média e do nascimento da sociedade industrial (processos que tiveram como grande marco a Revolução Francesa (1789-1799). Em linhas gerais, ele propõe à existência humana valores completamente humanos, afastando radicalmente a teologia e a metafísica (embora incorporando-as em uma filosofia da história). Assim, o Positivismo associa uma interpretação das ciências e uma classificação do conhecimento a uma ética humana radical, desenvolvida na segunda fase da carreira de Comte.

O método geral do positivismo de Auguste Comte consiste na observação dos fenômenos, opondo-se ao racionalismo e ao idealismo, por meio da promoção do primado da experiência sensível, única capaz de produzir a partir dos dados concretos (positivos) a verdadeira ciência(na concepção positivista), sem qualquer atributo teológico ou metafísico, subordinando a imaginação à observação, tomando como base apenas o mundo físico ou material. O Positivismo nega à ciência qualquer possibilidade de investigar a causa dos fenômenos naturais e sociais, considerando este tipo de pesquisa inútil e inacessível, voltando-se para a descoberta e o estudo das leis (relações constantes entre os fenômenos observáveis). Em sua obra Apelo aos conservadores, Augusto Comte definiu a palavra "positivo" com sete acepções: real, útil, certo, preciso, relativo, orgânico e simpático.

A ideia-chave do Positivismo Comteano é a Lei dos Três Estados, de acordo com a qual o homem passou e passa por três estágios em suas concepções, isto é, na forma de conceber as suas ideias e a realidade:

1º Teológico: o ser humano busca explicar a realidade por meio de "deuses", buscando responder a questões como "de onde viemos?" e "para onde vamos?"; além disso, busca-se o absoluto;

2º Metafísico: é um meio-termo entre a teologia e a positividade. No lugar dos deuses há entidades abstratas para explicar a realidade: "o Éter", "o Povo", "o Mercado financeiro", etc. Continua-se a procurar responder a questões como "de onde viemos?" e "para onde vamos?" e procurando o absoluto é a busca da razão e destino das coisas. é o meio termo entre teológico e positivo.

3º Positivo: etapa final e definitiva, não se busca mais o "porquê" das coisas, mas sim o "como", por meio da descoberta e do estudo das leis naturais, ou seja, relações constantes de sucessão ou de coexistência. A imaginação subordina-se à observação e busca-se apenas pelo observável e concreto.

Auguste Comte deu vida à “Religião da Humanidade”. Após a elaboração de sua filosofia, Comte concluiu que deveria criar uma nova religião, afinal de contas, para ele, as religiões do passado eram apenas formas provisórias da única e verdadeira religião, “A religião positiva”. Segundo os positivistas, as religiões não se caracterizam pelo sobrenatural, pelos "deuses", mas sim pela busca da unidade moral humana. Daí a necessidade do surgimento de uma nova Religião que apresentasse um novo conceito do “Ser Supremo”, então surge a Religião da Humanidade.

Os positivistas diziam que a Teologia e a Metafísica, nunca inspiraram uma religião verdadeiramente racional, cuja instituição estaria reservada ao advento do espírito positivo. Estabelecendo a unidade espiritual por meio da ciência, a Religião da Humanidade possui como principal objetivo a Regeneração Social e Moral. A Religião da Humanidade possui como Ser Supremo a Humanidade. Ela representa o conjunto de seres convergente de todas as gerações, passadas, futuras e presentes convergentes, isto é, que contribuíram, que contribuem e que contribuirão para o desenvolvimento e aperfeiçoamento humano.

O dogma da Religião da Humanidade é a ciência. Também foram construídos templos e capelas onde são celebrados cultos elaborados à Humanidade. A religião positivista caracteriza-se pelo uso de símbolos, sinais, estandartes, vestes litúrgicas, dias de santos (grandes figuras humanas), sacramentos, comemorações cívicas e pelo uso de um calendário próprio, o Calendário Positivista (um calendário solar composto por 13 meses de 28 dias). O lema da religião positivista é : "O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim" (sôa familiar?)

Augusto Comte foi o criador da palavra "altruísmo", palavra que segundo o fundador, resume o ideal de sua nova religião. A idéia de uma unidade humana (moral, intelectual e prática) considera que o ser humano só poderá ser harmônico, coerente e, portanto, feliz, se puder manter uma unidade mental individual e, ao mesmo tempo, puder relacionar-se bem com seu meio. Para isso, precisa cultivar o altruísmo e manter idéias sintéticas; com isso, terá sentimentos e noções gerais que permitirão uma conduta generosa e esclarecida em suas atividades cotidianas, que tendem a ser egoístas e dispersivas.

A influência positivista no Brasil ocorreu de diferentes formas e lugares, desde a década de 1870 até meados do século vinte, mas estendendo-se até o século vinte e um. Entretanto, foi no Rio de Janeiro, entre o final do Império e a I República que o Positivismo foi mais notável no Brasil, desempenhando um papel central tanto no processo de Abolição da Escravatura quanto no de Proclamação da República. Além disso, a laicização do Estado e das instituições públicas foi uma das grandes preocupações dos positivistas, além da realização da justiça social e do progresso social. Nessas ações, os nomes mais conhecidos são os de Benjamin Constant Botelho de Magalhães (o "Proclamador da República") e o de Raimundo Teixeira Mendes, autor da bandeira nacional.

O modelo atual da bandeira Brasileira é um reflexo dessa influência na política nacional. Na bandeira lê-se a máxima política positivista “Ordem e Progresso”, surgida a partir do lema comteano: “O Amor por princípio e a Ordem por base, o Progresso por meta, representando as aspirações a uma sociedade justa, fraterna e progressista. Como não poderia faltar, fica a pergunta:

Alguém aqui é positivista?

Noreda Somu Tossan

Fontes: Discurso sobre o Espírito Positivo/Sistema de Política Positiva/Wikipedia



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A evolução da moral e da ética




Por Por Noreda Somu Tossan

Seria possível condensar os valores todos num só, ou num essencial? Seria a “decência” esse condensado de tudo que julgamos bom? Porque se pensarmos na grande referência moral de nossa tradição, “Os dez mandamentos bíblicos”, eles se caracterizam, antes demais nada, por serem vários, muitos. A versão judaica, aliás, não coincide exatamente com as diferentes versões cristãs. Os cristãos admitem imagens de Deus, ao contrário dos Judeus, e a igreja Ortodoxa chega mesmo a dar papel importantíssimo aos ícones. A Igreja Católica, além disso, acrescentou cinco mandamentos dela própria, diga-se de passagem, bem menos impactantes que os revelados à Moisés no Monte Sinai.

Hoje, se quisermos penar no que é bom e correto, os mandamentos de Deus não são suficientes (e também têm alguns excessos). Quer dizer que precisamos incluir o que lhes falta exemplo: o respeito às religiões diferentes e também ao ateísmo, a igualdade dos sexos, a não descriminação dos outros povos, o fim da escravatura, enfim, uma série de preceitos morais que nos textos sagrados passam em silêncio, mas que se tornou fundamental para nós no século XXI. e também precisamos retirar alguns pontos que, embora façam sentido do ponto de vista religioso, não garantem que uma pessoa seja ética (decente), exemplo:

Não tomar o nome de Deus em vão, não adorar outros deuses e santificar um dia por semana são prescrições em determinada religiões, algumas, mas não para todas, o que não faz do adepto da religião que não pratica tais costumes, um imoral ou indecente. Ateus e agnósticos por exemplo não estariam obrigados por elas. E nem por isso, essas pessoas que não vêem sentido em um terço dos mandamentos judaico-cristãos, são sujeitos maus.

Fica então a pergunta: a ética se constrói pela constante agregação de novos conceitos ou se pode derivar de um preceito essencial? A ética é um “catálogo” de virtudes ou tem um cerne, uma origem, uma essência? Cada vez que as Nações Unidas convocam uma nova conferência internacional, que anuncia mais uma declaração dos direitos (introduzindo o direito à moradia, proclamando os direitos das crianças e dos adolescentes, mandando que se respeitem os povos aborígenes), elas estão de fato acrescentando princípios novos a uma lista cada vez maior de obrigações, ou será que tudo isso poderia ser pensado a partir de um, ou alguns poucos princípios básicos?

A moral parece-se mais hoje em dia com uma lista de compras, que vamos ampliando cada vez que nos lembramos de uma coisa nova. É evidente que a sociedade atual declare quais são seus direitos, inclusive alguns nunca antes lembrados. Mas não podemos esquecer que, declarar não é promulgar. Declarar é reconhecer que eles valem, não é criar. Você declara a partir de algo que já existe, mesmo que muitos não tenham consciência dele. Daí então surge o maior dilema em minha opinião: jamais criamos preceitos morais? Ou criamos? Modificamos os anteriores? O que já foi descente se torna agora indecente e vice-versa?

Acredito que hoje, quase tudo o que diz respeito à ética pode derivar de dois grandes princípios, a igualdade (não com uma conotação comunista) e a liberdade (não com conotação anarquista). Se somos iguais não podemos desrespeitar o outro, sermos arrogantes, intolerantes ou corruptos. O voto de todos tem o mesmo peso nas eleições. Se somos livres, devemos responder por nossos atos e também reconhecer a liberdade dos outros. Para o século XXI acredito ser a resposta mais adequada, mas daí vem outros dilemas: Isso é retroativo? Vale para o passado? Machistas e escravagistas de uma época que tolerava essas condutas, como ficam no retrato ético atual? Ou devemos reconhecer que a moral muda com o tempo?

Edson Moura



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Provocador 0052

Se o Todo poderoso Deus pode acabar com o mal, mas não quer, ele é monstruoso; E se ele quer, mas não pode, é incapaz. Se não pode nem quer, é impotente e além do mais cruel; Agora, se pode e quer, por que não faz então porra!?

O Provocador

O Provocador 0052

Se o Todo poderoso Deus pode acabar com o mal, mas não quer, ele é monstruoso; E se ele quer, mas não pode, é incapaz. Se não pode nem quer, é impotente e além do mais cruel; Agora, se pode e quer, por que não faz então porra!?

O Provocador

O Provocador 0051

“A Igreja do senhor se tornou um ambiente propício para os profissionais da religião perpetuarem-se na vagabundagem. Ela incentiva a proliferação de pregadores, pastores, conferencistas, padres, apóstolos, cantores, capelães, que mercantilizam e desvirtuam a mensagem em busca de seu próprio benefício”
O Provocador

O Provocador 0051

“A Igreja do senhor se tornou um ambiente propício para os profissionais da religião perpetuarem-se na vagabundagem. Ela incentiva a proliferação de pregadores, pastores, conferencistas, padres, apóstolos, cantores, capelães, que mercantilizam e desvirtuam a mensagem em busca de seu próprio benefício”
O Provocador

O Provocador 0050

"A igreja instituição evoca para si o papel das causas sociais, mas nunca assume que usa destes meios de forma proselitista. A prova disso é que a cada pedaço de pão que é oferecido, ou a cada cobertor velho doado é precedido de um “aceita Jesus?”Pura barganha, mascarada como boa ação, o verdadeiro amor se doa e não pede direitos”

O Provocador

O Provocador 0050

"A igreja instituição evoca para si o papel das causas sociais, mas nunca assume que usa destes meios de forma proselitista. A prova disso é que a cada pedaço de pão que é oferecido, ou a cada cobertor velho doado é precedido de um “aceita Jesus?”Pura barganha, mascarada como boa ação, o verdadeiro amor se doa e não pede direitos”

O Provocador

O Provocador 0049

“falar de igreja de fato de enoja e causa ânsia porque há muito deixou de ser um lugar de pessoas. As pessoas são objeto secundário gerador de capital dentro de toda uma máquina que movimenta milhões em dinheiro sem pagar impostos”
O Provocador

O Provocador 0049

“falar de igreja de fato de enoja e causa ânsia porque há muito deixou de ser um lugar de pessoas. As pessoas são objeto secundário gerador de capital dentro de toda uma máquina que movimenta milhões em dinheiro sem pagar impostos”
O Provocador

O Provocador 0048

"Certas seitas religiosas incentivam a ignorância, tratando o academicismo como pecado. Com esta atitude ela impede as pessoas muitas vezes de estudar, alegando questões banais como doutrinas, perda de fé ou dias de culto. Ela coloca os ministérios acima das profissões estabelecendo uma dicotomia nas profissões em sacras e profanas"
O Provocador

O Provocador 0048

"Certas seitas religiosas incentivam a ignorância, tratando o academicismo como pecado. Com esta atitude ela impede as pessoas muitas vezes de estudar, alegando questões banais como doutrinas, perda de fé ou dias de culto. Ela coloca os ministérios acima das profissões estabelecendo uma dicotomia nas profissões em sacras e profanas"
O Provocador

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O Provocador0047

“Sou uma pessoa ESTREMAMENTE preocupada com o futuro, foi a frase que li no Tuwitter outro dia. Vendo como a gramática do povo brasileiro está precária, também fico extremamente preocupado, mas com o futuro da nossa nação”.
O Provocador

O Provocador0047

“Sou uma pessoa ESTREMAMENTE preocupada com o futuro, foi a frase que li no Tuwitter outro dia. Vendo como a gramática do povo brasileiro está precária, também fico extremamente preocupado, mas com o futuro da nossa nação”.
O Provocador

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O Provocador 0046

"Os pensamentos só nascem na mente daqueles que se dão o direito de dialogar, isto exige um percurso muitas vezes, apenas indutivo, a partir de fatos concretos e individuais, até se alcançar uma definição universal, que abranja a todas as analogias levantadas”

O Provocador

O Provocador 0046

"Os pensamentos só nascem na mente daqueles que se dão o direito de dialogar, isto exige um percurso muitas vezes, apenas indutivo, a partir de fatos concretos e individuais, até se alcançar uma definição universal, que abranja a todas as analogias levantadas”

O Provocador

O Provocador 0045

“Se não existem provas concretas de que Deus não exista, não serei eu quem as criará. Mas também se não existem provas cabais de que ele exista, por que eu devo crer que ele exista então? Particularmente não creio em milagres, ou melhor, eu não preciso crer em milagres. Afinal, um milagre vai de encontro às forças da natureza, e como a natureza é segundo dizem alguns, criação de Deus, logo, um milagre vai diretamente de encontro e não ao encontro dele.
É claro que vão me dizer que Deus "resolveu" abrir uma exceção e realizar tal feito (o milagre), mas essa afirmação torna Deus um ser injusto, pois ele faz uma certa acepção de pessoas e beneficia uns em detrimento a outros.  Mas se Deus fosse curar, premiar, favorecer, e cuidar de todos, automaticamente o conceito de milagre se diluiria, pois um milagre é caracterizado pela sua raridade”.
O Provocador

O Provocador 0045

“Se não existem provas concretas de que Deus não exista, não serei eu quem as criará. Mas também se não existem provas cabais de que ele exista, por que eu devo crer que ele exista então? Particularmente não creio em milagres, ou melhor, eu não preciso crer em milagres. Afinal, um milagre vai de encontro às forças da natureza, e como a natureza é segundo dizem alguns, criação de Deus, logo, um milagre vai diretamente de encontro e não ao encontro dele.
É claro que vão me dizer que Deus "resolveu" abrir uma exceção e realizar tal feito (o milagre), mas essa afirmação torna Deus um ser injusto, pois ele faz uma certa acepção de pessoas e beneficia uns em detrimento a outros.  Mas se Deus fosse curar, premiar, favorecer, e cuidar de todos, automaticamente o conceito de milagre se diluiria, pois um milagre é caracterizado pela sua raridade”.
O Provocador

O Provocador 0044

"Realmente Deus existe (estou sendo irônico), e permite (por total incapacidade de impedir o homem livre de fazer o mal) que a humanidade se destrua. Ele fica lá no céu, de bermudão e havaianas, com um coco gelado numa das mãos e o controle remoto da sua tevê por assinatura de seis bilhões de canais na outra, zapeando de um para outro, assistindo apático cada um de seus filhos arquitetarem os mais hediondos crimes contra seus irmãos. Vez ou outra ele se detêm em um canal em particular, onde um pastor filho da puta está enchendo sua bola."
O Provocador

O Provocador 0044

"Realmente Deus existe (estou sendo irônico), e permite (por total incapacidade de impedir o homem livre de fazer o mal) que a humanidade se destrua. Ele fica lá no céu, de bermudão e havaianas, com um coco gelado numa das mãos e o controle remoto da sua tevê por assinatura de seis bilhões de canais na outra, zapeando de um para outro, assistindo apático cada um de seus filhos arquitetarem os mais hediondos crimes contra seus irmãos. Vez ou outra ele se detêm em um canal em particular, onde um pastor filho da puta está enchendo sua bola."
O Provocador

O Provocador 0043

“Não acredito que a fé, crença ou religião judaica, de onde nossas crenças brotaram, tenha nos ensinado ética, pelo contrário, perdemos todo e qualquer contato com a ética no momento em que cremos estarmos ao alcance dos olhos do criador, tornando-nos assim, individualistas, mimados, egocêntricos, e o pior de tudo, interesseiros, meros barganhadores dos favores "javénicos".”
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O Provocador 0043

“Não acredito que a fé, crença ou religião judaica, de onde nossas crenças brotaram, tenha nos ensinado ética, pelo contrário, perdemos todo e qualquer contato com a ética no momento em que cremos estarmos ao alcance dos olhos do criador, tornando-nos assim, individualistas, mimados, egocêntricos, e o pior de tudo, interesseiros, meros barganhadores dos favores "javénicos".”
O Provocador

O Provocador 0042

"Este país de merda chamado Brasil está sempre atrasado! E o pior é que quanto mais criam maneiras de garantir direitos às minorias, mais as minorias são fodidas pelo país, sejam elas os pobres, os negros, os deficientes, ateus ou os gays"
O provocador

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"Este país de merda chamado Brasil está sempre atrasado! E o pior é que quanto mais criam maneiras de garantir direitos às minorias, mais as minorias são fodidas pelo país, sejam elas os pobres, os negros, os deficientes, ateus ou os gays"
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O rebanho de um homem



Por Noreda Somu Tossan

Acumular é um dos mais profundos instintos da alma. Porque a alma ama, e o amor deseja sempre possuir. Se eu amo aquela casinha de cercas brancas, onde há uma seringueira com balança e um riacho, por que não possuí-la, se posso? Ora, se ela for minha, certamente cuidarei dela, quem sabe até pintarei as janelas de azul. Se eu amo a música que ouço, por que não comprar o CD e tê-lo só pra mim? O Levarei para casa e ouvirei quantas vezes quiser, desfrutando assim daquilo que é meu. O amor é onívoro, quer comer tudo. Sabe-se que, comer é a forma mais radical de possuir. Comendo o que estava fora e era outro, passa então a ser parte do seu próprio corpo.
Juntei algumas riquezas e estou sendo açoitado por uma pergunta feita em uma parábola contada por Jesus: “Para quem ficará tudo que acumulaste?”. Quando o que se acumulou se resume a bens e dinheiro, a resposta é relativamente fácil. Dinheiro e bens são valores que se medem por meio de números. Sendo assim, basta dividir o montante pelo número de herdeiros definidos legalmente e dar a cada um a parte que lhe corresponde. Mas e as outras coisas que acumulei?
Jesus sabiamente comparou o corpo a um tesouro do qual cada um tira as coisas que ajuntou no decorrer de sua vida. Cada indivíduo tem um tesouro que é único, só seu. Portanto, no meu tesouro há uma quantidade enorme de coisas totalmente, ou, absolutamente, inúteis, que não têm valor algum no mercado. Muitos livros usados, rabiscados e empoeirados. Algumas fotografias que marcam momentos importantes em minha vida (em minha vida).  Várias poesias rabiscadas em comandas de pedidos, dessas que garçons usam. Contos, recortes, cartas, enfim, memórias.
Parece estranho, mas o fato é que as memórias são também objetos que acumulamos em nossa caminhada existencial. Estão guardadas no nosso tesouro particular, às vezes secreto. Sinto a necessidade extrema de dá-las a alguém que tome conta delas. Aí me vem a aflição por escrever. Quando escrevo estou, à minha maneira, lutando contra a morte, não a morte literal, mas sim, buscando uma certa imortalidade. A imortalidade das minhas memórias. Pelejando bravamente contra a morte das coisas que o meu amor ajuntou e que vão se perder quando eu morrer.
Já dizia Alberto Caeiro: “Eu nunca guardei rebanhos, mas é como se os guardasse... Quando me sento a escrever versos..., sinto um cajado nas mãos..., olhando para o meu rebanho e vendo as minhas idéias, ou olhando para minhas idéias e vendo o meu rebanho.” Também me considero um guardador de rebanhos. Minhas ovelhas são minhas idéias, minhas memórias. Para quem ficarão minhas ovelhas quando eu partir? Quem cuidará delas com o mesmo amor que eu cuidei? É preciso encontrar alguém que as ame assim como eu as amei, que também tenha essa alma de pastor, que as chame pelo nome, que as conduza por pastos verdes e fontes de águas frescas, que as defenda dos lobos e as acaricie ao fim da tarde.
A pergunta me atravessa os pensamentos como lâmina afiadíssima: “O que acumulei numa vida inteira, para quem ficará?” “Quem cuidará do meu rebanho querido?”. Mas, talvez, esta seja uma pergunta impossível de ser respondida mesmo. Eu apenas alimentei a ilusão de ter possuído um rebanho, apenas tive a ilusão de acumular objetos, memórias, idéias. Esse rebanho nunca me pertenceu. É um grande rebanho que passeia pelos pastos do mundo, ovelhas à procura de quem cuide delas. Por um período estiveram sob meus cuidados. Eu as chamava pelo nome. Assim que eu me for, sairão por aí e provavelmente encontrarão outro pastor, que certamente saberá cuidar melhor delas do que eu mesmo cuidei. Farão delas ovelhas mais fortes, com o auxílio de outros pastores, modificarão as minhas ovelhas e logo elas se esquecerão de mim.
Minhas ovelhas jamais ficarão abandonadas. Mas alimento a esperança, novamente me entrego à ilusão, de que meu filho Jonas, ou o mais novo Cauã, serão esses pastores. E toda vez que eles virem uma de minhas ovelhas machucada, ou desgarrada do rebanho, a trarão de volta, tirarão os carrapatos e lembrarão-se do velho pastor que não deixou nada, a não ser, suas memórias escritas, mas escritas com amor.
Noreda Somu Tossan

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O Provocador 0041

Sei de um procedimento cirurgico que leva a um estado sedado de baixa reatividade emocional nos pacientes, mas, por seus efeitos secundários severos, existem controvérsias sobre os resultados da cirurgia. De qualquer forma, o método mais antigo ainda é praticado. Cristianismo, mais seguro que uma lobotomia, e tão eficaz quanto.”
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Sei de um procedimento cirurgico que leva a um estado sedado de baixa reatividade emocional nos pacientes, mas, por seus efeitos secundários severos, existem controvérsias sobre os resultados da cirurgia. De qualquer forma, o método mais antigo ainda é praticado. Cristianismo, mais seguro que uma lobotomia, e tão eficaz quanto.”
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O Provocador 0040

“Durante muito tempo a Bíblia foi usada para justificar a escravidão, a morte de prisioneiros de guerra, os desejos sádicos dos assassinos de mulheres acusadas de serem bruxas, poligamia e crueldade com animais. Foi usada para encorajar a crença nas mais infames superstições e desencorajar o ensino de verdades científicas. Não devemos esquecer que, bem e mal, fluem da bíblia. Logo, ela não está acima da crítica.”
O Provocador

O Provocador 0040

“Durante muito tempo a Bíblia foi usada para justificar a escravidão, a morte de prisioneiros de guerra, os desejos sádicos dos assassinos de mulheres acusadas de serem bruxas, poligamia e crueldade com animais. Foi usada para encorajar a crença nas mais infames superstições e desencorajar o ensino de verdades científicas. Não devemos esquecer que, bem e mal, fluem da bíblia. Logo, ela não está acima da crítica.”
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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O Provocador 0039

“Algumas pessoas vivem choramingando. Lamentadores gerados pela falácia religiosa que diz que todos somos preciosos para Deus. Pare com isso seu fresco! Quando você estiver num buraco, desamparado e só, contente-se com o fato de ninguém estar jogando terra dentro dele. Será o sinal de que você ainda está vivo.”
O Provocador

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“Algumas pessoas vivem choramingando. Lamentadores gerados pela falácia religiosa que diz que todos somos preciosos para Deus. Pare com isso seu fresco! Quando você estiver num buraco, desamparado e só, contente-se com o fato de ninguém estar jogando terra dentro dele. Será o sinal de que você ainda está vivo.”
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terça-feira, 4 de outubro de 2011

O Provocador 0038

“Falam tão bem da democracia e criticam o comunismo. Não posso afirmar com certeza se, onde uma maioria acha que tem ‘razão’, a minoria realmente está errada. Na primeira decisão democrática que se tem notícia, Jesus Cristo foi crucificado e Barrabás libertado. Acho que não mudou nada em vinte séculos.”
O Provocador

O Provocador 0038

“Falam tão bem da democracia e criticam o comunismo. Não posso afirmar com certeza se, onde uma maioria acha que tem ‘razão’, a minoria realmente está errada. Na primeira decisão democrática que se tem notícia, Jesus Cristo foi crucificado e Barrabás libertado. Acho que não mudou nada em vinte séculos.”
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Provocador 0037

“As utopias podem levar a desastres. O indivíduo chega ao poder, e quer botar a sociedade dentro da roupa que confeccionou. Então, se o braço é muito comprido, ele corta a mão. Um Utopista pode ser implacável. Pergunto-me o que diria Che Guevara ao ver o que Fidel fez à Cuba.”
O Provocador

O Provocador 0037

“As utopias podem levar a desastres. O indivíduo chega ao poder, e quer botar a sociedade dentro da roupa que confeccionou. Então, se o braço é muito comprido, ele corta a mão. Um Utopista pode ser implacável. Pergunto-me o que diria Che Guevara ao ver o que Fidel fez à Cuba.”
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sábado, 1 de outubro de 2011

O Provocador 0036

“Lendo Fernando Pessoa, imagino que todos podem possuir um pouco de Deus sem que isso lhe faça mal algum. Lamentável é ver que alguns querem comportar apenas num único livro todas as verdades. Quisera eu, que tudo isso acabasse e que, assim como John Bunnian e seu “Peregrino”, cada um pudesse guardar num livro ou numa poesia, o Deus que o torna um ser melhor.”
O Provocador

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“Lendo Fernando Pessoa, imagino que todos podem possuir um pouco de Deus sem que isso lhe faça mal algum. Lamentável é ver que alguns querem comportar apenas num único livro todas as verdades. Quisera eu, que tudo isso acabasse e que, assim como John Bunnian e seu “Peregrino”, cada um pudesse guardar num livro ou numa poesia, o Deus que o torna um ser melhor.”
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O Provocador 0035

“Nada é tão magnífico quanto a mente humana, esse universo de um quilo. Assim como todo  universo, a mente também é difícil de compreender e sensível à agentes externos. Desequilibre esse sistema com falta de oxigênio, drogas ou religião e você terá resultados perigosos.”
O Provocador

O Provocador 0035

“Nada é tão magnífico quanto a mente humana, esse universo de um quilo. Assim como todo  universo, a mente também é difícil de compreender e sensível à agentes externos. Desequilibre esse sistema com falta de oxigênio, drogas ou religião e você terá resultados perigosos.”
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O Provocador 0034

Um índio Brasileiro bem que poderia alegar o seguinte: Eles vieram com uma Bíblia e sua religião, roubaram nossa terra, esmagaram nosso espírito, estupraram nossas filhas. Agora nos dizem que devemos ser agradecidos ao ‘Senhor’ por sermos salvos. Salvos de quem?”
O Provocador

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Um índio Brasileiro bem que poderia alegar o seguinte: Eles vieram com uma Bíblia e sua religião, roubaram nossa terra, esmagaram nosso espírito, estupraram nossas filhas. Agora nos dizem que devemos ser agradecidos ao ‘Senhor’ por sermos salvos. Salvos de quem?”
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O Provocador 0033

Analisando com atenção os termos cunhados para determinadas teorias, podemos concluir sem sombra de dúvida que a escolha foi acertada. Não sei se consciente ou inconscientemente optaram por Criacionismo e Evolucionismo, ao que podemos entender da seguinte forma: O criacionismo foi criado. A evolução evolui.”
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“Analisando com atenção os termos cunhados para determinadas teorias, podemos concluir sem sombra de dúvida que a escolha foi acertada. Não sei se consciente ou inconscientemente optaram por Criacionismo e Evolucionismo, ao que podemos entender da seguinte forma: O criacionismo foi criado. A evolução evolui.”
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O Provocador 0032

“A única forma de determinarmos a verdadeira idade da terra é Deus nos dizendo qual é. E já que Ele nos disse, muito claramente na Bíblia, que ela tem alguns milhares de anos de idade, e não mais, isso põe fim a todas as questões básicas sobre a cronologia terrestre.”
O Provocador

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“A única forma de determinarmos a verdadeira idade da terra é Deus nos dizendo qual é. E já que Ele nos disse, muito claramente na Bíblia, que ela tem alguns milhares de anos de idade, e não mais, isso põe fim a todas as questões básicas sobre a cronologia terrestre.”
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O Provocador 0031

“Os Judeus reverenciam abaixando as cabeças, os Cristãos se ajoelham e clamam com voz embargada, os Muçulmanos se ajoelham com a bunda pro ar. Os Ateus erguem as mãos com orgulho e não se ajoelham para ninguém, nem divindade ilusória, nem ameaças de um inferno imaginário ou outros humanos.”

O Provocador

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“Os Judeus reverenciam abaixando as cabeças, os Cristãos se ajoelham e clamam com voz embargada, os Muçulmanos se ajoelham com a bunda pro ar. Os Ateus erguem as mãos com orgulho e não se ajoelham para ninguém, nem divindade ilusória, nem ameaças de um inferno imaginário ou outros humanos.”

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O Provocador 0030

“Alguns querem encontrar sentido para existência, outros querem apenas ser transcendental. Há também os que preferem aceitar a realidade. A única verdade absoluta é que: Nascemos sem pedir, vivemos do jeito que dá e morremos sem querer. O resto é especulação, algumas vezes inteligente, outras não, tanto de um quanto de outro”
O Provocador

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“Alguns querem encontrar sentido para existência, outros querem apenas ser transcendental. Há também os que preferem aceitar a realidade. A única verdade absoluta é que: Nascemos sem pedir, vivemos do jeito que dá e morremos sem querer. O resto é especulação, algumas vezes inteligente, outras não, tanto de um quanto de outro”
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O Provocador 0029

“Crença é como homeopatia, pode até curar, mas demora o dobro de tempo. Religião é como quimioterapia, ela pode resolver um problema, mas também pode causar um milhão de outros. Ateísmo é como glicose na veia de um bêbado. De uma hora para outra ele fica lúcido.”
O Provocador

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“Crença é como homeopatia, pode até curar, mas demora o dobro de tempo. Religião é como quimioterapia, ela pode resolver um problema, mas também pode causar um milhão de outros. Ateísmo é como glicose na veia de um bêbado. De uma hora para outra ele fica lúcido.”
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O Provocador 0028

Um Crente, cheio de boa vontade pediu que colocasse o meu nome no livro de orações de sua igreja. Obviamente não o fiz, pois sou ateu. Ao que ele me perguntou o porquê. Então respondi: Dezenas de mãos orando, jamais farão aquilo que somente duas mãos trabalhando podem fazer.”
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“Um Crente, cheio de boa vontade pediu que colocasse o meu nome no livro de orações de sua igreja. Obviamente não o fiz, pois sou ateu. Ao que ele me perguntou o porquê. Então respondi: Dezenas de mãos orando, jamais farão aquilo que somente duas mãos trabalhando podem fazer.”
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O Provocador 0027

“Lendo alguns artigos sobre religião, fica impossível não fazer comparações, por exemplo: Um metafísico é um cego que está num quarto escuro procurando um gato preto que não existe. E um teólogo, mais precisamente um pastor, é o tipo de cara que encontra o gato. Já o ateu, é só o sujeito que carrega uma lanterna”

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“Lendo alguns artigos sobre religião, fica impossível não fazer comparações, por exemplo: Um metafísico é um cego que está num quarto escuro procurando um gato preto que não existe. E um teólogo, mais precisamente um pastor, é o tipo de cara que encontra o gato. Já o ateu, é só o sujeito que carrega uma lanterna”

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Apenas um sorriso

Por Edson Moura

Um piloto de caça, durante o período da Segunda Guerra Mundial, foi capturado pelo inimigo após seu avião ser abatido e milagrosamente sair sem um aranhão. Foi lançado numa cela de prisão. Todos os carcereiros o olhavam com desdém e era tratado de forma rude pelos mesmos. Sua execução estava marcada para o dia seguinte à sua captura e pretendo contar á vocês leitores o incrível desfecho desta tragédia.

Ele tinha certeza que seria morto. Ficou terrivelmente perturbado e nervoso. Remexeu nos bolsos em busca de um cigarro que, “Deus quisera”, tivesse escapado à revista. Encontrou apenas um, mas como as mãos estavam trêmulas de medo, mal podia levá-lo aos lábios. O pânico se abateu quando ele percebeu que não tinha fósforos, estes foram levados na revista.

Olhou através das grades para o carcereiro. Ele não correspondeu ao olhar do rapaz condenado, afinal, não se estabelece contato com uma “coisa”, um cadáver. Ele então gritou para o homem: “Tem fogo, por favor?!”. O carcereiro olhou para ele, deu de ombros e caminhou até a direção do rapaz. Ao se aproximar e sacar uma caixinha de fósforos, os olhares dos dois inadvertidamente se cruzaram. Naquele momento o rapaz sorriu.

Nem ele mesmo sabe por que fez aquilo. Talvez por nervosismo, talvez porque, quando se está realmente perto de alguém, é muito difícil não sorrir. Em todo caso, ele sorriu. Naquele instante, foi como se uma faísca saltasse no espaço entre os corações dos dois homens, entre suas almas. Não foi proposital, mas o sorriso do rapaz “saltou” por entre as grades e gerou um sorriso nos lábios do carcereiro também. Ele acendeu o cigarro do rapaz, mas permaneceu por perto, olhando-o diretamente nos olhos e continuando a sorrir.

O Jovem rapaz continuou a sorrir, agora consciente da pessoa e não apenas do carcereiro que o mantinha preso. O olhar do carcereiro parecia também ter uma nova dimensão. Você tem filhos? Perguntou o carcereiro.

Sim, aqui, aqui! Disse o rapaz tirando a carteira e procurando nervosamente a fotografia de seus filhos e sua esposa. O Homem também puxou a fotos de seus garotos e começou a falar sobre seus planos para eles. Os olhos do rapaz encheram-se de lágrimas. Confidenciou ao carcereiro que temia nunca mais vê-los novamente, nunca ter a chance de vê-los crescer. Algo parecido com Lágrimas também aflorou nos olhos do carcereiro.

De repente, sem qualquer palavra, o homem destrancou a cela do rapaz e silenciosamente o conduziu para fora. Passou por corredores escuros e deu de cara com um pátio. O Jovem pensou: Minha vida foi salva por um sorriso, apenas um sorriso. Seu coração batia acelerado ao passo em que caminhava em direção à sua liberdade.

Deu mais alguns passos e olhou para trás, o carcereiro havia parado. Podia ouvir os passos dos soldados marchando em sua direção. Uma venda lhe foi oferecida, e, ao colocá-la, ouviu a voz do carcereiro:

Perdeu playboy, sua execução foi antecipada!

O Provocador 0026

“Algumas pessoas têm medo de enfrentar desafios, de inovar, de arriscar tudo em busca de um objetivo, sem receio de fracassar. É claro que algumas coisas podem até chegar àqueles que esperam inertes, acomodados, vacilantes, mas serão somente os restos daqueles valentes que ousaram lutar.”
O Provocador

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“Algumas pessoas têm medo de enfrentar desafios, de inovar, de arriscar tudo em busca de um objetivo, sem receio de fracassar. É claro que algumas coisas podem até chegar àqueles que esperam inertes, acomodados, vacilantes, mas serão somente os restos daqueles valentes que ousaram lutar.”
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O Provocador 0025

“Nunca faço elogios diretos, faço-os de forma velada. O simples fato de eu não criticá-lo pode ser considerado um elogio. Sei que estou errado, compreendo que os elogios devem ser feitos no momento em que a pessoa os mereceu. Não ouvi falar de ninguém que levantou-se para ler o que escreveram em sua lápide.”
O Provocador

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“Nunca faço elogios diretos, faço-os de forma velada. O simples fato de eu não criticá-lo pode ser considerado um elogio. Sei que estou errado, compreendo que os elogios devem ser feitos no momento em que a pessoa os mereceu. Não ouvi falar de ninguém que levantou-se para ler o que escreveram em sua lápide.”
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O Provocador 0024

"Nem sempre poderemos ganhar. Arrisco dizer que na maioria das vezes perderemos. A magia está no que fazemos durante o desafio, como nos comportaremos. Se você acha que não pode chegar em primeiro lugar, pelo menos faça de tudo para que aquele que está na sua frente bata o recorde.”
O Provocador

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"Nem sempre poderemos ganhar. Arrisco dizer que na maioria das vezes perderemos. A magia está no que fazemos durante o desafio, como nos comportaremos. Se você acha que não pode chegar em primeiro lugar, pelo menos faça de tudo para que aquele que está na sua frente bata o recorde.”
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