Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de maio de 2012

“Tornei-me um inútil”

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ninguém gosta de ser chamado de inútil e ninguém quer se tornar obsoleto um dia, mas pensando bem, quando nos tornamos desnecessários na vida de outras pessoas, estamos dando indícios de que essas pessoas já podem caminhar com as próprias pernas. Na sociedade moderna constatamos esta “deformação” em muitos lares.

Mentiras e Verdades



                                

Perdi a conta de quantas vezes disse que amava, quando na verdade, o vazio “preenchia” meu ser tal qual um buraco negro. Também já não me lembro de todas as vezes que os tratei com cordialidade e polidez, ao tempo em que a vontade de mandá-los às favas corroía minhas entranhas, latejando como uma ferida infeccionada. Enfim, podemos dizer que: Se nunca formos descobertos numa mentira, seria o mesmo que dizer a verdade. O que devemos evitar sempre que possível é tentar mascarar um erro com uma mentira, pois fazendo isso, sempre acabaremos por precisar de uma segunda...e uma terceira.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

“Cortando os excessos”

sexta-feira, 18 de junho de 2010


“O bacteriologista escocês Alexander Fleming estava analisando uma temível bactéria em seu laboratório em 1928. Num momento de distração e devido ao excesso de atividades...esqueceu a porta aberta quando saiu. Um fungo invadiu as placas de cultura das bactérias...produzindo um bolor. Aquilo que parecia um desastre, culminou numa grande descoberta: As bactérias morreram!

"Lamentações de um Pai" ... (Parte II)

segunda-feira, 19 de abril de 2010


Dois anos de uma vida, dois anos e muitas estorias, dois anos de pensamentos gerados em um crânio em processo de desenvolvimento, "DOIS FILHOS" levados para longe...para muito longe de um pai que lamentará a perda por todo o restante de sua vida.


A sensação é inexplicável, a dor é soberba, o desespero confunde os pensamentos do pai, ao chegar em casa e ver que seus dois filhos não estavam. Ele procura pela casa deserta, ele reflete por alguns instantes se os filhos não estão escondidos, a fim de pregar-lhe uma peça. Mas as esperanças se dissolvem como uma colher de açúcar em um copo de água.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Justiça e Perdão


Outro dia um amigo emprestou-me um filme muito interessante que tinha como tema a vingança.Tudo bem que a produção era daquelas baratas, mas ao final dele, fiquei pensativo a respeito do tema. A história era de uma escritora que ao isolar-se em uma cidadezinha para escrever mais um de seus romances, acabou sendo violentada por quatro jovens e até pelo xerife da cidade. Após sobreviver ao ataque, ela retorna para vingar-se, coisa que faz com requintes de crueldade. Entre cortar pênis, e introduzir espingardas em ânus, ou afogar um deles em soda cáustica ela se satisfaz e sente-se bem com a sensação de dever cumprido.

O interessante é que logo pela manhã eu presenciei uma cena que me remeteu ao filme. Um rapaz muito mal educado começou a agredir verbalmente o motorista do ônibus. Chamou-o de chifrudo, velho lerdo, “viado”, e outros adjetivos que julgo desnecessário citar aqui. O motorista aceitou àquelas provocações como um perfeito cavalheiro. Pensei comigo: ele deve ser um daqueles crentes que aceitam tudo calado, pois o Senhor é seu juiz. Eu particularmente já estava “espumando de raiva”, mas me controlava, afinal de contas, eu também aprendi que não se deve pagar o mal com mal.

Ao chegarmos na av. Cidade Jardim, um dos pontos mais lotados da zona leste de São Paulo, fui surpreendido com a atitude do motorista. Ele arrastava o ônibus bem devagarinho, ao tempo em que ia chamando o rapaz de corno, dizendo que a cara dele era de chifrudo, que a mulher dele provavelmente estaria dando pra outro enquanto ele saía pra trabalhar. Chamava-o de “pião”, dizia que enquanto ele (o rapaz) pegava um ônibus lotado para chegar ao trabalho, seu carro zero estava estacionado na garagem da empresa. Acreditem, cheguei a sentir uma pontinha de pena do jovem (mas passou rápido). O motorista foi cruel em sua vingança. Premeditou tudo e foi muito feliz em sua desforra.

Pergunto-me: estaria certo o motorista ao buscar justiça? A atitude dele pode ser recriminada, tendo em vista que devemos evitar discussões nos dias atuais? Ou será que ele deveria ter ido além e ter dado uma boa de uma surra naquele jovem desaforado? Bom, particularmente acho que ele deveria sim, ter descido do ônibus e socado aquele rapaz, só para ele aprender a respeitar aos mais velhos. Só assim o motorista conseguiria se impor frente ao seu adversário. A coragem de enfrentar as dificuldades e a busca por justiça não são qualidades apreciadas por Deus? Não! Este é discurso islâmico.

É evidente que o discurso islâmico de posiciona contrário ao discurso cristão. Enquanto para o Islã o “pecado” precisa ter uma punição do mesmo peso e natureza, no cristianismo, a orientação é desconsiderar a injustiça cometida. Jesus delega a Deus a função de fazer justiça e obriga o injustiçado a perdoar aquele que o injustiçara. (..e perdoai [Deus] as nossas dividas [injustiças, pecados], assim como nós perdoamos nossos devedores Mt 6:12). Ao relembrar o episódio no ônibus, não consigo evitar a frase que me vêm à mente: “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal, mas, se alguém lhe bater na face direita, oferece-lhe também a outra”.

Depois de muito refletir, cheguei à conclusão de que “perdão e justiça” são valores éticos inconciliáveis, antagônicos, impraticáveis dentro de um mesmo contexto. O mesmo se dá aos valores “igualdade e liberdade”, ou seja, para se obter um estado de igualdade de condições e de oportunidade entre pessoas de um mesmo grupo ou sociedade, é preciso sacrificar a liberdade de se fazer o que deseja. Em grupos e sociedades liberais, como a sociedade de mercado, por exemplo, a liberdade de agir é a mola propulsora do progresso, mas, a desigualdade social acaba sendo um efeito colateral aceitável. O lema da revolução francesa até que soa bonito... “Liberdade e Igualdade”... mas, é totalmente impraticável.

É preciso fazer valer os nossos direitos, e quando esses direitos nos pedem para reagirmos a uma agressão com outra agressão, por que não? Poxa vida! Até quando viveremos na mediocridade? Até quando seremos capachos de nossos detratores, só porque Jesus falou que assim deveria ser? A morte de Jesus e de Pedro na cruz, sem que ambos reagissem contra seus inimigos, nos mostra o extremo da passividade e da tolerância em relação à injustiça. Provavelmente o conflito entre justiça e perdão seja o causador do grande mal-estar nas sociedades de orientação cristã.

O “bom religioso”, obediente às leis bíblicas e civis, vive em sociedade sendo explorado pelo seu patrão capitalista, pelo banco que lhe empresta dinheiro a 13% ao mês enquanto só paga 0,5% na poupança, pelos políticos que lhe tomam dinheiro com os impostos e não lhe devolvem em saúde, educação e segurança e transporte descente conforme nos é garantido pela Constituição, entre outras impunidades para as quais não tomamos atitude em nome do perdão que está arraigado em nossos subconscientes. Nossa ira inconsciente gerada pelo desejo voraz de justiça esbarra em uma orientação moral, da qual muitas vezes não temos consciência, que nos impede de tomar uma atitude.

Não me envergonho de escrever essas coisas, mas me envergonho por ter permanecido passivo por tanto tempo, estóico, contente com as agruras, e feliz por saber que um dia Deus me acolheria e todo sofrimento então teria fim. Quanto tempo eu perdi, e quantas lágrimas minhas poderia ter evitado se tivesse provado o sabor incomensurável da “doce vingança”.

Edson Moura