sábado, 28 de novembro de 2009

Petições nobres...motivações, nem tanto


Por: Edson Moura

É preciso, com muita responsabilidade, ou deveria dizer, com honestidade, revermos nossos conceitos quanto às nossas orações. Para isso, é necessário que nós examinemos quais são as motivações que nos levaram a pedir algo a Deus.
Digo isso, porque tenho observado em muitos lugares, principalmente na mídia televisiva, que mesmo sendo pessoas sinceras, e sem maldade alguma em seus corações, acabam por fazer de seu momento de oração, um átrio de pedintes espirituais. (embora eu veja a oração como um ato exclusivo de relacionamento com Deus, não condeno quem use esse momento para fazer também suas petições, até porque nós acharemos respaldo bíblico tanto para uma como para outra atitude)

Nem vou falar de pedidos materiais (engloba: emprego, melhor salário, casa própria, carro, alimentação e vestimentas ‘mesmo que só o necessário’, e afins)
Também não vou “nem tocar no assunto”, daquelas bênçãos que, embora não seja nenhum dos itens citados na lista acima, têm como “beneficiário” somente o “requerente”.

Quero falar aqui daqueles pedidos que são cobertos de nobreza, feitos por pessoas que se julgam (ou nós mesmos as consideramos) politicamente corretas. Mas que na verdade estão apenas mascarando a verdadeira motivação, ou seja, o interesse próprio.

Talvez vocês, meus Caros leitores, digam assim:
Ele fala coisas que não sabe!
Ou ainda:

Ele nunca passou por algo do tipo!
Ou mais:

Ele diz essas coisas porque pra ele a vida deve ser um “céu de brigadeiro” ou um “mar de almirante”! (desculpem-me o pleonasmo)
Devo deixar claro que nem tudo na minha vida é um “mar de rosas” (de novo!), aliás, já passei, e ainda passo por aflições das maiores, e também entendo, e quando posso, participo do drama de meus irmãos. É por esse motivo que eu citei no início do texto, as pessoas sinceras e sem maldade, apenas agem inconscientemente, e minha preocupação aqui é somente levá-las a refletir.

São inúmeros os exemplos que eu poderia colocar, mas quero me ater a somente dois:

Que dizer de uma mãe, que ora constantemente para que seu filho, envolvido com drogas, seja salvo dessa vida de perdição, e venha para Jesus?

As lágrimas por ela derramadas, são as mais sinceras possíveis. As campanhas que ela faz em sua pequena (ou grande) igreja, são pelo nobre motivo de se resgatar uma vida que está se perdendo. (não estou aqui, legitimando campanhas e correntes feitas a torto e a direito por aí)
Mas será, e eu disse SERÁ, que na verdade, ela não quer simplesmente parar de sofrer? Pois eu ouço muitas, mães dizerem as seguintes frases:

Ah meu Deus! Quando é que esse meu sofrimento vai acabar? (sofrimento pela situação do filho)
Não agüento mais meu Deus! Prefiro morrer a sofrer desse jeito!
Então vejam!

A pauta da oração até pode ser nobre, mas as motivações nem tanto.
É claro que isso não é regra, pois muitas orações, além de seu caráter altruísta, são também motivadas pelo desejo de ver a outra pessoa recuperada. É o caso de algumas mulheres que choram ao lado da cama de seus filhos, doentes terminais de câncer. Elas só pedem a Deus que acabe com o sofrimento daquela criança, reconhecendo assim a incapacidade humana para determinados problemas, e abrindo mão daquilo que para ela seria seu maior tesouro neste mundo.

E quanto ao marido, que vendo sua amada esposa, o grande amor de sua vida, acometida por uma doença que certamente a levará à morte, pede a Deus constantemente dia e noite, sem comer nem dormir, implorando que não a leve embora. (também não estou dizendo que Deus mata as pessoas, ou que por muito pedir Ele vai acabar cedendo às exigências humanas. Este é outro assunto, tratado em outros artigos neste blog, os melhores são os escritos pelo Marcio Alves)
Na verdade, o que ele está dizendo é:
Não quero ficar sozinho! Ela é a minha vida, sem ela eu prefiro morrer! Não vou suportar!

Novamente vemos um pedido nobre, mas coberto de interesse próprio.

Sei que é bonito você gostar de uma pessoa ao ponto de pedir intervenção divina por ela. Mas eu só gostaria que antes de orarmos, examinássemos nossas motivações e procurássemos nelas, vestígios de desejos interesseiros que podem estar tão ocultos que somente Deus poderia identificá-los, e Ele consegue!

Os exemplos citados no texto são apenas fictícios, frutos de uma mente que não quer parar de pensar. Peço desculpas a todos aqueles que já passaram por situações semelhantes, e vêem nas minhas palavras uma agressão aos seus sentimentos mais sinceros, sei bem como é isso! Mas como diria Pilatos:
“O que escrevi, escrevi!”
Que Deus nos abençoe a todos, ricos e pobres, bons e maus, crentes ou não, amem!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Eu duvido, logo penso, logo existo

Por: Edson Moura

Às vezes (e hoje é uma dessas vezes), minha mente fica totalmente “vazia de tão cheia”. Não sei se isso já aconteceu com vocês leitores, mas comigo acontece de fases em fases.

Paradoxo-mental!

É assim que eu chamo isso (nem sei se já nomearam esse fenômeno ou se é um fenômeno), pois são tantos os pensamentos que eu acho que nunca vou conseguir organizá-los.

Pareço estar “VOLTANDO AO GÊNESIS” da minha existência. Começo re-capitular cada passo, cada minuto do meu passado e num segundo momento, me surpreendo imaginando o futuro (meu futuro). É então que surgem as crises existenciais.

Não me disseram! Ninguém me alertou! Também não veio nenhum manual de instruções explicando como seria a vida a partir do momento em que eu aceitasse a Jesus como meu Senhor e salvador. Só depois de muito tempo descobri que o manual era a palavra de Deus escrita por homens comuns.

Hoje, depois de anos, consegui me desvencilhar das velhas tradições da igreja, e optei por um “CRISTIANISMO A-RELIGIOSO”, sem medo do inferno eterno e também sem cobiça insana pelo céu de pedras sardônicas e portas de pérolas.
Sem medo da ira de um Deus terrível e vingativo, mas também sem ilusões de um Deus que (só pelo fato de eu servi-lo) me livre das agruras da vida. Simplesmente, passei a seguir um Deus que tem o rosto de Jesus, o filho do carpinteiro.

Mas repito!

Às vezes os pensamentos, as idéias, se misturam. E a mente fica “vazia de tão cheia” novamente.

Sinto-me muito distante desse Jesus da Galiléia. Sinto que somente as “FAGULHAS DO DIVÍNO NO HUMANO” é o que me sobrou. Parece que sou tocado apenas por “PARTÍCULAS DA GRAÇA
Mas continuo caminhando, tropeçando, caindo, me arrastando ...e me levantando para retornar à peregrinação.

Muitas vezes, mal compreendido pelos que estão lá encima do “PULPITO CRISTÃO
Apedrejado sim! Por aqueles que amo tanto! (e amo mesmo). Ignorado por pessoas as quais eu daria meu pescoço pra ser cortado, sem pestanejar. (não estou sendo demagógico)

Disseram-me, lá no início, que existe uma “PALAVRA QUE LIBERTA”, mas não me vi livre. Livre sim, do peso do pecado. Sim livre da acusação da lei, mas “preso a uma vida de liberdade”, quando "TOMEI A PÍLULA VERMELHA".

Portanto: “EU FICO COM A PALAVRA DE DEUS”, mesmo que as vezes, confesso, sinto falta (pouca falta) daquele tempo em que eu acreditava que as rodas do destino eram movidas pelo Senhor dos exércitos, e tudo acabaria cooperando para o meu bem, pois eu o servia.

Era mentira! Hoje sei que não é assim.

Novamente, minha “SALA DO PENSAMENTO” está vazia, de tão cheia que se encontra.
Ensaio um novo comportamento...proseio comigo mesmo, e entre esses “ENSAIOS E PROSAS”, me vejo de novo no início de tudo...no meio de tudo...querendo mesmo... é o final de tudo, sair deste mundo, ao qual eu não pertenço, e pular dentro da “BACIAS DAS ALMAS” que Deus deve ter preparado para nos lavar.

Tento encontrar, mais uma vez, “OUTRA ESPIRITUALIDADE”, uma nova, que me permita viver...ou morrer em paz...paz no meu espírito.

Mas tenho medo!

Medo de ser irresponsável, medo de conduzir ao erro, aqueles que o Senhor tanto ama, àqueles pelos quais Ele entregou a própria vida. Então me calo, e procuro não pensar (como se isso fosse possível ao Ser humano)

Começo a perceber então irmãos, que preciso desesperadamente continuar vivendo, não posso parar a peregrinação, encontro forças no meu companheiro “FIEL” (Marcio Alves), para vencer o “GIGANTE DESESPERO”.

Caminhamos rumo à “CIDADE CELESTIAL” (penso), mas com uma certeza no coração:
Esse “OUTRO EVANGELHO” que anunciamos, na verdade é outro mesmo...é aquele que Jesus pregou na palestina...e se perdeu no tempo.

Vejo uma luz...

sábado, 7 de novembro de 2009

Deus do Pentatêuco ou Jesus da Galiléia?



Por: Edson Moura

Antes que me condenem, quero avisar que não estou dizendo que são 2 (dois) Deuses, e sim um único Deus, mas que é “projetado” em nosso consciente-inconsciente da maneira que melhor se adapte ao nosso modo de viver o cristianismo. Boa leitura!

Os Fariseus podem dormir seu sono tranqüilo, pois eles falharam, não conseguindo calar a voz de Cristo, mas hoje, milhões de cristãos abafam e deturpam o Evangelho pregado na palestina.

Infelizmente estão fazendo um “bom” trabalho!

A criação revela tanto poder que desconcerta nossa mente e deixa-nos sem palavras. Somos enamorados e encantados pelo poder de Deus. Gaguejamos e hesitamos diante da santidade de Deus. Trememos diante da majestade de Deus... e apesar disso mostramo-nos melindrosos e ressabiados diante do amor de Deus.
Fico estupefato diante da difundida recusa, em nossas terras, em pensar-se grande sobre um Deus amoroso. Como nervosos cavalos “puro-sangue” sendo guiados à linha de largada do grande prêmio, muitos cristãos relincham, escoiceiam e pinoteiam diante da revelação do superabrangente amor de Deus em Jesus Cristo.

Em minha jornada como cristão errante, tenho encontrado chocante resistência ao Deus que a Bíblia define como Amor. Os céticos estão entre os acadêmicos untuosos e excessivamente polidos que sugerem discretamente traços da heresia do universalismo a crentalhões ultraconservadores que enxergam apenas o implacável e empoeirado Deus guerreiro do Pentateuco, e insistem em reafirmar as frias demandas de um perfeccionismo infestado de regras.

Nossa resistência ao amor furioso de Deus pode ser traçada de volta à igreja, a nossos pais e pastores e à própria vida. Foram eles, (protestamos) que esconderam a face do Deus compassivo em favor de um Deus de santidade, justiça e ira.
No entanto, se fôssemos verdadeiramente homens e mulheres de oração, nossos rostos como pederneira e nosso coração devastado pela paixão, abriríamos mão de nossas desculpas. Pararíamos de colocar a culpa nos outros.
Temos de sair para um deserto de algum tipo (seu quintal serve) e adentrar uma experiência pessoal com o assombroso amor de Deus. Então poderemos concordar com conhecimento de causa, com o místico inglês Julián de Norwich: "A maior honra que podemos dar ao Deus Todo-Poderoso é viver com alegria pelo conhecimento do seu amor".


Poderemos entender porque, como observa o Dicionário teológico do Novo Testamento, de Kittel, que nos últimos dias de sua vida na ilha de Patmos o apóstolo João escreveu, e escreveu com majestosa monotonia, sobre o amor de Jesus Cristo. Como que pela primeira vez, poderemos compreender o que Paulo queria dizer: "Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor" (Rm 5:20,21).
Da mesma forma que João escreveu, no crepúsculo da vida, apenas sobre o amor de Jesus, Paulo também escreveu abundantemente sobre o evangelho da graça:

•A graça de Deus é a totalidade pelo que homens e mulheres são tornados justos .
•Pela graça Paulo foi chamado.
•Deus derrama sua gloriosa graça sobre nós em seu Filho.
•A graça de Deus foi manifestada para a salvação de todos.
•A graça de nosso Senhor superabundou com a fé e o amor que há em Jesus Cristo.
•A graça é depósito ao qual temos acesso através de Jesus Cristo.
•É um estado ou condição em que nos encontramos.
•É recebida em abundância.
•A graça de Deus abundou mais que o pecado.
•Ela se estende para mais e mais pessoas.
•A graça contrasta com as obras, que carecem do poder para salvar; se as obras tivessem esse poder, a realidade da graça seria anulada.
•A graça contrasta com a Lei. Tanto judeus quanto gentios são salvos pela graça do Senhor Jesus.
•Apegar-se à Lei é anular a graça e quando os gálatas aceitaram a Lei caíram da graça.

Sim, o Deus gracioso encarnado em Jesus Cristo nos ama.

A graça é a expressão ativa deste amor. O cristão vive pela graça como filho do Abba, rejeitando por completo o Deus que pega as pessoas de surpresa ao menor sinal de fraqueza — o Deus incapaz de sorrir diante de nossos erros desajeitados, o Deus que não aceita um lugar em nossas festividades humanas, o Deus que diz "você vai pagar por isso", o Deus incapaz de compreender que crianças sempre se sujam e são distraídas, o Deus eternamente bisbilhotando à caça de pecadores.

Ao mesmo tempo, o filho do Pai rejeita o Deus de cores pastéis que promete que nunca vai chover no nosso desfile.

O filho de Deus sabe que a vida tocada pela graça chama-o para viver numa montanha fria e exposta ao vento, não nas planícies aplainadas de uma religião sensata e de meio-termo.
Pois no coração do evangelho da graça o céu escurece, o vento ruge, um jovem sobe um outro monte Moriá em obediência ao Deus implacável que exige tudo.


Ao contrário de Abraão, ele carrega nas costas uma cruz, e não lenha para o fogo... como Abraão, em obediência a um Deus selvagem e irrequieto que fará as coisas da sua forma não importe o que custe.

Esse é o Deus do evangelho da graça. Um Deus que, por amor a nós, mandou o único Filho que jamais teve, embalado em nossa própria pele. Ele aprendeu a andar, tropeçou e caiu, chorou pedindo leite; transpirou sangue na noite; foi fustigado com um açoite e alvo de cusparadas; foi preso à cruz e morreu sussurrando perdão sobre todos nós.

O Deus do cristão legalista, por outro lado, é com freqüência imprevisível, errático e capaz de toda espécie de preconceito. Quando vemos Deus dessa forma sentimo-nos compelidos a nos envolvermos em alguma espécie de mágica para aplacá-lo. A adoração de domingo torna-se um seguro supersticioso contra os seus caprichos. Esse Deus espera que as pessoas sejam perfeitas e estejam em perpétuo controle de seus sentimentos e emoções. Quando gente esmagada por esse conceito de Deus acaba falhando — como inevitavelmente acontece — ela em geral espera punição. Ela por isso persevera em práticas religiosas ao mesmo tempo em que luta para manter uma imagem oca de um eu perfeito. A luta em si é exaustiva.


Os legalistas nunca são capazes de viver à altura das expectativas que projetam em Deus. Percebi como era difícil para mim olhar para elas e dizer: "Pai, perdoa-os, porque não sabem o que fazem".


As duras palavras de Jesus dirigidas aos fariseus estendem-se pelo curso dos anos. Hoje em dia elas não se aplicam apenas aos televangelistas que caíram, mas a cada um de nós. Distorcemos por inteiro o sentido do que Jesus disse quando usamos suas palavras como armas contra os outros. Elas devem ser assumidas pessoalmente por nós.


Essa é a forma e o formato do farisaísmo cristão dos nossos dias. A hipocrisia não é privilégio de quem está por cima. O mais empobrecido entre nós tem potencial para ela. "A hipocrisia é a expressão natural do que é mais perverso em nós."

O “Outro Evangelho” que apresentamos, mostra um Jesus que perdoa pecados — incluindo pecados da carne; que ele sente-se à vontade na companhia de pecadores que se lembram de como mostrar compaixão, mas que não pode e não terá um relacionamento com os que são hipócritas no Espírito.


Talvez a verdadeira dicotomia dentro da comunidade cristã da atualidade não seja entre conservadores e liberais, ou entre criacionistas e evolucionistas, ou entre calvinistas e arminianos, mas entre os despertos e os adormecidos. . Da mesma forma que todo homem inteligente sabe que e estúpido, o cristão desperto sabe que é limitado e dependente da graça.

Embora a verdade nem sempre seja humildade, a humildade é sempre verdade: o reconhecimento sem rodeios de que devo minha vida, meu ser e minha salvação a outro. Esse ato fundamental jaz no âmago de nossa reação à graça.
A beleza do evangelho verdadeiro está na percepção que ele oferece de Jesus: a ternura essencial do seu coração, de seu modo de ver o mundo e de seu modo de relacionar-se com você e comigo.


"Se você quer de fato compreender um homem, não apenas ouça o que ele diz, mas observe o que ele faz".


Que a maravilhosa graça de Deus toque-nos a todos.

sábado, 31 de outubro de 2009

"Vida de Pastor"


Por: Edson Moura

Chamem-me de covarde se quiserem, eu particularmente não ligo. Mas eu gostaria de fazer algumas perguntas e também dar as minhas próprias respostas.
Pretendo falar de homens que estão na vida muita gente. Homens que considero heróis num mundo tão deficiente de tais figuras.

Você estaria disposto a não ter um domingo com sua família, em prol de outras famílias?
Você sairia muitas vezes cansado de seu trabalho, para trazer uma palavra de edificação e inspiradora para homens e mulheres que você chama de irmão, mesmo sem muitas vezes saber nem o sobrenome delas?
Você subiria em um altar, com a responsabilidade de direcionar a e aconselhar vidas humanas? Sabendo que suas palavras ecoarão até a eternidade, e um dia você teria que prestar contas de cada alma que por ventura viesse a se perder?

Confesso que já almejei uma posição assim, mas quando paro para analisar as implicações deste dificílimo cargo, reconheço a minha total incapacidade, tanto estrutural como intelectual, mas principalmente emocional.

Por isso eu deixo de lado as críticas aos maus pastores, para tecer alguns elogios aos bons pastores. Homens como:

John Wesley, que dedicou sua vida inteira a granjear almas para Deus. Não por obrigação, mas por amor às vidas. "Eu considero todo o mundo como a minha paróquia; em qualquer parte que eu esteja, eu considero que é certo, correto e o meu sagrado dever é declarar a todos que estejam dispostos a ouvir, as boas novas da salvação." - John Wesley
"Dai-me cem homens que nada temam senão o pecado, e que nada desejam senão a Deus, e eu abalarei o mundo." - John Wesley

Jônatas Edwards, entre os homens, era o vulto maior nesse avivamento, que se intitulava O grande despertamento. Sua vida é um exemplo destacado de consagração ao Senhor para o desenvolvimento maior do intelecto e, sem qualquer interesse próprio, de deixar o Espírito Santo usar o mesmo intelecto como instrumento em suas mãos. Amava a Deus, não somente de coração e alma, mas tam­bém de todo o entendimento. "Sua mente prodigiosa apo­derava-se das verdades mais profundas". Contudo, "sua alma era, de fato, um santuário do Espírito Santo". Sob aparente calma exterior, ardia nele o fogo divino, como um vulcão.
Charles Finney, foi instrumental no grande avivamento de 1857 a 1858 dos 'grupos de oração', que se espalhou por dez mil cidades e municípios, resultando na conversão de pelo menos um milhão de pessoas. Somente entre janeiro e abril de 1858, cem mil pessoas foram salvas nestas reuniões de oração ao meio-dia.

Entre outros tantos, que embora com as limitações de sua época, fizeram um ótimo trabalho para o reino de Deus.
Hoje não penso mais como há alguns anos sobre o conteúdo dos sermões desses grandes homens, mas reconheço a importância de seus testemunhos de vida, para esta nossa geração.
Muito se fala hoje em “pagar preço”, e sei que muitos pastores agarraram esse chamado divino e vêm desempenhando um bom trabalho.

Não falo dos grandes pastores de renome, e sim dos pequeninos, de igrejas pequeninas. Falo, não dos que andam de carro importado, e sim dos que ainda pegam ônibus lotados ou andam a pé por falta de recursos para sua própria condução.
Falo daqueles que muitas noites não tiveram o que comer com suas esposas, a não ser farinha com cebola, mesmo assim não deixaram de louvar a Deus. (história verídica)

Falo também daqueles que não usam terno de grife, e suas refeições em casa muitas vezes é pior do quê as refeições de alguns pastores na cadeia onde foram presos por tentarem sair do país com dólares não declarados.
Falo dos pastores que não vendem bíblias interpretadas “versículo por versículo”, que não escreveram livros ensinando como “exigir seus direitos”, que não enriqueceram vendendo pregações em áudio nos mostrando que “o dia da provação” vai chegar ou que é possível “destronar satanás”

Falo de homens como Acácio Carneiro, que abriram mão de uma vida bem sucedida para pregar quatro sermões aos domingos em sua pequena igreja. Ele não escreveu nem um livro (ainda), mas sua obra como pastor já renderia umas 500 páginas. Um homem que aprendi a amar, e que é co-responsável pelo ser humano que sou hoje. Meu pastor!

Falo de homens simples como Sergio Paschoal, que pra conseguir verbalizar seus pensamentos apelam para a poesia, preocupados em não ofender ninguém. Homens que se emocionam quando precisam abandonar um prédio onde fora sua igreja, por falta de recursos para o aluguel. As lágrimas e o embargo em sua voz demonstram sua sinceridade. Meu pastor!
Homens que acumulam em si qualidades que eu não tenho e não sei se um dia terei ,por isso a minha incapacidade para tão importante missão.

As qualidades bíblicas de pastores/presbíteros/bispos

Paulo cita as qualificações dos bispos ou (presbíteros) em duas cartas (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). A linguagem dele deixa bem claro que ele não está dando meras sugestões, e sim requerimentos. Em 1 Timóteo 3:2 ele diz: "É necessário, portanto, que o bispo seja...." Tito 1:7 diz: "Porque é indispensável que o bispo seja...." Antes de examinar as qualificações em si, vamos entender bem esse ponto.
Os requerimentos que encontramos nesses dois trechos são qualidades que o Espírito Santo revelou, através de Paulo, como exigências. Para servir como presbítero, um homem precisa de todas essas qualidades. Ninguém tem direito de apagar nenhum "i" ou "til" do que Deus falou aqui.
Agora, vamos ler o que o Espírito falou nessas duas listas paralelas (bem semelhantes, mas não exatamente iguais).

"Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo" (1 Timóteo 3:1-7).

"Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi: alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados. Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância; antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si, apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem" (Tito 1:5-9).

Que Deus abençoe os verdadeiros pastores

sábado, 17 de outubro de 2009

"Resposta ao leitor"




Por: Edson Moura

A Paz do Senhor meu irmão Isaias Medeiros.
Primeiramente gostaria de congratulá-lo pelo coragem e despreendimento para ler toda a mensagem (e acredito que você leu mais de uma vez), e pelo seu comentário que foi muito bem desenvolvido.

Esta é justamente a idéia de nosso blog, fazer com que as pessoas reflitam sobre o que escrevemos e discordem se acharem que o conteúdo é prejudicial à fé.

Você disse que acha que eu não passo de um "liberal", pois bem! Posso até ser muito racional, mas daí a me chamar de liberal, talvez seja um pouco de exagero de sua parte.
Quanto ao fato de Deus não ter que se ajustar ao homem, lamento decepcioná-lo, mas Deus já fez isso, no momento em que esvaziou-se de todo seu poder, e encarnou Cristo e andando pelo mundo durante 33 anos.

Quero agora me explicar, tanto à você Isaias, quanto aos outros leitores que possivelmente não tenham entendido o artigo escrito, demonstrando assim a minha preocupação e o senso de responsábilidade que voçe acha que não tenho.

Algumas Provas Bíblicas De Que Os Ímpios Não serão Atormentados Por Toda a Eternidade:

Um dia Deus irá terminar com o sofrimento veja:

“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram”. (Apocalipse 21:4).
Se o “inferno de fogo” durasse para sempre, esta passagem não poderia estar na Bíblia, pois o luto, o sofrimento, o pranto e a dor não cessariam. O pecado seria eterno, o que contraria plenamente as Escrituras. Se há um inferno eterno e o se diabo fosse atormentado por toda a eternidade juntamente com os pecadores, teríamos de aceitar pelo menos outras 4 heresias:

1a) Que o diabo, os demônios e os pecadores são e serão eternos. Deus não conseguirá um dia destruir o diabo definitivamente? Que dizer dos seguintes textos:
Malaquias 4:1-3; Romanos 16:20; Hebreus 2:14?
2a) Que o pecado é eterno – Se os ímpios fossem atormentados com o diabo eternamente, nunca iriam deixar de ter raiva de Deus por estarem no fogo, e continuamente o blasfemariam. Estariam constantemente pecando.

3a) Que muitas pessoas que pecaram 70 ou oitenta anos irão sofrer a mesma penalidade que satanás, que pecou desde o princípio e que foi o originador do pecado. Isto não estaria de acordo com os seguintes textos Bíblicos: Ap 20:11-13 e Lc 12:47 e 18 (alguns receberão “muitos açoites e outros poucos”).

4a) Que Deus nunca iria terminar com o sofrimento. A Bíblia ensina claramente que um dia não existirá mais o sofrimento (Ap 21:4, etc). Graças a Deus que não é assim; logo o Senhor Jesus irá terminar com todo o pecado e sofrimento. Creia, irmão Isaias, que Deus não irá condenar ninguém à tortura, pois ao analisar a Bíblia profundamente, percebemos isto; se o fizer, a visão que você tem de Deus será mudada, e sua comunhão com ele será melhor e mais duradoura.

Por fim: A doutrina do inferno eterno não é Bíblica; foi originada na mente do diabo para denegrir o caráter e a justiça de Deus e aperfeiçoada por filósofos pagãos. O que acontece é que este ensinamento entrou nas igrejas sutilmente, devido à influência desses filósofos no passado e uma errada interpretação de alguns versos Bíblicos que não foram analisados à luz do “contexto” da Bíblia (principalmente a parábola do Rico e Lázaro).

Meu ponto de vista:

O inferno de “tormento” não existe; a Bíblia diz que Deus punirá os ímpios no futuro e não agora no inferno: “porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos”. (Atos 17:31).

Uma pergunta:
Se as pessoas que morrem hoje já vão para o céu ou para o inferno de condenação, por que Deus terá que realizar um juízo final? Afinal de contas já não estão todos julgados?

No livro de Pedro diz que os anjos maus foram lançados para o Tártaro (lugar de escuridão). Ora, se fosse o inferno de fogo, como seria escuro?

A palavra inferno, traduzida de suas línguas originais (Sheol, Hades, etc) simplesmente significa “sepultura”. Neste momento os ímpios estão “dormindo” até “aquele dia em que Deus julgará a todos”, pois a morte não passa de um sono (Jesus disse isso em João 11:11-14 e devemos acreditar nele), onde a pessoa está inconsciente até a volta de Jesus.

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol... Tudo quanto te vier à mão para fazer faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma”. (Eclesiastes 9:5, 6 e 10).

“Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda”. (I Coríntios 15:23) Quando Jesus voltar, ele irá ressuscitar a pessoa; aí sim ela ficará consciente (João 5:28 e 29; João 6:40).

Os justos serão ressuscitados para irem ao céu (I Tessalonicenses 4:16 e 17, etc) e os maus para serem destruídos (Malaquias 4:1, etc), pois não aceitaram a Jesus como salvador, rejeitaram seus ensinamentos e seus convites de amor. Veja ainda que o verso três de Malaquias 4 (e muitos outros ainda) diz que “os ímpios se farão em cinzas”; se os maus ficarão em cinzas como serão atormentados eternamente?

Os textos Bíblicos usados por muitos ‘em favor’ da existência do inferno não foram corretamente traduzidos de sua língua original e foram tirados de seu contexto. “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor”. (I João 4:8).

Um Deus de amor jamais iria queimar alguém pela eternidade; sua justiça e misericórdia não permitem isto. Se Ele o fizesse, a dor, o sofrimento, o luto, não deixariam de existir nunca; as pessoas iriam blasfemar de Deus eternamente no ‘inferno’ e assim o pecado seria eterno.

Confie no amor de Deus. Vá a Ele sem temor, pois o Senhor lhe ama e quer bem. Ele tem muito mais a te oferecer do que um "inferno de fogo". Não que você já não o tenha feito Isaias, mas aceite a Jesus como salvador de sua vida e verás que a cada dia Ele lhe mostrará o amor do Pai e do Espírito Santo por você, tornando-o uma pessoa mais feliz e confiante quanto ao futuro.

“Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o SENHOR Deus. Portanto, convertei-vos e vivei”. (Ezequiel 18:32).

Que Deus o Abençoe meu irmão!

sábado, 10 de outubro de 2009

Não Existe Inferno parte 1


Por: Edson Moura

Antes de me chamarem de louco ou herege, gostaria que vocês meus Caros leitores, se despissem do manto da religiosidade e do pré-conceito de querer rejeitar tudo aquilo que vai de encontro ao que lhe ensinaram em sua caminhada cristã. Não é meu intuito lhes oferecer uma “nova verdade”, mas sim convocá-los à reflexão sobre a lógica da vida, pois este é o principal motivo pelo qual gasto horas e muitas vezes até dias estudando e meditando na palavra do Senhor, em busca de uma mensagem que venha a ser edificante tanto pra vocês, quanto pra mim mesmo.

Quero deixar claro que creio nas Escrituras Sagradas, e também acredito que toda ela foi inspirada por Deus. Entretanto, creio também que os homens que as escreveram tinham as suas limitações, mas, além disso, os homens que as traduziram do hebraico e grego tinham mais limitações ainda. Outro ponto que quero salientar é que não sou um admirador dessas novas traduções que encontramos hoje como: NTLH (Nova Tradução na Linguagem de Hoje); NVI (Nova Versão Internacional) Bíblia do Adolescente e tantas outras que se esforçam para facilitar a leitura e o entendimento do texto bíblico, mas o que fazem na verdade é impedir (por omissão) que o leitor procure o verdadeiro significado de algumas palavras e como conseqüência têm uma interpretação errada do que quer dizer o texto.

Etimologia da palavra “Inferno”

A palavra inferno, que hoje conhecemos, origina-se das palavras Hades e Sheol, ambas com mesmo significado, tendo conotação clara de um lugar para onde os mortos vão. Em versículos
bíblicos onde se menciona tais palavras, é possível perceber que se trata de um só lugar. Com o passar do tempo, muitas religiões interpretaram o inferno, como o destino de apenas alguns; pessoas que não assumiram uma conduta louvável no ponto de vista religioso, e que por isso, foram condenadas ao sofrimento jamais visto pelo mundo material. Alguns teólogos observaram, contraditoriamente, que o inferno não poderia ser um lugar desagradável, afirmando que um personagem bíblico que estava em sofrimento no mundo real, almejou “esconder-se no inferno”, para aliviar sua dor. Porém, o próprio Jesus fez uma narrativa de uma situação de uma pessoa que se encontrava no inferno, essa pessoa implorava a Abraão que mandasse um conhecido que não estava no inferno lhe refrescasse a língua com pelo menos a ponta do dedo molhado em água, pois em chamas era atormentado (Ver Lucas, capítulo 16, versículos de 19 ao 31).

É óbvio que tal relato não foi em sentido literal, pois uma gota de água na língua não alivia a dor de quem está em chamas ou num calor intenso, mas queria dizer que pelo enorme sofrimento que passava, precisaria aliviar-se de qualquer jeito. A crença na existência de um lugar de tormento para o significado das palavras Hades e Sheol, foi muitas vezes confundida com a palavra “Geena”, traduzida para “lago de fogo”, uma forma simbólica para destruição eterna.

Alguns teólogos concluem que todos que morrem vão para o inferno (Hades e Sheol), lugar onde até o próprio Jesus foi, a sepultura, sua câmara mortuária. Como a própria Bíblia menciona, ele não foi esquecido no Inferno, foi ressuscitado no terceiro dia conforme relata os evangelhos. Porém deve-se salientar que outros teólogos vêem que essa ida de Cristo ao lugar de tormento foi para tomar o lugar de cada ser humano que estava destinado à morte eterna pelo “pecado original” de Adão, e sendo Jesus tido como o consumador da fé serviu de cordeiro expiatório apesar de não ter visto corrupção.

Mudanças no Sentido da Palavra Inferno

O Dicionário Expositivo de Palavras do Velho e do Novo Testamento diz a respeito do uso de inferno para traduzir as palavras originais do hebraico Sheol e do grego Hades (Bíblia): Hades. . . Corresponde a Sheol no Antigo Testamento. Na Versão Autorizada do A.T. e do N. T., foi vertido de modo infeliz por Inferno.

A Enciclopédia da Collier diz a respeito de Inferno: Primeiro representa o hebraico Seol do Antigo Testamento, e o grego Hades, da Septuaginta e do Novo Testamento. Visto que Seol, nos tempos do Antigo Testamento, se referia simplesmente à habitação dos mortos e não sugeria distinções morais, a palavra ‘inferno’, conforme entendida atualmente, não é uma tradução feliz.

O Terceiro Novo Dicionário Internacional de Webster diz: Devido ao entendimento atual da palavra inferno (Latim Infernus) é que ela constitui uma maneira tão infeliz de verter estas palavras bíblicas originais. A palavra inferno não transmitia assim, originalmente, nenhuma idéia de calor ou de tormento, mas simplesmente de um lugar coberto ou oculto (de . . . helan, esconder).

A Enciclopédia Americana diz: Muita confusão e muitos mal-entendidos foram causados pelo fato de os primitivos tradutores da Bíblia terem traduzido persistentemente o hebraico Seol e o grego Hades e Geena pela palavra inferno. A simples transliteração destas palavras por parte dos tradutores das edições revistas da Bíblia não bastou para eliminar apreciavelmente esta confusão e equívoco.

O significado atribuído à palavra inferno atualmente é o representado em A Divina Comédia de Dante, e no Paraíso Perdido de Milton, significado este completamente alheio à definição original da palavra. A idéia de um inferno de tormento ardente, porém, remonta a uma época muito anterior a Dante ou a Milton.

Cristianismo

No Cristianismo existem diversas concepções a respeito do inferno, correspondentes às diferentes correntes cristãs. A idéia de que o inferno é um lugar de condenação eterna, tal como se apresenta hoje para diversas correntes cristãs, nem sempre foi e ainda não é consenso entre os cristãos. Nos primeiros séculos do cristianismo, houve quem defendesse que a permanência da alma no inferno era temporária, uma vez que inferno significa "sepultura", de onde, segundo os Evangelhos, a pessoa pode sair quando da ressurreição. Essa idéia é defendida hoje por várias correntes cristãs.

Catolicismo

Para a corrente católica, conduzida pela Igreja Católica Apostólica Romana, o inferno é eterno e corresponde a um dos chamados “novíssimos”: a morte, o juízo final, o inferno e o paraíso. Baseando-se em textos bíblicos como quando Jesus disse que o homem que desprezar seu irmão “incorrerá os fogos da Gehenna” (Mt 5,22). Jesus também advertiu, “não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, temei quem pode destruir tanto corpo como alma na Gehenna” (Mt 10,28). Jesus disse, “Se tua mão te faz cair, corta-a. Melhor você entrar na vida com uma só das mãos que manter ambas as mãos e ir para a Gehenna com seu fogo inextinguível” (Mc 9,43). Usando a parábola do joio e do trigo para descrever o juízo final, Jesus disse, “os anjos lançarão [os pecadores] na fornalha inflamável onde prantearão e moerão os seus dentes (Mt 13,42). Também, quando Jesus fala sobre o juízo final onde a ovelha será separada dos lobos, Ele dirá ao pecador, “afastai-vos de mim, malditos, para o fogo perpétuo preparado para o demônio e seus anjos (Mt 25,41). No Livro da Revelação, é relatado que cada pessoa é julgada individualmente e os pecadores são lançados em um “fosso de fogo, a segunda morte” (20,13-14).

Protestantismo

Para muitas das denominações protestantes, o inferno é o local destituído da presença de Deus, porém não lhe está oculto, sendo que no cumprir das profecias esse inferno será lançado no lago que arde com fogo e enxofre.
A interpretação bíblica protestante afirma que, após a morte, a alma, uma vez no inferno, não poderá mais sair, assim como em relação ao paraíso (céu), não existindo forma de cruzar a fronteira que separa estes dois locais.
Há ainda outra visão dentro do cristianismo não-católico, que coloca a morte como um sono, um estado sem consciência (Eclesiastes 9:5; Jó 14:21; João 11:11-14), de forma que, conseqüentemente, os ímpios mortos não estão no inferno nem os salvos mortos no céu, mas aguardando a segunda vinda de Cristo, quando então os salvos entrarão para o céu, que é eterno, e os ímpios entrarão no lago de fogo, o inferno, (Apocalipse 20:15), que também será eterno (Miquéias 4:3). Segundo esta interpretação, o inferno é um lugar preparado para a punição de Satanás, seus anjos e seus seguidores (Mateus 25:41), ao contrário da visão comum que coloca Satanás como dominante do inferno.

A doutrina da existência de um ‘inferno de fogo’ tem despertado e atenção dos homens de todos os séculos. Pensadores têm rejeitado o cristianismo por causa de tal doutrina; jovens têm abandonado a crença em Deus, pois pensam: “Não posso crer em um Deus que para demonstrar sua justiça tenha de atormentar no fogo a alma de uma pessoa eternamente; Ele não existe...”. Muitos têm saído das fileiras do cristianismo por causa deste assunto.

Isto poderia ser evitado, caso fosse feito um estudo sincero, honesto e fiel ás regras de interpretação do verso Bíblico e ao contexto das Escrituras.

Esta mensagem ou estudo, irá analisar o que é o inferno de acordo com o ensino Bíblico; qual o correto significado de alguns dos textos Bíblicos que mencionam a palavra ‘inferno’; o inferno de fogo existe hoje ou existirá em um futuro? Por quanto tempo?

Antes disso, é importante salientar o que a Bíblia ensina sobre o estado do homem na morte:
Depois de ficar doente, Lázaro morreu. E o que Jesus disse a respeito da morte de Lázaro? Disse que ele estava dormindo! Não devemos duvidar do Senhor. Ele sabe melhor que nós qual é o estado do homem na morte. A Bíblia compara a morte a um sono em aproximadamente 53 versos diferentes.

O Antigo Testamento, que também teve sua inspiração do Espírito Santo (II Timóteo 3:16), também declara que, quando um a pessoa morre, ela está em total inconsciência. Veja: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem “coisa nenhuma”, nem tampouco terão eles recompensa, pois sua memória está entregue ao esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram: para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol.” (Eclesiastes 9:5,6- leia também Salmo 6:5;Salmo115:17;Salmo 146:3,4;Isaías 38: 18,19).
O próprio Jesus disse que a ressurreição será no último dia, quando ele voltar (João 6:40). Mas como harmonizar estes versos com aqueles que mencionam o “tormento eterno?”.
Primeiramente temos de entender que a Bíblia foi inspirada pelo Espírito Santo. (II Pedro 1:20, 21).

Sendo que o Espírito Santo é perfeito, Ele não vai se contradizer; não irá dizer em uma parte da Bíblia que na morte a pessoa está em total inconsciência e em outra afirmar que os ímpios sofrerão eternamente na segunda morte.

Portanto, se há uma aparente contradição não é culpa de Deus, mas sim nossa, pois somos limitados por causa do pecado. Outro fator que leva-nos a encontrar “contradições” na Bíblia é o fato de não a estudarmos profundamente. É o que pretendo fazer agora, analisando estes versos em seu contexto e verdadeiro significado.


Continua....

Que Deus continue nos abençoando

Não existe Inferno parte 2


Por Edson Moura

Continuação...

Análise das palavras erradamente traduzidas por inferno:

Sheol: Este vocábulo aparece 62 vezes no Velho Testamento. Sheol era o lugar para onde iam os mortos, por isso é sinônimo de sepultura, ou lugar de silêncio dos mortos. Sheol nunca teve em hebraico a idéia de lugar de suplício para os mortos.
Sendo difícil traduzi-los porque nenhuma palavra em português dá a exata idéia do significado original, o melhor é mantê-la transliterada como fazem muitas traduções. A tradução brasileira não a traduz nenhuma vez.

Experimente traduzir Sheol por inferno nestas duas passagens: Gênesis 42:38 ( Ele porém disse: Não descerá meu filho convosco; porquanto o seu irmão é morto, e só ele ficou. Se lhe suceder algum desastre no caminho por onde fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza à sepultura.) e Jonas 2:1-2.( E OROU Jonas ao Senhor, seu Deus, das entranhas do peixe. E disse: Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz.)

Hades: É usada apenas 10 vezes no Novo Testamento: Mateus 11:23; 16:18; Lucas 16:23; Atos 2: 27,31; Apocalipse 1:18; 6:8; 20:13,14 (I Cor. 15:55).
Sobre o emprego desta palavra em I Cor. 15:55, Edílson Valiante numa Monografia sobre a palavra Hades, pág. 27 (1978), declarou:
“A passagem de Paulo de I Cor. 15:55 apresenta um problema de crítica textual. Na leitura feita na Septuaginta, encontramos também neste verso a palavra Hades, no vocativo. As traduções mais antigas da Bíblia, antes das descobertas do século XIX para cá, traziam a palavra “inferno” como sendo tradução de hades.Com estudos feitos na área da crítica textual, valendo-se das importantíssimas descobertas de Tishendorf, verificou-se que a palavra usada não era Hades, mas a palavra yanatov (morte). Este estudo foi baseado nos mais fidedignos manuscritos descobertos até hoje”.

“Com tudo isto ficou claro que Paulo não usou nenhuma vez termo hades em seus escritos, provavelmente para não confundir com os conceitos deturpados do hades que existiam em sua época. Outra razão é dada por Edwards, dizendo que Paulo, escrevendo em grego, procurava fugir do mau agouro que acompanhava a palavra e causava terror ao povo; “O povo em geral usava a palavra Pluto como eufemismo do hades, com seus temores de levá-los para as partes errôneas do invisível”. É certo, também que Paulo não usou nenhuma vez a expressão Pluto, mas subentendendo o conceitualismo Bíblico, em Romanos 10:7 usa o termo abismo”.
Nas melhores traduções da Bíblia, inclusive na versão de Almeida Revista e atualizada, o termo inferno já foi substituído por morte.

A palavra “Hades” no Novo Testamento corresponde exatamente á palavra “Sheol” do Velho Testamento. No Salmo 16:10 Davi disse: “Pois não deixarás a minha alma no Sheol...”.
Pedro usando esta passagem profética do Velho Testamento afirmou em Atos 2:27: “Porque não deixará a minha alma no hades...”.
Outra prova da sua exata correspondência se encontra na tradução da Septuaginta, pois das 62 vezes que Sheol é usada no Velho Testamento, 61 vezes foi traduzida por hades.

Origem da palavra Hades.

Provém do prefixo a – alfa grego com a idéia de negação, privação e do verbo idein = ver, significando então: o que não é visto, lugar de onde não se vê, por isso é sinônimo de sepultura, habitação dos mortos.

Os gregos dividiam o Hades em duas partes, (posteriormente falavam até em quatro): o Elysium – a habitação dos vitoriosos e o Tártarus – a habitação dos ímpios.

Esta idéia de divisões e subdivisões do Hades é totalmente pagã sem nenhum apoio Bíblico.

Geena: A palavra hebraica transliterada para o grego Geena, que se encontra em 12 passagens: Mateus 5: 22, 29, 30; 10:28; 18:9; 23:15, 33; Marcos 9:43, 45, 47; Lucas 12:2; Tiago 3:6.
Geena vem do vocábulo hebraico Ge Hinom ou Gé Ben Hinom – Vale de Hinom ou Vale do filho de Hinom. Nesse vale havia uma elevação denominada Tofete, onde ímpios queimavam seus próprios filhos.

Este vale se situava a sudoeste de Jerusalém; neste local, antes da conquista de Canaã pelos filhos de Israel, cananitas ofereciam sacrifícios humanos ao deus Moloque.
Terminados os sacrifícios humanos, este local ficou reservado para depósito do lixo proveniente da cidade de Jerusalém. Juntamente com o lixo vinham cadáveres de mendigos encontrados mortos na rua ou de criminosos e ladrões mortos quando cometiam delito. Estes corpos, ás vezes, eram atirados onde não havia fogo, aparecendo os vermes que lhes devoravam as entranhas num espetáculo dantesco e aterrador. É a este quadro que Isaías se refere no Capítulo 66 verso 24.

Por estas circunstâncias, este vale se tornou desprezível e amaldiçoado pelos judeus e símbolo de terror, da abominação e do asco e mencionado por Jesus com estas características. Ser atirado á Geena ao morrer, era sinônimo e desprezo ao morto, abandonado pelos familiares, não merecendo ao menos uma cova rasa, estando condenado á destruição eterna do fogo.
O vale de Hinom era um crematório das sujidades da cidade de Jerusalém.
O fogo ardia constantemente neste sítio e com o objetivo de avivar as chamas e tornar mais eficaz a sua força lançavam ali enxofre.. Devido a estas circunstâncias, Jesus com muita propriedade usou este vale para ilustrar o que seria no fim do mundo a destruição dos ímpios, sendo queimados na Geena universal.

Tártaro: A palavra grega “Tártaro” ocorre somente uma vez no Novo Testamento. Encontra-se em II Pedro 2:4 e diz o seguinte: “Ora, se Deus não poupou a anjos quando pecaram, antes precipitando-os no inferno (Tártaro no original) os entregou a abismos de trevas, reservando-os para o Juízo”.
A palavra tártaro, usada por Pedro se assemelha muito á palavra “Tartarus”, usada na etimologia grega, com nome de um escuro abismo ou prisão; porém, a palavra tártaro, parece referi-se melhor a um ato do que a um julgar. A queda dos anjos que pecaram foi do posto de honra e dignidade á desonra e condenação; portanto, a idéia parece ser: Deus não poupou aos anjos que pecaram, mas os rebaixou e os entregou a cadeias de trevas. Não existe nenhuma idéia de fogo ou tormento nesta palavra, ela simplesmente declara que estes anjos estão reservados para julgamento futuro.

Os problemas relacionados com a palavra inferno se desfazem como neblina, quando conhecemos bem o significado etimológico dos termos sheol, hades, geena e tártaro, que jamais poderiam ser traduzidos pela nossa palavra inferno por ter uma conotação totalmente diferente do que é expresso por aqueles vocábulos.

A palavra inferno foi usada pelos tradutores por influências pagãs e por preconceitos enraizados na mente de muitos, mas totalmente estranhos ao texto sagrado.

De acordo com a Bíblia todos os que morrem, quer sejam bons, quer sejam maus descem à sepultura, ao lugar de esquecimento e ali esperam até o dia da ressurreição quando então receberão a recompensa. (Apocalipse 22:14).
Muitas das traduções modernas da Bíblia, mais fiéis aos originais hebraico e grego, preferem manter estas palavras transliteradas, por expressarem melhor o que elas significam.
As palavras Sheol em hebraico e Hades em grego eram usadas para sepultura, não trazendo nenhum sentido de sofrimento e castigo eterno.

Geena apenas figurativamente foi usada por Jesus como um símbolo das chamas destruidoras dos últimos dias por causa do envolvimento da palavra nos acontecimentos anteriormente descritos.

Para entendermos melhor sobre o assunto, temos de analisar alguns pontos:

Quais as palavras hebraicas e gregas que foram impropriamente traduzidas por inferno;

O que significam estas palavras na língua original;

Analisar as dificuldades em bem traduzi-las.

“A doutrina de um inferno para tormento eterno é de origem pagã, foi aceita pela igreja dominante, nos séculos escuros da Idade Média, para intimidar os pagãos a aceitar as crenças católicas”.

Correndo o risco de ser simplista, proponho uma ilustração para você meu leitor:

Digamos que uma pessoa cometeu muitos crimes: matou muitas pessoas, roubou, estuprou, etc. Ao chegar o dia de seu julgamento, o juiz resolve “absolver” o culpado. Logicamente isto iria provocar uma revolta enorme na população e iria incentivar ao crime e certamente acusariam o juiz de um tremendo sem vergonha.

Agora vejamos por outro ponto de vista. Suponhamos que o criminoso não seja absolvido e que o juiz o sentenciou à “tortura eterna”, através do fogo, queimando o assassino e o codenando a sofrer a dor por toda a sua existência. O que as pessoas e os meios de informação iriam dizer deste juiz? Que ele é um “tirano” e homicida, pior ainda do que o criminoso.

O mesmo se dá no trato de Deus com o ímpio. Se Deus não puní-los, os seres de outros mundos e os anjos não terão motivos para respeitar a Deus. Eles (outros seres) poderiam dizer:
“se eles pecam á vontade e não são punidos, então eu também posso pecar”!

Se o Senhor punir pessoas a uma “eternidade de sofrimento”, os anjos poderiam argumentar:
“Seria justo uma pessoa que pecou 70 anos (ou mais, depende do tempo de vida) ser condenado a uma eternidade de sofrimento?”
Os anjos e outros seres, inclusive nós, iríamos servir a Deus “por medo do tormento eterno” e não por amor.
Entendeu o problema? O caráter de Deus, que “é amor” (I João 4:8) e “justiça” (Salmo 71:19) jamais se harmonizaria com uma coisa dessas. Deus não tem prazer nem na morte do perverso, quanto mais em vê-lo sofrer pela eternidade! (Leia Ezequiel 18:23 e 32). Deus é bom até para com os ingratos e maus (Lucas 6:35).

Seríamos felizes no céu, se soubéssemos que algum parente ou filho nosso está queimando no “fogo do inferno”. Não. O céu seria triste se pudéssemos ouvir ou mesmo saber que algum querido nosso está ardendo em chamas. Como iríamos olhar para Deus? Com amor ou medo?

Graças a Deus por a Bíblia não pregar isto!

Se você que está lendo este texto ficou abalado ou confuso, saiba que esta não é minha intenção. Fico disponível para responder a todas as perguntas que me forem feitas. Aceito também as críticas, pois elas me fazem crescer e muitas vezes rever meus conceitos. Portanto, fique à vontade para questionar.

“Creia no Senhor sem medo...há mais nobreza nisso”

Que Deus continue nos abençoando.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

"Esta mensagem é pra você?"


Por: Edson Moura

Estou interrompendo uma seqüência de mensagens onde eu expunha alguns líderes evangélicos que, a meu ver, praticam atos merecedores de denuncia. Faço isso porque desconfio que alguns irmãos que lêem essas mensagens devem ficar com algumas dúvidas ou acham que talvez eu estivesse dando um “tiro no pé”, falando contra a própria fé que eu defendo. Como disse A. W. Tozer: “O evangelho nunca sofre danos reais, ao menos que ele seja atacado por aqueles que o defende”. Desculpem-me os admiradores de Tozer, (e eu sou um deles) mas eu não concordo totalmente com essa afirmação.

Penso sim, que devamos fazer uso de nossa razão, para protestar contra atitudes que venham a envergonhar o verdadeiro Evangelho de Cristo. Homens deram suas cabeças para serem cortadas, acreditando num ideal, o ideal de Jesus. Mas o que está acontecendo hoje, é que estão destruindo com o verdadeiro motivo de Deus ter entregado seu filho Jesus, pra morrer por nossos pecados. E eu me nego a ficar calado diante das vergonhosas manipulações que líderes de muitos ministérios vêem praticando. “Protestar está em meu sangue!”

O que escrevo, pode parecer duro demais hoje, mas chegará um dia que muitos também vão aderir a esta forma de pensar. Isso vai acontecer não porque eu penso assim, mas sim porque o Senhor Jesus pensava dessa maneira. Vou dizer pra vocês leitores, para quem é que eu escrevo as minhas mensagens:
Escrevo minhas idéias (e muitas vezes nem sei se são minhas mesmo), com um público leitor específico em mente.Minhas mensagens não são para os superespirituais.

Não são para os cristãos musculosos que têm como herói, seus respectivos “apóstolos”, e não a Jesus o sofredor, o filho de Deus.

Não são para acadêmicos, que usam um linguajar que muitas vezes meus irmãos mais simples nem entendem, e vivem aprisionando Jesus na “torre de marfim” da exegese.

Não são para os místicos de capuz que querem mágica na sua religião e pensam que Deus só estará presente onde houver muitos sinais, fogo descendo do céu, gente caindo ao chão numa gritaria desordenada e “profecias”.

Não é para os cristãos "aleluia", que vivem apenas no alto da montanha e nunca visitaram o vale da desolação, que em minha opinião são as favelas, cortiços e cadeias, aonde nossos irmãos vão perecendo e cada vez mais, cultivam um ódio crescente contra seus pares.

Não são para os legalistas que se gabam com o jovem rico dos Evangelhos: "Guardo todos esses mandamentos desde a minha juventude", e que carregam sobre os ombros uma sacola de honras, diplomas e boas obras, crendo que efetivamente chegaram lá.

Não são para os destemidos que nunca choram, porque são: “Mais que vencedores”. E nessa busca por espiritualidade, acabaram perdendo sua sensibilidade com o drama do próximo.

Minhas mensagens são escritas para os dilapidados, os derrotados e os exauridos, sobrecarregados que vivem ainda mudando o peso da mala pesada de uma mão para a outra.

Elas são para os vacilantes e de joelhos fracos, que sabem que não se bastam de forma alguma e são orgulhosos demais para aceitar a esmola da graça admirável de Deus.

São para os discípulos inconsistentes e instáveis (como Pedro), cuja azeitona vive caindo para fora da empada.

São para homens e mulheres pobres, fracos e pecaminosos com falhas hereditárias e talentos limitados (assim como eu).

São para os recurvados e contundidos que sentem que sua vida é um grave desapontamento para Deus, e também para gente inteligente,que sabe que é estúpida, e para discípulos honestos que admitem que são canalhas.

A maior parte das minhas mensagens eu escrevo para mim mesmo, e para quem quer que tenha ficado cansado e desencorajado ao longo do Caminho, inconformados com o que se tornou hoje....a “Pregação do Evangelho”

Conto a história daquele pecador notório, que foi excluído e proibido de entrar na igreja.

Ele levou as suas dores a Deus e disse:
— Eles não me deixam entrar, Senhor, porque sou um pecador.
— Do que é que você está reclamando? — Disse Deus. — Eles também não me deixam entrar.

Quando sou honesto comigo mesmo, admito que sou um amontoado de paradoxos. Creio e duvido, tenho esperança e sinto-me desencorajado, amo e odeio, sinto-me mal quando me sinto bem, sinto-me culpado por não me sentir culpado. Sou confiante e desconfiado. Honesto e ainda assim insincero.

Simplesmente sou um Cristão protestante!

Que nosso Deus continue me abençoando, com vocês na minha vida, meus irmãos em Cristo

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

"O homem que não tem medo do diabo"


Por: Edson Moura

Esta mensagem ainda é uma continuação.

A cada dia que passa, eu me vejo mais e mais indignado com atitudes de alguns picaretas que se intitulam apóstolos, bispos e missionários. Homens sem escrúpulo algum que não passam de sanguessugas pendurados nas costas de gente humilde, e sem acesso á informação. Gente necessitada de um pastor de verdade, que possa lhes dar um conselho ( um bom conselho), um pastor que esteja disposto a tirar os “carrapatos” de suas ovelhas e não o dinheiro de suas contas. Um pastor que verdadeiramente esteja preocupado com a vida física, sentimental, profissional e espiritual de seus membros, não esses que estão por aí em canais de televisão e rádio, preparando os mais absurdos argumentos para ROUBAR o pouco dinheiro que a população brasileira tem.

Quero hoje dar o nome de mais uns desses bandidos: “bispo” Sidney Silva, de uma igreja chamada “mundial da graça e do poder de Deus” (mais uma com essa volúpia de ser MUNDIAL, UNIVERSAL, INTERNACIONAL, só está faltando uma INTERPLANETÁRIA).

Estava ouvindo um desses programas evangélicos que passam na rádio musical FM 105,7, às 00h00min (pois como diz meu irmão Márcio: Quando quero me penitenciar ouço ou assisto alguns desses programas). Mas a vontade que eu tive foi de me atirar pra fora do ônibus em que eu estava, tamanha foi a cara-de-pau desse meliante. Esse cidadão teve a ousadia de dizer que Deus havia o levantado para guiar um exército de 400 (vítimas) pra fora da caverna. Mas tem uma condição, tem que fazer um voto com Deus, de um valor X, e depositar na conta (do espertalhão é claro). Mas não é só isso! Deus revelou pra ele que na hora em que o “valente” (vítima) fosse fazer o respectivo depósito, era pra usar o caixa eletrônico como um altar para o Senhor (eu já tinha ouvido muitas, mas essa foi de lascar).

Mas não parou por aí!

Na seqüência do programa ele disse que Deus estava revelando que havia uma mulher angustiada (qual mulher hoje em dia que não vive angustiada com tanto trabalho, tantas responsabilidades?), e essa angústia era porque ela tinha R$ 3.000,00 guardados e tinha que doar para a “obra”. (já pensou se tem uma mulher ouvindo este malandro – e devia ter - com essa quantia guardada? É mais uma vítima)

Não estou dizendo que esta rádio é de um todo ruim, pois tem programas excelentes como o do Paulo Romeiro, Claudio Apolinário, Ricardo Gondim e uns poucos outros, mas esse do “Bi$po” Sidney e sua gangue, é de doer. Chega ao ponto de me fazer pecar e ter vontade de dar umas tapas só pra ver se ele acorda e vê o mal que está praticando.

Fico profundamente triste quando vejo meus irmãos e irmãs literalmente caindo no conto do vigário (ou devo dizer conto do bispo?).

Peço a Deus todos os dias que tenha misericórdia com a vida desses lobos que se disfarçam de cordeiros para roubar minha gente. Vivemos num país que luta tanto contra a corrupção no meio político, mas quando esses escândalos chegam à igreja, sinto-me absurdamente envergonhado por ser evangélico (e não do EVANGELHO).
Só pra você rir um pouco meu leitor:

O Sidney Silva se proclama “O homem que não tem medo do diabo”,

Também pudera, acho que até o diabo tem medo dele.

Ufa! Tirei um piano das costas.


Que Deus continue nos abençoando com a vida, e com os relacionamentos entre nós que somos todos irmãos em Cristo.

domingo, 6 de setembro de 2009

“Já que a arena está montada...vamos aos lutadores”


Por Edson Moura

Este texto é uma continuação da mensagem: “Quem vai explicar”. Depois de muito conversar com meu irmão Marcio Alves, cheguei à conclusão de que, uma vez que eu dei “nome aos bois” e acabei montando uma arena de guerra, pra não parecer que estou sendo muito duro em minhas afirmações, vou trazer também os “lutadores”, cada um com suas debilidades ou devo dizer, dês-qualidades e tentar assim, “abrir os olhos daqueles que querem ter seus olhos abertos”. Mais uma vez quero deixar bem claro, que não tenho nada pessoal contra essas pessoas, e sim contra suas idéias que considero extremamente prejudiciais à verdadeira fé cristã.

PRIMEIRA LUTA:

VALNICE MILHOMENS & R.R. SOARES x OUTROEVANGELHO

Paulo Romeiro é mestre em Teologia pelo Gordon-Conwell Theological Seminary (Boston, EUA) e Doutor em Ciências da Religião pela Metodista de São Paulo. Em seu livro “Super Crentes”, lançado em 1993, Romeiro faz uma breve análise e crítica da doutrina da “confissão positiva” ou “teologia da prosperidade”. O autor começa traçando as raízes desse movimento até as religiões orientais, Nova Era e Ciência Cristã. Segundo a análise do autor, Kenneth Hagin, que é chamado de “papai” entre os teólogos da prosperidade, na verdade não seria exatamente o pai de tal teologia, mas sim teria “bebido” Essek William Kenyon, que por sua vez foi muito influenciado por Charles Emerson que era um verdadeiro “colecionador” de religiões, sendo influenciado pelo congregacionalismo, universalismo, Nova Era e a Ciência Cristã. É claro que dessa misturada toda não poderia sair coisa boa, mas foi daí que Hagin bebeu e se tornou o “pai” de muitos.

A doutrina da ”confissão positiva” ensina que devemos proferir com nossa boca aquilo que queremos trazer à existência. Pela fé, o que falamos deve se tornar realidade. Tal doutrina prega que o crente não só deve ter a saúde em perfeito estado, mas também deve usufruir de grandes riquezas materiais nesta terra. Hagin chega ao ponto de dizer que devemos exigir de Deus as melhores roupas, os melhores carros, o melhor de tudo, pois tudo isso seria um direito do crente. O triunfalismo é tão presente no meio dessa bagunça toda que muitos chegam a afirmar que nós, crentes, somos deuses e usufruímos da mesma natureza de Deus (Hagin, Valnice Milhomens, Miguel Ângelo, Benny Hinn (confesso que no início da minha caminhada cristã, também fui impulsionado por este homem), Marilyn Hickey, R.R. Soares…). Como se não bastasse, o “pai” Hagin afirma que Jesus ao morrer assumiu a natureza de Satanás, o que é uma extrapolação de qualquer interpretação minimamente plausível da Bíblia. Esse povo cria doutrinas heréticas super-enfatizando passagens obscuras e distorcidas da Bíblia. Esquecem-se dos inúmeros sofrimentos que passaram os grandes homens da Bíblia. Eles lembram-se de homens como Abraão, Davi e Salomão que não só foram mas também tiveram, mas esquecem do final de Hebreus 11 onde o autor relata aqueles que foram, mas nada tiveram e ainda assim foram considerados indignos deste mundo.

“Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus. Pela fé também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido. Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar. Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar. Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.

Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito. Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dentre os mortos o ressuscitar; E daí também em figura ele o recobrou. Pela fé Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras. Pela fé Jacó, próximo da morte, abençoou cada um dos filhos de José, e adorou encostado à ponta do seu bordão. Pela fé José, próximo da morte, fez menção da saída dos filhos de Israel, e deu ordem acerca de seus ossos. Pela fé Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais, porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei.

Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa. Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível. Pela fé celebrou a páscoa e a aspersão do sangue, para que o destruidor dos primogênitos lhes não tocasse. Pela fé passaram o Mar Vermelho, como por terra seca; o que intentando os egípcios, se afogaram. Pela fé caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias. Pela fé Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias.

E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas, Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos. As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição;
E outros experimentaram escárnios e açoites, e até cadeias e prisões. Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados (Dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados. (Hebreus 11.8-40).

Para o Corpo de Cristo, é melhor que os ensinos dessas pessoas passem bem longe de nossas igrejas, eles podem até ser cristãos sinceros, mas além de propagarem ensinamentos heréticos, causam muita dor e sofrimento ao povo de Deus devido às promessas não cumpridas e milagres que nunca acontecem.
Um ponto importante a ser destacado é o fato de que todas as críticas de Paulo Romeiro (e como já disse, as minhas também) são às idéias de tais pessoas e jamais dirigidas às pessoas especificas, pelo contrário, Romeiro reconhece que muitos dessas pessoas são cristãos sinceros e, portanto, ele evita qualquer confronto com pessoas, combatendo apenas idéias. Isso é uma característica incomum no meio de pessoas que, assim como Romeiro, criticam os modismos evangélicos, mas que parecem mais interessadas em destruir o trabalho alheio do que em exortá-los para o bem e a unidade do Corpo de Cristo.

Veja um exemplo de pensamento dos líderes evangélicos de hoje:

“Usar a frase ’se for da Tua vontade’ em oração pode parecer espiritual, e demonstrar atitude piedosa de quem é submisso à vontade do Senhor, mas além de não adiantar nada, destrói a própria oração” R.R. Soares.

“O homem foi criado em termos de igualdade com Deus..
. O crente é chamado de Cristo... Eis quem somos: somos Cristo... Você é tanto uma encarnação de Deus quanto Jesus Cristo o foi”. O Senhor fez o homem como o Seu substituto aqui na terra... O homem era Senhor... vivia em termos de igualdade com o Criador. Muitos não sabem ainda que são filhos e filhas de Deus tanto quanto o próprio Jesus... Nem o próprio Senhor Jesus tem uma posição melhor diante de Deus do que você e eu temos” (Kenneth Hagin, citado por Hank Hanegraaaff, Cristianismo em Crise, p. 116/7).

“A razão para Deus criar Adão foi seu desejo de reproduzir a si mesmo. Adão não era um deus pequenino. Não era um semideus. Nem ao menos estava subordinado a Deus” (Kenneth Copeland). “Deus está duplicando a si próprio na Terra” (John Avanzini). “Vocês sabiam que desde o começo do tempo o propósito inteiro de Deus era reproduzir-se?...e quando estamos aqui de pé, vocês não estão olhando para Morris Cerullo; vocês estão olhando para Deus, estão olhando para Jesus” (Morris Cerullo). “Deus duplicou a si mesmo em espécie. Adão foi uma exata duplicata do tipo de Deus” (Charles Capps). “Jesus foi recriado nas portas do inferno” (Valnice Milhomens).

Esse é o pensamento daqueles que estão à frente dos evangélicos brasileiros, não é difícil descobrir porque a Igreja se encontra no presente estado. Continua...

Que Deus continue nos abençoando, Se Ele quiser

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Quem vai explicar?

Por: Edson Moura

O mundo, como nós o conhecemos está em progressiva decomposição. Em um nível físico, nós vemos a natureza sendo literalmente atropelada por essa máquina chamada progresso. Vemos nossos rios poluídos, vemos também a camada de ozônio sendo afetada por gases que as destroem, florestas desmatadas, doenças sem cura, enchentes no sul, secas no norte e nordeste, terremotos e maremotos, enfim esta é a realidade física de nosso planeta.

Em nível moral, nós já nem precisamos mais apontar falhas. Pois elas já estão bem explícitas. É só ligar a TV ou o rádio e se preparar para os absurdos tais como:
Políticos que fazem de sua vida pública uma extensão de sua vida privada, roubam, mentem, subornam, e são subornados. Programas de televisão como “No limite”, “Big Brother”, “Jogo Duro”, e “A Fazenda”, onde pessoas se submetem aos mais extremos níveis de humilhação e exposição, por dinheiro. Só que não percebem que não passam de espetáculo para um outro tanto de pessoas que, ao invés de se indignarem, dariam tudo para estar no lugar deles.

Outros programas, que uma “meia dúzia" de mulheres, que se acham detentoras da verdade, aparecem em rede nacional para expor problemas familiares como: Adultérios, homossexualismo, sexualidade na adolescência, e uma infinidade de outros assuntos. E o pior é que muitos cristãos não perdem um dia sequer esses espetáculos.

Escândalos envolvendo “pastores”, “apóstolos” e "bispos", já são comuns. Mas o que me “incomoda” é o fato de as pessoas não se “incomodarem" mais. Vejamos o caso do “apóstolo Estevam” e “bispa Sônia” que foram presos em flagrante delito, com dólares não declarados. Foram presos, e os fiéis da igreja renascer, têm o despautério de dizer que seus líderes estão sendo perseguidos. Chegam a comparar o Estevam com José do Egito (absurdo). Quando é que eles (Sônia e Estevam) vão aparecer em publico e pedir perdão aos seus membros e aos simpatizantes desta igreja, pois enquanto eles não fizerem isso, vão continuar sendo uma das maiores vergonhas no meio evangélico.

Sobre o Edir Macedo não precisa dizer nada, pois meu irmão Marcio Alves já escreveu o suficiente, e se, mesmo assim, com todos esses escândalos, os membros da igreja Universal do reino de “deus”, preferem viver dentro deste paradigma, então vale a frase: “A ovelha merece o pastor que tem”. Existe um outro “bando” de líderes evangélicos sem moral, vou citar alguns e quem quiser verificar seus perfis e as doutrinas que eles ensinam é só visitar suas igrejas (suas mesmos, porque do Senhor é que não são!) ou devo dizer “empresas”. Lá vai!

Apóstolo Sergio Lopes e bispa Vera Lopes; apóstolo Agenor Duque (Igreja Apostolica Plenitude do Trono de Deus); missionário Ezequiel Pires (um dos piores); missionário R.R. Soares, pastor Silas Malafaia; Renê Terra Nova;Valnice Milhomens;(pasmem!) Samuel Ferreira, bom, acho melhor parar por aqui, não por falta de elementos e sim por falta de coragem pra escrever tanto, e para não deixar a mensagem muito extensa. Esta é a realidade moral do nosso mundo.

Em nível espiritual, acho que o texto acima, dá uma idéia do que vem acontecendo espiritualmente com a população do mundo (planeta).
Os que estão no mundo (Jardim do maligno), já não se preocupam mais com suas almas e caminham para um abismo do qual poucos conseguem escapar e voltar-se da rebelião contra Deus. Mas cabe a nós Cristãos, pregarmos o evangelho de Cristo e resgatar essas vidas. Mas o que me deixa perplexo, não são os que estão no mundo, e sim os que estão na igreja.

Porque boa parte (pra não dizer a maioria) das igrejas que se dizem evangélicas, não passam de, como disse o apóstolo: “Sinagoga de satanás” (Apocalipse 2.9). Lugar onde pessoas vão buscar suas “bênçãos”, suas curas, seus óleos de unção, suas rosas de Sarom, ou vão participar de suas inúmeras campanhas de oração para receber algo do Altíssimo, esquecendo-se que a maior dádiva que nós poderíamos receber, Deus já nos deu, a saber, seu filho Jesus, morto numa cruz, para nos salvar do pecado, e nos proporcionar comunhão com Deus e conseqüentemente a salvação. Aí então viveremos eternamente com Deus. Qual será o alvo dessas pessoas? O céu....a benção...ou Deus? Reflita!

Então? Quem vai explicar para meus netos e bisnetos, como foi que eu...ou nós, permitimos que a sociedade (civilização) tenha marchado para esta destruição em que se encontra? Sem fazermos o possível e o impossível para revertermos este quadro.

Mas uma coisa ainda me alegra, ainda tenho uma esperança, que é saber que não estou sozinho nesta aflição. Existe ainda “7 mil” homens e mulheres que não se curvaram às seduções deste mundo. Hoje posso até ser considerado um herege, mas lá na frente, nós que “queimarmos na fogueira”, seremos contemplados com a presença eterna de nosso pai celestial.

Faço um convite a você que leu esta mensagem: Visite uma das igrejas Betesda de São Paulo, e veja que ainda existem homens preocupados com a pregação da palavra de Deus e comprometidos com os ensinamentos de Jesus. Perdoem-me aqueles que se sentirem ofendidos com minhas palavras, mas deixo claro que não me calarei diante de tanta irresponsabilidade com o futuro de nossos filhos.

Que Deus continue nos abençoando, se assim Ele quiser.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

“Leões na cova de Daniel”


Por: Edson Moura

"Daniel, pois, quando soube que o edito estava assinado, entrou em sua casa (ora havia no seu quarto janelas abertas do lado de Jerusalém), e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.
Então aqueles homens foram juntos, e acharam a Daniel orando e suplicando diante do seu Deus.
Então se apresentaram ao rei e, a respeito do edito real, disseram-lhe: Porventura não assinaste o edito, pelo qual todo o homem que fizesse uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, por espaço de trinta dias, e não a ti, ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Respondeu o rei, dizendo: Esta palavra é certa, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar.
Então responderam ao rei, dizendo-lhe: Daniel, que é dos filhos dos cativos de Judá, não tem feito caso de ti, ó rei, nem do edito que assinaste, antes três vezes por dia faz a sua oração". (Daniel 6.10-13)

O hábito de orar nos é mostrado na história do servo de Deus Daniel, quando ele já tinha cerca de 80 anos de idade. O texto: “...e orava...como costumava fazer”, identifica um hábito cultivado muito tempo antes, como expressão de uma vida que dependia daquilo. (da oração)
Temos hábitos que são frutos de necessidades. Temos o hábito de comer, porque necessitamos. Mesmo sem relógio ou sem olhar para o Sol, sabemos qual é a hora do almoço, do jantar, etc. Porque o organismo necessita da alimentação regular.
Temos o costume de dormir, e nem a mudança de fuso horário nos faz descuidar do sono na hora exigida pelo organismo. Se alguma circunstância nos faz alterar o costume, chega o momento em que o organismo nos cobra e se não for atendido, se recente. Se continua a falta do alimento ou do repouso, sofre distúrbios, enfraquece, definha, e, se não for socorrido, marcha para a insuficiência, para a invalidez e por fim à morte.

A oração é para o homem interior, o que o alimento e o oxigênio e o repouso são para o homem exterior. Como acontece com o corpo, em relação ao alimento, e ao repouso, assim acontece com a nossa vida espiritual, se não forem satisfeitas as necessidades regulares.
Muitos cristãos sabem que o Evangelho de Cristo é a verdade. Jesus é o único e suficiente salvador; sabem que devem evangelizar e fazer discípulos, que devem orar como forma de relacionamento com Deus, que devem obedecer, que devem cooperar nos cultos, que devem contribuir com os dízimos ( não como forma de barganha com Deus ou esperando receber “n” vezes mais aquilo que “semeou”, mas porque tem responsabilidade com a obra do Senhor e tem amor pelas vidas que estão se perdendo no mundo, sabem que devem amar seus inimigos (porque esta é uma ordem de Jesus) e ajudar no que for possível aos necessitados. E ainda assim, nada fazem, porque não deram ouvidos aos primeiros apelos de suas consciências e às aspirações das suas almas, abandonaram o costume de orar e chegaram à total “inanição espiritual” (almas mortas de fome)

Quando uma alma chega a este nível crítico, será que ainda existe uma solução?!
Na experiência do profeta Jonas, encontramos a “receita”. Jonas, que fora designado para pregar em Nínive, fugia da presença e da ordem de Deus seu senhor, desceu para Jope, desceu para dentro do navio, desceu ao porão do navio e depois teve que descer ao profundo do mar, indo parar no ventre de um grande peixe. E agora Jonas? Qual a solução? Observe o que está escrito:
“E OROU Jonas ao Senhor, seu Deus, das entranhas do peixe.
E disse: Na minha angústia clamei ao Senhor, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz.
Porque tu me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado por cima de mim.
E eu disse: Lançado estou de diante dos teus olhos; todavia tornarei a ver o teu santo templo.
As águas me cercaram até a alma, o abismo me rodeou, e as algas se enrolaram na minha cabeça.
Eu desci até aos fundamentos dos montes; a terra me encerrou para sempre com os seus ferrolhos; mas tu fizeste subir a minha vida da perdição, ó Senhor meu Deus.
Quando desfalecia em mim a minha alma, lembrei-me do Senhor; e entrou a ti a minha oração, no teu santo templo.
Os que observam as falsas vaidades deixam a sua misericórdia.
Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento; o que votei pagarei. Do Senhor vem a salvação.
Falou, pois, o Senhor ao peixe, e este vomitou a Jonas na terra seca”. (Jonas 2.1-10)


E aconteceu que Jonas foi socorrido por Deus e voltou a cumprir a missão da qual tinha fugido.
Para evitar esses “contratempos” e algumas outras experiências desagradabilíssimas, o melhor certamente é seguir o exemplo de Daniel, que ainda bem jovem cultivara o costume de orar, e Deus lhe dava a solução dos maiores e mais sérios problemas dos reis e do reino ( não seus problemas pessoais) e já aos 80 anos, pondo em risco sua própria vida, entregou-se à oração. E Deus era com ele, para que tudo culminasse em glória para o nome santo do Senhor (leia Daniel 6.25-28).
Todos os poderes do império se compactuavam para tirar a vida de Daniel e foi determinado que, se ele não ficasse 30 dias orando somente ao rei Dário, seria lançado numa cova de leões. Daniel, a despeito dessa ameaça, resolveu continuar orando ao Deus do céu como costumava fazer. Foi parar na cova dos leões, mas o Senhor foi com ele e os leões não lhe tocaram. Não estou enfatizando o fato de os leões terem sido impedidos de tocá-lo e sim ao fato de Daniel, assim como Sadraque, Mesaque e abednego, não cederem, mesmo diante da morte eminente. O texto não diz que Daniel orou para Deus livrá-lo, pode até ter orado, mas o texto não diz. Mas o texto deixa implícito, que o rei Dário orou, e jejuou em prol de Daniel (esta é a oração intercessória).

Oremos sem cessar irmãos, porque se queremos que Deus nos atenda quando oramos, temos que atende-lo quando Ele ordena. Ele é a suprema autoridade, nós dependemos Dele em tudo (no que diz respeito à vida espiritual...porque no mundo, muita coisa depende de nossos próprios esforços)
Bendito seja o costume de orar, de desabafar, de se relacionar com Deus, pois este é o motivo da nossa oração...comunhão com nosso Pai celestial, e não petição.

Que Deus continue nos abençoando assim, com a vida!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A “Vitória com Sabor de Mel”, pode se Tornar uma Derrota





Por: Edson Moura

"O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;
Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;
Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade;
Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis.
Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram;
Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos;
A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens.
Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.
Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.
Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.
Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem
". (Romanos 12:9-21)
Leia Novamente, por favor!

Às vezes, quer dizer, sempre, me pergunto como é que nós evangélicos chegamos ao ponto em que estamos hoje. A igreja aprendeu a ser competitiva, mas no início ela era totalmente cooperativa, inclusive com as pessoas que não faziam parte da fé cristã.
Mas o que me causa profunda tristeza é que o cristão (ou crente, porque estou me referindo aos evangélicos) se esqueceu completamente daquilo que Jesus Cristo veio nos ensinar, e Ele não somente falou como também, VIVEU o que falou.. Quando eu paro pra pensar em Jesus, mesmo com suas mãos perfuradas por pregos enormes, seus pés igualmente perfurados, sendo levantado da terra em um madeiro que era reservado para ladrões, seminu, já desfigurado pelos açoites, e mesmo assim, Ele busca forças dentro de si, para se apoiar em seus pés, encher os pulmões de ar e dizer: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34), confesso que fico constrangido.

Como pode um homem sendo morto e mesmo assim interceder em oração pelos seus algozes?! Aí vem alguém e me diz: Mas Ele era o filho de Deus “né”? Ele podia!
De fato! Ele era e é o filho de Deus, mas o que dizer então do diácono Estevão e sua atitude, será que também não ficaríamos constrangidos com as palavras dele?
“E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele.Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus;
E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus. Mas eles gritaram com grande voz, taparam os seus ouvidos, e arremeteram unânimes contra ele.
E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas capas aos pés de um jovem chamado Saulo.
E apedrejaram a Estevão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.
E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes impute este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu. (Atos 7:54-60)

Posso dizer sem receio algum que Estevão também viveu o Evangelho que pregou. Ma hoje em dia é diferente, basta alguém pisar no nosso pé que a ira se apossa da gente, basta somente o motorista do ônibus parar um pouquinho além do ponto, que só faltamos quebrar a porta a socos. Basta que nosso patrão nos chame a atenção por algo de errado que comentemos e nós logo o amaldiçoamos.
Não foi assim que Jesus nos ensinou. Não foi para praticarmos atos assim que Ele se entregou na cruz. O apóstolo Paulo nos ensina a amar os nossos inimigos, mas antes de Paulo o Senhor Jesus já nos ordenava isto.
“Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.
Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?
Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.”

Irmãos, busquem ser perfeitos, sei que muitos dizem que não existem pessoas perfeitas, mas tentem pelo menos! Cumpram a vontade de nosso Senhor Jesus Cristo. Ouçam as músicas que são feitas hoje sobre vitória, honra humana, exaltação do crente, e prestem atenção na letra do que estão cantando. Vejam se essas músicas podem ser consideradas LOUVOR A DEUS, hoje nós encontramos mensagens subliminares nas nossas próprias músicas. Músicas que deformam o caráter cristão, músicas que nos fazem humilhar nossos adversários, pisá-los se for necessário. Músicas que engrandecem ao homem e o põem acima de todos os outros.
Examinem as músicas que contiverem as seguintes frases:

“Eu nunca vi um escolhido sem resposta”
“Em tudo Deus te mostra uma solução”
“Como vale a pena ser fiel”
“Quem te viu passar na prova e não te ajudou, quando vir você na benção vai se arrepender”

E tantas outras frases de efeito que causam um efeito maligno no ser humano.
Irmãos sejamos pequenos. "João respondeu, e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu. Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele. Aquele que tem a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo, que lhe assiste e o ouve, alegra-se muito com a voz do esposo. Assim, pois, já este meu gozo está cumprido.
É necessário que ele cresça e que eu diminua". (João 3:27-30)
Que o Senhor receba a honra e a glória, que o senhor seja o nosso defensor em toda e qualquer causa, mas que o Senhor nunca nos use como instrumento de sua vingança, pois fomos chamados para amar.
Não aceitem nenhum tipo de glória irmãos, e tenham em mente que a honra que nós temos é o privilégio de poder andar com o Senhor ao nosso lado. Nisto somos honrados.
Não queiram vitória com sabor de mel pois ela pode se tornar a derrota de suas vidas, fazendo com que Deus se entristeça com presunção.

Vamos adorar a Deus! Chega dessas músicas que têm “chuvas”, “incêndios”, “espadas cortando o diabo”, “homens agarrados com anjos”, inimigos derrotados e afins.

Deixo claro que não tenho nada contra nenhum cantor evangélico, mas não me calarei enquanto o louvor a Deus não for totalmente restaurado.

Que Deus seja Louvado !