Certamente Deus é uma superstição coletiva, não há evidência para a existência de nenhum deus (ou deuses), diabos, demônios, anjos e santos são mitos, não há vida após a morte, paraíso nem inferno, todos os Papas foram "dinossauros" medievais perigosos e intolerantes, e o Espírito Santo é um personagem de história em quadrinhos digno de risadas e escárnio. Acuso o deus Cristão de assassinato ao permitir o Holocausto (sem mencionar a "limpeza étnica" presentemente sendo feita pelos Cristãos no mundo), condeno e vilipendio essa divindade mítica por encorajar o preconceito racial e comandar a degradação da mulher, castrar a Ciência, suplantar a inteligência e tornar cada um de seus seguidores em zumbis, desta e da outra vida prometida. Filósofo cético Edson Moura
domingo, 13 de outubro de 2013
O Provocador 0103
Não sou apenas ateu, sou um "ateu radical"! Digo isso para que postumamente não me cataloguem como um deísta ou agnóstico. Reduzo a possibilidade da existência de Deus (deuses) a zero. Não considero este pensamento reducionista, pelo contrário, quando limitamos as hipóteses a "certo" e "errado", "bem" e "mal", "criação" e "evolução", estamos na verdade nos permitindo explorar ao máximo essas quase sempre duas possibilidades. Mas quando nos deixamos levar pelo medo de assumir uma posição, seja ela qual for, apenas estamos abrindo um leque tão grande quando possível para nossos intelectos, o que nos deixa preguiçosos para estuda-los a fundo, impingindo, aí sim, um reducionismo mascarado.
Filósofo cético, Edson Moura
sábado, 28 de setembro de 2013
domingo, 7 de julho de 2013
O provocador 0101
"Para nós, meros mortais, não adianta crer em Deus, a situação não vai mudar, ainda que Deus existisse (e sei que não existe), se você não arregaçar as mangas, estudar, trabalhar duro e contar com um pouco de sorte, pouca coisa vai acontecer de melhor. E além do mais, mesmo alguns que creem, vivem na merda, presos a um estoicismo doentio, acreditando que há um propósito divino para tamanho sofrimento. E não para por aí. A mente está tão cauterizada pela crença idiota, que vivem a fala Paulina: "Viver é Cristo...morrer é lucro", pois esperam um céu de cores pasteis, sem dor, sem fome, sem choro, e sem morte. Mas ninguém quer morrer e deixar este mundo "que já está no maligno""Filósofo cético, Edson Moura
segunda-feira, 1 de julho de 2013
O Provocador 0100
"Se nós conseguimos, em tempo recorde, construir estádios de futebol, e melhorar acessos aos tais, cumprindo assim, uma determinação da FIFA, por que será que não conseguimos aplicar essa excelência, em obras públicas como: hospitais e escolas, trens, metrôs e ônibus? Já provamos que sabemos fazer...mas, por que não fazemos. Será que é preciso uma instituição futebolística nos mostrar que temos competência para fazer as coisas certas? Será que não conseguimos aplicar o "padrão FIFA" nos demais seguimentos de nosso país? Por essas e por outras eu sou grato à FIFA, por nos dar um "chute no traseiro" e nos fazer ver que podemos sim, melhorar as coisas por aqui.
Infelizmente, ao que me parece, nós ainda vivemos sobre o jugo escravocrata, onde o trabalho só rende mesmo, se o látego estiver o tempo todo dardejando sobre nossos lombos, que num português bem brasileiro quer dizer. 'O chicote estralando!'" Filósofo cético, Edson Moura
quinta-feira, 27 de junho de 2013
O Provocador 0099
"A Vida é um grande teatro onde desempenhamos nossos mais ricos papéis. Vivemos de interpretar, mascaramos a realidade e entretemos o público com nossas magnificas e às vezes simplórias atuações. Alguns passam despercebidos e ninguém nota quando já não mais estão entre nós. Já outros arrancam sorrisos e lágrimas, deixando uma saudade que mais parece um buraco negro de tão grande e tão denso, que a tudo traga e não há força no mundo que o destrua. Esses, que farão uma falta tão grande que só ao lembramos de sua passagem já nos entristeceremos, serão imortalizados em nossas lembranças, até que nós nos juntemos a eles sob o chão frio que outrora caminhamos. Morrer é só uma saída de cena. Uns aplaudidos...outros vaiados. Isto é a morte na minha concepção". Filósofo cético, Edson Moura
segunda-feira, 10 de junho de 2013
O Provocador 0098
“É com o cristianismo que todos os seres humanos, só por o serem e sem acepção de condições, são considerados pessoas dotadas de um eminente valor. Criados a imagem e semelhança de Deus, todos os homens e mulheres são chamados à salvação através de Jesus, que, por eles, verteu o Seu sangue. Criados à imagem e semelhança de Deus, todos têm uma liberdade irrenunciável que nenhuma sujeição política ou social pode destruir. Ponto positivo para o cristianismo em tempos remotos.
Entretanto, embora a antiguidade tenha prestado inúmeras contribuições ao reconhecimento de direitos relativos à pessoa humana, durante este período, práticas como a escravidão, diferenciação por sexo ou classe social era comum, o que não acaba com seus méritos, pois como já afirmado tais direitos não nascem como uma revelação, mas são poupo a pouco acompanhando o próprio caminhar da civilização humana, evoluindo, hora, para o bem, hora para o mal.
Mas estamos falando de um cristianismo de 2000 anos aproximadamente, e, se com a evolução do conhecimento humano, e do reconhecimentos de sua condição única entre os seres da Terra, não é totalmente descabido dizer que o cristianismo já deu sua contribuição,e agora, já podemos seguir sozinhos. Acredito que um dos empecilhos para um melhor desenvolvimento do homem, seja justamente ele estar tão preso e tão "grato", ao veículo originador de suas normas.
Talvez seja o medo brutal de voltar a ser um bárbaro que mantém o homem tão arraigado ao cordão umbilical da lei, da moral, da justiça, e da boa convivência entre o homens, fundamentada pelo cânone da igreja católica e ramificada em todas as outras vertentes religiosas cristãs. Filósofo cético, Edson Moura
Entretanto, embora a antiguidade tenha prestado inúmeras contribuições ao reconhecimento de direitos relativos à pessoa humana, durante este período, práticas como a escravidão, diferenciação por sexo ou classe social era comum, o que não acaba com seus méritos, pois como já afirmado tais direitos não nascem como uma revelação, mas são poupo a pouco acompanhando o próprio caminhar da civilização humana, evoluindo, hora, para o bem, hora para o mal.
Mas estamos falando de um cristianismo de 2000 anos aproximadamente, e, se com a evolução do conhecimento humano, e do reconhecimentos de sua condição única entre os seres da Terra, não é totalmente descabido dizer que o cristianismo já deu sua contribuição,e agora, já podemos seguir sozinhos. Acredito que um dos empecilhos para um melhor desenvolvimento do homem, seja justamente ele estar tão preso e tão "grato", ao veículo originador de suas normas.
Talvez seja o medo brutal de voltar a ser um bárbaro que mantém o homem tão arraigado ao cordão umbilical da lei, da moral, da justiça, e da boa convivência entre o homens, fundamentada pelo cânone da igreja católica e ramificada em todas as outras vertentes religiosas cristãs. Filósofo cético, Edson Moura
O Provocador 0097
Alguns atos do ser humano eu até entendo, por exemplo: quando uma pessoa mata a outra para roubar, ou por que foi traído, ou até mesmo porque tinha inveja, sei lá, não deixa de ser um crime totalmente culpável, mas, em minha opinião, é explicável...não disse justificável! Agora, matar um outro ser humano por causa de um time de futebol? Jamais irei aceitar!
O criminoso deveria ser executado em praça pública, para servir de exemplo. Onde já se viu...matar o outro só porque ele não torce para o mesmo time. Isto revela o nazismo intrínseco dentro de cada torcedor fanático. Dizem que o nazismo acabou, mas quando vemos, algumas pessoas uniformizadas, gritando palavras de ordem, excluindo os diferentes e matando os que não pertencem à sua "espécie"...vejo que o mal incutido por Hitler na cabeça de muitos homens ainda está bem vivo. Filósofo cético, Edson Moura
O criminoso deveria ser executado em praça pública, para servir de exemplo. Onde já se viu...matar o outro só porque ele não torce para o mesmo time. Isto revela o nazismo intrínseco dentro de cada torcedor fanático. Dizem que o nazismo acabou, mas quando vemos, algumas pessoas uniformizadas, gritando palavras de ordem, excluindo os diferentes e matando os que não pertencem à sua "espécie"...vejo que o mal incutido por Hitler na cabeça de muitos homens ainda está bem vivo. Filósofo cético, Edson Moura
O Provocador 0096
"Não quero generalizar, mas, apologistas, ou sei lá como chamam esses fulanos que querem defender Deus, são na maioria das vezes uns chatos e intolerantes. Já perdi as contas de quantas vezes, quando 'sou envolvido' em debates pessoais com crentes, e uns dos argumentos dos tais é: "Você tem raiva de Deus", ou "você é frustrado", ou a pior delas, "você não teve uma experiência real com o divino". Ora bolas, é claro que não tive uma experiência real com Deus...ele não existe pô!" Filósofo cético, Edson Moura
sexta-feira, 7 de junho de 2013
O Provocador 0095 (Eterno desespero)
Por Edson Moura
Acredito piamente que o desapego está mais ligado a, como posso dizer, uma irresponsabilidade sob controle. Lembrei-me do Gresder agora, afinal, ele é a prova viva de que se pode viver uma vida irresponsável, mas sem, de alguma forma, perder o senso de responsabilidade, que, este sim, pode trazer angústia e muito sofrimento.
Sartre foi feliz em sua afirmação a respeito da liberdade humana, pois sabemos (ou pelo menos eu sei) que liberdade realmente nos trás responsabilidades, e esta em todas as esferas comportamentais. Liberdade nos faz ver que somos responsáveis por todos os atos, e uma vez responsável, tornamo-nos escravos de nossa tão buscada liberdade.
Pode então o homem ser desapegado (livre) e ao mesmo tempo desesperado(preso) à sua liberdade? Um axioma dos mais simples, que só engodaria os mais simples. Obviamente que pode se ser as duas coisas. O questão é quando temos correntes nos prendendo a liturgias baratas, a pensamentos arcaicos, a usos e costumes obsoletos. De tempos em tempos os homens vão se libertando, e a cada passo dado, um novo controle social informal lhe é conferido, e novamente ele volta ao ponto de partida. Me parece que nós buscamos nosso próprio desespero.
Para não me alongar, vou fazer aqui uma analogia de como funciona este processo de "encadeamento", que propus a uma amigo meu: "Lembro-me nitidamente dos anos em que comecei a fumar. No inicio era uma coisa, digamos, feia, fumava escondido, tinha medo da reação das pessoas ao verem um garota de 14 anos com um cigarro na boca. Mas o tempo foi passando, fui crescendo e adquirindo autonomia, aí, fumar já não era vergonhoso, mas ao contrário, me conferia status, agora podia fumar tranquilamente.
Sartre foi feliz em sua afirmação a respeito da liberdade humana, pois sabemos (ou pelo menos eu sei) que liberdade realmente nos trás responsabilidades, e esta em todas as esferas comportamentais. Liberdade nos faz ver que somos responsáveis por todos os atos, e uma vez responsável, tornamo-nos escravos de nossa tão buscada liberdade.
Pode então o homem ser desapegado (livre) e ao mesmo tempo desesperado(preso) à sua liberdade? Um axioma dos mais simples, que só engodaria os mais simples. Obviamente que pode se ser as duas coisas. O questão é quando temos correntes nos prendendo a liturgias baratas, a pensamentos arcaicos, a usos e costumes obsoletos. De tempos em tempos os homens vão se libertando, e a cada passo dado, um novo controle social informal lhe é conferido, e novamente ele volta ao ponto de partida. Me parece que nós buscamos nosso próprio desespero.
Para não me alongar, vou fazer aqui uma analogia de como funciona este processo de "encadeamento", que propus a uma amigo meu: "Lembro-me nitidamente dos anos em que comecei a fumar. No inicio era uma coisa, digamos, feia, fumava escondido, tinha medo da reação das pessoas ao verem um garota de 14 anos com um cigarro na boca. Mas o tempo foi passando, fui crescendo e adquirindo autonomia, aí, fumar já não era vergonhoso, mas ao contrário, me conferia status, agora podia fumar tranquilamente.
Notem que o desespero se tornou desapego e fiquei em paz, comigo e com os homens. Recentemente criou-se uma lei onde se proibia fumar em estabelecimentos fechados. No inicio foi aquela bagunça, protestos daqui, reclamações dali, enfim, a lei pegou. E hoje, eu, que outrora não via problema algum em fumar num bar ou num restaurante, ou até mesmo num avião, fico constrangido ao acender um cigarro onde tiver uma criança, ou até mesmo embaixo de um toldo de bar, pois me preocupo com o incômodo que estou causando aos outros cidadãos, sejam eles fumante ou não".
Onde quero chegar com este relato? É simples, mudamos constantemente nossa visão de mundo, somos moldados pelo meio e consequentemente, acabamos aceitando o desespero que nos impõem ou nos impomos. Estamos o tempo todo nos acostumando com nossa liberdade (desapego) e quando vemos que desapego já não é suficiente, criamos uma "cadeia" (desespero), para nos mantermos sempre nesta dinâmica que é viver.
Onde quero chegar com este relato? É simples, mudamos constantemente nossa visão de mundo, somos moldados pelo meio e consequentemente, acabamos aceitando o desespero que nos impõem ou nos impomos. Estamos o tempo todo nos acostumando com nossa liberdade (desapego) e quando vemos que desapego já não é suficiente, criamos uma "cadeia" (desespero), para nos mantermos sempre nesta dinâmica que é viver.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
O Provocador 0094
"Crer é um ato instintivo do ser humano! Ele precisa se sentir dominado, se não fisicamente,(uma vez que a escravidão acabou) pelo menos psicologicamente. A relação estabelecida entre ele e Deus, como não poderia deixar de ser, é de Servo e Senhor, de Rei e Plebeu, de Ditador e Povo Oprimido, ele aceita, e quer a posição de servo. Não sei quem e nem quando incutiram isto na psiquê do homem, mas é o que acontece. É tão verdade este fato que, mesmo depois da morte (onde todos os escravos se tornariam livres de uma vez por todas) ele continuará servindo a Deus, será a glória, a eternidade para adorar, idolatrar e lamber o saco do seu Senhor. todos anelam com entusiasmo o dia em que chegarão a "Coréia do Norte Celestial". Filósofo cético, Edson Moura
domingo, 26 de maio de 2013
O Provocador 0093
"Sabemos que existe uma confusão entre os termos, ateu e agnóstico. Ateu todos são, nós sabemos, pois, de uma forma ou de outra, não acreditamos que EXISTA o deus alheio, ou melhor, o deus que não seja o nosso. Já o agnóstico, no meu ponto de vista, é uma cara mais inteligente, pois ele diz: Eu não sei se existe um Deus, e eu até acredito que não existam os deuses que me foram apresentados. Sou ateu cético, assim como você, do deus judaico-cristão, e este eu posso afirmar, por comparação visual realística, que não existe, pois tudo que já foi falado sobre ele, não sobrevive às comparações com a realidade em que vivemos. Portanto, Deus é uma impossibilidade para o ateu, e para o agnóstico Deus é uma desnecessidade". Filósofo cético, Edson Moura
O Provocador 0092
Sou gay!...Tudo bem, cada tem sua preferência sexual.
Sou Ladrão! Ok! às vezes precisamos tomar à força aquilo que queremos.
Sou assassino! Todos nós temos um dia de fúria.
Sou pedófilo! Todos os homens são, sempre queremos uma novinha.
Sou mentiroso! Mentiras são necessárias numa sociedade.
Sou um adultero! E quem não é?
Sou Ateu! VOCÊ É O QUÊ?!!! VOCÊ TÁ LOUCO! NÃO PODE, DEUS EXISTE E PRECISAMOS CRER. VOCÊ É UM FILHO DO DIABO! É POR ISSO QUE O MUNDO ESTÁ ASSIM, CHEIO DE GAYS, PEDÓFILOS, LADRÕES, ASSASSINOS, MENTIROSOS E ADÚLTEROS. VAI SE CONVERTER ANTES QUE DEUS TE DÊ UM CÂNCER.
É mais ou menos assim que vejo os ateus serem tratados. Filósofo cético, Edson Moura
Sou Ladrão! Ok! às vezes precisamos tomar à força aquilo que queremos.
Sou assassino! Todos nós temos um dia de fúria.
Sou pedófilo! Todos os homens são, sempre queremos uma novinha.
Sou mentiroso! Mentiras são necessárias numa sociedade.
Sou um adultero! E quem não é?
Sou Ateu! VOCÊ É O QUÊ?!!! VOCÊ TÁ LOUCO! NÃO PODE, DEUS EXISTE E PRECISAMOS CRER. VOCÊ É UM FILHO DO DIABO! É POR ISSO QUE O MUNDO ESTÁ ASSIM, CHEIO DE GAYS, PEDÓFILOS, LADRÕES, ASSASSINOS, MENTIROSOS E ADÚLTEROS. VAI SE CONVERTER ANTES QUE DEUS TE DÊ UM CÂNCER.
É mais ou menos assim que vejo os ateus serem tratados. Filósofo cético, Edson Moura
sexta-feira, 24 de maio de 2013
O Provocador 0091
Duas paixões que vivem a se combater dentro de mim, a Filosofia e a Psiquiatria forense, e sempre que alimento uma, me parece que a outra é que se fortalece. Cada vez que penso em preterir a Filosofia, algo sussurra em meu ouvido: Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir. A psiquiatria Forense volta e meia berra em meu consciente: Traçar a linha divisória entre a razão e a loucura é tarefa inexequível no estado atual das ciências médicas. Queres mesmo divagar? Ou queres aprofundar-se em conhecer os limites da loucura e da razão? Antes de conhecer os loucos, talvez seria melhor e experimentar um pouco da loucura que neles habita. Mas então percebo que esta frase que acabei de escrever, nada mais é do que a Filosofia tentando fazer com que eu a escolha. Que merda!!! Psiquiatra cético e Filósofo Forense, Edson Moura http://www.stopim.com.br/wp/?p=2017
O Provocador 0090
Parece bobagem, mas tenho que contar. Hoje pela manhã, estava em minha motocicleta, numa avenida movimentada aqui na Zona Sul de São Paulo, e como sou um leitor compulsivo, fico lendo as frases que são colocadas nas carrocerias dos caminhões e uma hoje me fez rir, eram duas, diziam assim: "A igreja é a casa de Deus". Já a outra, um pouco mais abaixo dizia: "Mantenha distância". Não pude deixar de associar uma frase à outra, mesmo tendo a certeza que elas não foram colocadas de propósito. Sou um ateu que vê ateísmo em tudo!kkkk. Filósofo cético, Edson Moura http://www.stopim.com.br/wp/?p=1948
quinta-feira, 23 de maio de 2013
O Provocador 0089
"Não é pelo fato de seis bilhões de pessoas acreditarem numa coisa idiota, que esta coisa deixará de ser idiota entende? Todos diziam que a Terra era o centro do Universo, um cara dizia que não! Quem estava certo afinal? Milhares diziam que mulheres ruivas eram bruxas e deveriam ser queimadas, uma pequena minoria dizia que não. Quem estava certo? Os exemplos são inúmeros, mas não pretendo citá-los todos". Filósofo cético, Edson Moura
O Provocador 0088
"Que se encontrem documentos falando que Jesus morreu crucificado, não é novidade. Na "História dos Hebreus" de Flávio Josefo já diz isso. Que ele morreu por motivos "redentores", eu digo: Está equivocado amigo! Jesus até pode ter morrido ( como morreu de fato) por uma causa libertária, justa, bela, e única, mas, entenda: Existe uma diferença "crucial" entre os motivos que levaram Jesus a morrer, e os motivos que levaram Jesus a ser morto... é uma questão de hermenêutica histórica. Quanto a ele dizer eu sou Deus! Este ato anula toda a humildade que lhe conferiram os evangelhos. Para começar, o Deus dos Hebreus era um só, e Jesus chegou batendo no peito e dizendo que eram três, não foi à toa que o mataram, pois não havia heresia maior do que atingir o cerne da religião monoteísta dos Hebreus". O Provocador
O Provocador 0087
"Não prometa nada que vá além da próxima primavera. Nenhuma fidelidade resiste à insatisfação humana. O homem se depara constantemente com a segunda maior tragédia de sua existência, a saber, alcançar aquilo que anela. Do contrário, partindo do princípio cristão, Adão estaria até hoje no Éden, fiel às promessas de Deus". Filósofo cético, Edson Moura
O Provocador 0086
"Não nasci para ser dominado por uma fêmea, e discordo desses psicólogos que dizem que o homem, inconscientemente, tranfere os "poderes" que outrora pertenciam às suas mães, às sua mulheres. No dia-a-dia, o que os homens fazem é, administrar a tendência controladora das parceiras e a sua própria vocação para ser domesticado falsamente, para só assim, o bicho homem, conseguir sexo de qualidade, seguro e o melhor de tudo...de graça". Filósofo cético, Edson Moura
sábado, 18 de maio de 2013
O Provocador 0085
Só para provocar um pouco as mulheres: " Elas, ou boa parte delas, só começam a fazer academia depois que estão destruídas. Com a barriga já caindo nas coxas, a culotes que antes lhes davam aquelas famosas curvas femininas já estão passando dos 90cm, os peitos caídos e as celulites parecendo mais crateras lunares. Essas sim merecem um bom par de ciifres do marido. Por que não se cuidaram quando ainda existia a possibilidade de manter a forma? Atualmente, o que posso observar é que os homens estão cada vez mais cuidadosos com seus corpos, enquanto as mulheres só pensam em novela da globo, admirando ocultamente as prostitutas interpretadas pelas atrizes belas, desejando estar no lugar delas. O Provocador Noreda
domingo, 12 de maio de 2013
O Provocador 0084
"O Mundo felizmente está mudando exponencialmente sua convicções. À medida que as pessoas vão ficando mais inteligentes, mais inteligencia elas procuram, e vão se importando menos em dar ouvidos aos pastores e mais aos professores. Filósofo cético, Edson Moura
O Provocador 0083
"Quanta idiotice e presunção, acreditar que um ser Eterno, Incriado, Todo Poderoso e Criador dos céus e da Terra e dos confins do Universo tenha a necessidade patológica de nosso louvor e adoração. Por que eu deveria permitir que o mesmo Deus que abandonou seu filho ensanguentado, açoitado, humilhado e pregado numa cruz, (tendo o poder para salvá-lo, ou pelo menos, poupá-lo) me diga como cuidar do meu?" O Provocador
O Provocador 0082
"Muitos crentes me procuram, com certa ira ao saber do meu ateísmo, perguntando o que eu tenho a dizer das catástrofes, da violência no lar, das doenças sem cura, alegando ser este o cumprimentos de muitas das profecias bíblicas. Então lhes respondo com tom sarcástico (como sempre). "Se Cristo realmente disse “Eu não vim trazer a paz mas a espada”, esta é a única profecia do Novo Testamento que se cumpriu. Deus disse aos judeus que matassem todos os hereges, todos os que adorassem outro deus. Então ele enviou seu filho ao mundo para pregar uma nova religião. Se os judeus o mataram, eles não fizeram mais do que cumprir seu mandamento e Deus não pode se queixar". O Provocador
O Provocador 0081
"A Religião persegue, tortura e queima quem discorda dela. Não me recordo, pelo muito que já li, de a Ciência e a Filosofia já terem matado alguém, por discordar delas, pelo contrário, apenas buscam descobrir as leis da natureza, e aceitam sugestões, para que novas ideias venham a se agregar às ideias antigas, ou repeli-las de uma vez por todas". O Provocador
O Provocador 0080
"A religião nunca vai ser capaz de melhorar a humanidade, até porque religião é uma escravidão, uma gaiola, uma caverna, onde, quem está dentro, apenas consegue ter uma leve ideia do que é o mundo de liberdade. Pássaros em gaiolas, animais "encavernados", fiéis cegos, todos têm receio de bater asas e voar, pois o mundo, fora de sua zona de conforto, os mataria em pouco tempo". O Provocador
sexta-feira, 10 de maio de 2013
O Provocador 0079
"Crer é desejar que Deus exista, temer que Deus não possa existir, e buscá-lo até se convencer de que ele existe". Amor, Deus, é tudo igual . O Provocador
O Provocador 0078
"Como pode ser tão devastador a descrença numa pessoa, enquanto em outra tudo não passou de um pesadíssimo fardo que fora atirado para o lado, e instantaneamente o refrigério se derramou? Este é o meu caso. Posso afirmar: me tornar ateu foi a melhor coisa que já me aconteceu, e olha que estou colocando na balança o fato de ter me tornado pai de quatro filhos maravilhosos, mas nem de longe, a sensação de ser pai se compara a sensação de ser liberto de uma vez por todas das amarras da religião, da Fé, da Crença estúpida e irracional, do suicídio intelectual que por 10 anos vim me submetendo. Filósofo cético, Edson Moura.
O Provocador 0077
"E agora que já estou com 34 anos, que achava que a vida já tinha me dado muitas das respostas para minhas inquietações existencialistas, vem a vida e muda as perguntas. Uma guinada de 180 graus, mudança de ponto de vista, Mudança de foco, nova metanoia. Isto vai se repetir constantemente até o final". Filósofo cético, Edson Moura
O provocador 0076
"Outro dia li um lamento do meu amigo Marcio Alves, acerca do seu sofrimento, causado pelo ateísmo em que mergulhou. Mas, este sofrimento não o matou, (por pouco) o deixou forte, robusto, e de certa forma, sensível. Acho que o Marcio aprendeu a sofrer, e quando se sabe sofrer...se sofre bem menos. filósofo cético, Edson Moura
O Provocador 0075
"_Você viu aquele cara ateu? Ele virou ateu depois que ficou tetraplégico!
_Não! Ele já era ateu! Depois é que ficou aleijado num acidente.
_Ah é?! Então com certeza Deus pesou a mão nele por ser ateu."
(Diálogo fictício entre dois cristãos) Filósofo cético, Edson Moura
_Não! Ele já era ateu! Depois é que ficou aleijado num acidente.
_Ah é?! Então com certeza Deus pesou a mão nele por ser ateu."
(Diálogo fictício entre dois cristãos) Filósofo cético, Edson Moura
O Provocador 0074
"Lida propriamente, a Bíblia é a maior geradora de argumentos para o ateísmo jamais concebido. Todas as religiões são a verdade sagrada para quem tem a fé mas não passam de fantasia para os fiéis das outras religiões. Sendo assim, todos somos ateus dos deuses dos outros, (só para começar).
Os criacionistas fazem uma teoria parecer com algo que você sonhou depois de ficar bêbado a noite toda. Tentam e tentam explicar coisas absurdas como: "Deus é três, mas é um só!", ou, "Deus ama a todos incondicionalmente, mas quem não crê, vai pro inferno pela eternidade". Render-se à ignorância e chamá-la de deus sempre foi algo prematuro, e continua sendo hoje...o maior e mais bem sucedido...suicídio intelectual". Filósofo cético, Edson Moura
Os criacionistas fazem uma teoria parecer com algo que você sonhou depois de ficar bêbado a noite toda. Tentam e tentam explicar coisas absurdas como: "Deus é três, mas é um só!", ou, "Deus ama a todos incondicionalmente, mas quem não crê, vai pro inferno pela eternidade". Render-se à ignorância e chamá-la de deus sempre foi algo prematuro, e continua sendo hoje...o maior e mais bem sucedido...suicídio intelectual". Filósofo cético, Edson Moura
O Provocador 0073
"A coragem e a bravura, são duas virtudes que imortalizam os homens que as possuem. Uma pena que, para tanto, tenhamos que morrer antes" Filósofo cético, Edson Moura
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
O Provocador 0072
Comentário feito em Logos e Mithos
Já que todo muno falou (e muito bem) sobre o texto em si, e sobre a questão da unção e bla...bla...bla, quero falar um pouco deste trecho que (como diria o Levi:) pincei do texto:
"...O estranho é que Cristo (o Ungido), veio nos ensinar a ser humildes, servos uns dos outros e não o que temos visto hoje..."
Será que foi isso mesmo que ele veio ensinar?
Talvez até quisesse fazer isso, mas fez de forma errada, creio eu.
O Que mais vemos hoje em dia (e neste ponto o texto está perfeito) é crente achando que é melhor que ateu, que é melhor do que os que não creem, achando que é melhor que católico, achando que é melhor do que crentes de outra denominação, e crente achando que é melhor do que membros de sua própria igreja. Mas também , havia de ser assim. Olhem estas falas:
"Aquele que crê em mim nunca estará sozinho."
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai se não por mim."
"Das ovelhas que meu Pai me confiou,
nenhuma se perderá"
"Todos devem honrar o Filho, como honram o Pai: quem não honra o Filho, também não honra o Pai, que O enviou"
"Se vós Me conhecêsseis a Mim, também conheceríeis a meu Pai"
"Acredites, pois aqueles que não o fizerdes, eu vos desacreditarei perante meu Pai. Não me negareis, pois aqueles que o fizerdes, eu vos negarei perante meu Pai. Por fim, não vos julgueis, pois aqueles que assim o fizerdes, eu vos julgarei perante meu Pai"
"Eu e o Pai somos Um só; aquele que Me viu, viu ao Pai... o Pai está em Mim e Eu estou no Pai... tudo que é Meu é Teu (do Pai) e o que é Teu é Meu... Nós (Pai e Filho) viremos e faremos nossa morada nele..."
"Para isto eu nasci e vim ao mundo, para dar testemunho da verdade; todo o que está pela verdade, ouve a minha voz"
"Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá"
Jesus queria apenas espiritualizar as pessoas, queria que elas fossem boas. sem querer fazer piadas, jesus "criou" o "Imperativo categórico" kantiano, milênios antes de Kant nascer, ou não se lembram da frase: "Fazei aos outros tudo aquilo que quer que lhe façam, ou o contrário disto. Kant disse; Façamos as coisas de maneira que desejemos que todos façam a mesma coisa em nossa situação. na minha opinião é plágio de Kant.rss
São os cristãos que orgulhosamente apontam Jesus Cristo como alguém de extrema pobreza,e deveras humilde. Devemos levar em conta um quesito fundamental para se pensar o quanto isso é julgado em nome de um valor muito cultuado no cristianismo que é a humildade. A humildade, lamentavelmente, é considerada um valor nobre não só para os religiosos, mas para as pessoas em geral. O humilde é um orgulhoso que se orgulha da negação da vida enquanto condição para sua dignificação.
Parece-me que se tirar a humildade enquanto valor cristão não resta pobreza a Jesus Cristo, pelo contrário, Jesus pertencia à elite, assim como os cristãos de hoje pertencem a uma elite de seres humanos. Melhores que todos, escolhidos, menina dos olhos de Deus, povo eleito, futuros moradores do céu, herdeiros do reino, consequentemente...POVO UNGIDO.
E só são assim, creio eu, porque deram ouvidos a um homem (muito letrado) que se dizia o próprio Deus. Onde está a humildade em se afirmar que é o Criador do mundo?
O Provocador
"...O estranho é que Cristo (o Ungido), veio nos ensinar a ser humildes, servos uns dos outros e não o que temos visto hoje..."
Será que foi isso mesmo que ele veio ensinar?
Talvez até quisesse fazer isso, mas fez de forma errada, creio eu.
O Que mais vemos hoje em dia (e neste ponto o texto está perfeito) é crente achando que é melhor que ateu, que é melhor do que os que não creem, achando que é melhor que católico, achando que é melhor do que crentes de outra denominação, e crente achando que é melhor do que membros de sua própria igreja. Mas também , havia de ser assim. Olhem estas falas:
"Aquele que crê em mim nunca estará sozinho."
"Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai se não por mim."
"Das ovelhas que meu Pai me confiou,
nenhuma se perderá"
"Todos devem honrar o Filho, como honram o Pai: quem não honra o Filho, também não honra o Pai, que O enviou"
"Se vós Me conhecêsseis a Mim, também conheceríeis a meu Pai"
"Acredites, pois aqueles que não o fizerdes, eu vos desacreditarei perante meu Pai. Não me negareis, pois aqueles que o fizerdes, eu vos negarei perante meu Pai. Por fim, não vos julgueis, pois aqueles que assim o fizerdes, eu vos julgarei perante meu Pai"
"Eu e o Pai somos Um só; aquele que Me viu, viu ao Pai... o Pai está em Mim e Eu estou no Pai... tudo que é Meu é Teu (do Pai) e o que é Teu é Meu... Nós (Pai e Filho) viremos e faremos nossa morada nele..."
"Para isto eu nasci e vim ao mundo, para dar testemunho da verdade; todo o que está pela verdade, ouve a minha voz"
"Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá"
Jesus queria apenas espiritualizar as pessoas, queria que elas fossem boas. sem querer fazer piadas, jesus "criou" o "Imperativo categórico" kantiano, milênios antes de Kant nascer, ou não se lembram da frase: "Fazei aos outros tudo aquilo que quer que lhe façam, ou o contrário disto. Kant disse; Façamos as coisas de maneira que desejemos que todos façam a mesma coisa em nossa situação. na minha opinião é plágio de Kant.rss
São os cristãos que orgulhosamente apontam Jesus Cristo como alguém de extrema pobreza,e deveras humilde. Devemos levar em conta um quesito fundamental para se pensar o quanto isso é julgado em nome de um valor muito cultuado no cristianismo que é a humildade. A humildade, lamentavelmente, é considerada um valor nobre não só para os religiosos, mas para as pessoas em geral. O humilde é um orgulhoso que se orgulha da negação da vida enquanto condição para sua dignificação.
Parece-me que se tirar a humildade enquanto valor cristão não resta pobreza a Jesus Cristo, pelo contrário, Jesus pertencia à elite, assim como os cristãos de hoje pertencem a uma elite de seres humanos. Melhores que todos, escolhidos, menina dos olhos de Deus, povo eleito, futuros moradores do céu, herdeiros do reino, consequentemente...POVO UNGIDO.
E só são assim, creio eu, porque deram ouvidos a um homem (muito letrado) que se dizia o próprio Deus. Onde está a humildade em se afirmar que é o Criador do mundo?
O Provocador
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
O Provocador 0071
Comentário em: Logos e Mithos
E então gente?! Quem é que posta agora? Anderson, Anja ou Eu? Vamos lá, quero aplicar todo o metodismo que prometi a Anja. Estive ausente por algum tempo, mas estou de volta. Totalmente "reconfigurado", mas sempre com acidez na ponta da língua. Não é possível que nós não possamos chegar num nível mais alto de conhecimento, com tantas feras que temos aqui. Este espaço é para mais perguntas que respostas, e acredito que ninguém aqui está muito interessado em respostas fechadas sobre nossa existência, porque se tiver...tá por fora.
O interesse em saber por que existimos, não é um interesse "casual", como colecionar figurinhas da copa do mundo, ou moedas, ou selos por exemplo. Quem se interessa pelos assuntos que discutimos aqui, toca num assunto que vem sendo discutido pelo homem praticamente desde quando passamos a 'habitar este planetinha"
Os assuntos tratados aqui (e o Edu vai concordar comigo) tem como intuito, quebrar muitas superstições que rodeiam nossas vidas, mostrando com muitas situações não tem uma relação de causa e efeito entre elas, como alguns imaginam. A Teologia e a Filosofia aqui aplicadas, acredito, tem como fundamento advertir os leitores e debatedores quantos aos perigos das conclusões precipitadas, porque sabemos que as conclusões precipitadas podem levar a muitas formas de superstição.
O Provocador
O interesse em saber por que existimos, não é um interesse "casual", como colecionar figurinhas da copa do mundo, ou moedas, ou selos por exemplo. Quem se interessa pelos assuntos que discutimos aqui, toca num assunto que vem sendo discutido pelo homem praticamente desde quando passamos a 'habitar este planetinha"
Os assuntos tratados aqui (e o Edu vai concordar comigo) tem como intuito, quebrar muitas superstições que rodeiam nossas vidas, mostrando com muitas situações não tem uma relação de causa e efeito entre elas, como alguns imaginam. A Teologia e a Filosofia aqui aplicadas, acredito, tem como fundamento advertir os leitores e debatedores quantos aos perigos das conclusões precipitadas, porque sabemos que as conclusões precipitadas podem levar a muitas formas de superstição.
O Provocador
O Provocador 0070
A mente humana sofre mudanças dependendo do estado em que se encontre o possuidor dela. Quando o humano está bem consigo mesmo, dificilmente ele procurará uma religião onde possa encontrar a Deus. Ele dança, ele trabalha , lê um livro, se diverte com bobagens do cotidiano, assiste filmes, pratica esportes, enfim, uma infinidade de ocupações ele encontra, menos a religião .
Quando está melancólico e abatido (e não for um existencialista), tudo o que para fazer é meditar sobre os terrores do mundo sobrenatural, e mergulhar mais fundo ainda no sofrimento. Pode realmente acontecer que, após ter se entregue profundamente as opiniões religiosas no seu pensamento e imaginação, ocorra uma melhora da saúde ou das circunstâncias, que restaure o seu bom humor, deixando-o animado para o futuro, antes incerto, agora, com a religião, certo.
Ele deverá então, se for honesto, admitir que se a religião tem uma base de construção, esta é o terror que aflige o homem, e ele tem apenas pequenos intervalos de tranquilidade, pois a religião necessita da dor para que mais e mais adeptos a recebam.
Este é um pensamento moderno, arrojado, existencial, o que difere de muitos pensamentos nesta confraria. É muito legal estudarmos a passado da religião, mas e quanto ao presente? O que dizer do agora? Foi tudo muito bonito o que Jesus fez, mas também Sócrates o fez, e nem por isso consideramos hoje todos os seus pensamentos certos, pelo contrário, podemos até encontrar afirmações que o deixaria envergonhado hoje. Ora, ele também dizia que ouvia uma voz que era maior que ele. Também incomodava os cidadãos de sua cidade, assim como Jesus. Também teve um julgamento injusto, e assim como Jesus, também preferiu a morte a negar seus ideais.
Jesus é um mito, Sócrates é um mito menor, o como todo mito, cada vez que se fala dele, mais glamour colocamos em sua história. Mas estão no passado, e quando o presente lhes afronta, ficam deslocados. A ética que não conseguimos praticar não é divina, pelo contrário, é bem humana, assim como totalmente humano foi Jesus.
Quando está melancólico e abatido (e não for um existencialista), tudo o que para fazer é meditar sobre os terrores do mundo sobrenatural, e mergulhar mais fundo ainda no sofrimento. Pode realmente acontecer que, após ter se entregue profundamente as opiniões religiosas no seu pensamento e imaginação, ocorra uma melhora da saúde ou das circunstâncias, que restaure o seu bom humor, deixando-o animado para o futuro, antes incerto, agora, com a religião, certo.
Ele deverá então, se for honesto, admitir que se a religião tem uma base de construção, esta é o terror que aflige o homem, e ele tem apenas pequenos intervalos de tranquilidade, pois a religião necessita da dor para que mais e mais adeptos a recebam.
Este é um pensamento moderno, arrojado, existencial, o que difere de muitos pensamentos nesta confraria. É muito legal estudarmos a passado da religião, mas e quanto ao presente? O que dizer do agora? Foi tudo muito bonito o que Jesus fez, mas também Sócrates o fez, e nem por isso consideramos hoje todos os seus pensamentos certos, pelo contrário, podemos até encontrar afirmações que o deixaria envergonhado hoje. Ora, ele também dizia que ouvia uma voz que era maior que ele. Também incomodava os cidadãos de sua cidade, assim como Jesus. Também teve um julgamento injusto, e assim como Jesus, também preferiu a morte a negar seus ideais.
Jesus é um mito, Sócrates é um mito menor, o como todo mito, cada vez que se fala dele, mais glamour colocamos em sua história. Mas estão no passado, e quando o presente lhes afronta, ficam deslocados. A ética que não conseguimos praticar não é divina, pelo contrário, é bem humana, assim como totalmente humano foi Jesus.
O Provocador
domingo, 7 de outubro de 2012
O Provocador 0069
Comentário em: Logos e Mithos
É Eduardo Medeiros meu caro amigo, foi isso que eu quis dizer quando disse que disse a minha mãe (madonna, esta fala ficou horrível, mas prossigamos) que era tudo auto-sugestão. Só não quis usar a palavra crença.
O Cérebro humano é um mistério tão grande quanto o universo, aliás, já disseram que nosso cérebro é um universo de apenas um quilo. Sendo assim Edu, se nosso cérebro fosse tão simples ao ponto de conseguirmos entender essas coisa inexplicáveis de agora, seríamos certamente, tão idiotas que não conseguiríamos entendê-lo. Talvez as coisas tenham que ser asssim.
O homem é diferente de um cão, que, ao lançarmos um galho de árvore, corre para buscar. Nós homens antes de corrermos para pegar, intuitivamente queremos saber de onde o galho veio, quem o jogou, e se possível por que o jogou, e o que ganho se for buscá-lo. O que não percebemos é que não podemos nos comparar ao cão, mas sim, ao galho. Nós somos um pedaço do universo infinito, possivelmente nunca o compreenderemos. Nem o Universo literal, nem o universo que é nossos cérebros.
Que bosta não!?
O Provocador
sábado, 6 de outubro de 2012
O Provocador 0068
Comentário em:
Algo que gostaria que nosso teólogo Eduardo explicasse, é por quê os demônios não entram num ateu? Não vale dizer que o fato de ser ateu já um sinal de possessão, pois não vou aceitar hein?!
Não é uma coisa estranha gente? Deus permitir que primeiro a pessoa seja possuída pelo demônio para só então entrar com providência. Fazendo uma analogia rápida, seria o mesmo que dizer que primeiro um laboratório tem que criar a doença para depois inventar a cura. (o que não duvido que aconteça)
Será que para os que acreditam nesses eventos, não pensam que pode haver um desejo um tanto obscuro de Deus? O que dizer então dos crentes (crentes mesmo) que são supostamente possuídos?
Creio que essas perguntas devam ser respondidas, antes mesmo de tentarmos responder às perguntas da GUI. Passo a batata quente então para nossa queridíssima Guiomar Barba.
Não é uma coisa estranha gente? Deus permitir que primeiro a pessoa seja possuída pelo demônio para só então entrar com providência. Fazendo uma analogia rápida, seria o mesmo que dizer que primeiro um laboratório tem que criar a doença para depois inventar a cura. (o que não duvido que aconteça)
Será que para os que acreditam nesses eventos, não pensam que pode haver um desejo um tanto obscuro de Deus? O que dizer então dos crentes (crentes mesmo) que são supostamente possuídos?
Creio que essas perguntas devam ser respondidas, antes mesmo de tentarmos responder às perguntas da GUI. Passo a batata quente então para nossa queridíssima Guiomar Barba.
Das duas uma: Ou tudo isso não passa de loucura ou auto-sugestão, ou um ateu é totalmente imune às investidas dos demônios, uma vez que um ateu sério não dá créditos ao Diabo.
Sendo assim, creio que ser crente é perigoso demais.
Ah! Já sei: Os demônios querem na verdade apenas afrontar a Deus, roubando uma ovelha de seu aprisco. Mas meu cérebro não para de formular hipóteses e mesmo antes de escrever estas linhas, outras perguntas já são concebidas:
Não teria o sangue do cordeiro mais poder que a astúcia do Diabo? Deveríamos duvidar das narrativas Bíblicas quanto a essas questões? Assim como João Batista, que depois de um tempo preso, pediu a um dos discípulos que perguntassem a Jesus se ele era mesmo o Messias que há pouco o próprio João havia anunciado, e dito que não era digno de desatar, carregar ou costurar suas alparcas?
Enfim...tudo leva a crer que algo está errado:
Ou a narrativa da menina possessa
Ou a narrativa Bíblica que nos garante proteção mediante redenção divina.
Ou eu, que não acredito em nada disso.
Sendo assim, creio que ser crente é perigoso demais.
Ah! Já sei: Os demônios querem na verdade apenas afrontar a Deus, roubando uma ovelha de seu aprisco. Mas meu cérebro não para de formular hipóteses e mesmo antes de escrever estas linhas, outras perguntas já são concebidas:
Não teria o sangue do cordeiro mais poder que a astúcia do Diabo? Deveríamos duvidar das narrativas Bíblicas quanto a essas questões? Assim como João Batista, que depois de um tempo preso, pediu a um dos discípulos que perguntassem a Jesus se ele era mesmo o Messias que há pouco o próprio João havia anunciado, e dito que não era digno de desatar, carregar ou costurar suas alparcas?
Enfim...tudo leva a crer que algo está errado:
Ou a narrativa da menina possessa
Ou a narrativa Bíblica que nos garante proteção mediante redenção divina.
Ou eu, que não acredito em nada disso.
O Provocador
O Provocador 0067
Comentário feito em:
Grosso modo, posso afirmar que o culto religioso funciona como uma hipinose coletiva, e de fato há benefícios para pessoas que apresentam um quadro leve de distúrbio psíquico. Note que estou pontuando positivamente o ritual religioso como um todo. Infelizmente, e eu posso dizer com propriedade, pois já presenciei situações extremas, que há casos também em que o contrário acontece, ou seja: A pessoa possuía uma propensão para determinado transtorno, e procurou a igreja para que as inquietações possem sanadas, mas o que aconteceu foi que um gatilho foi disparado, e o quadro da pessoa passou a piorar gradativamente, até que o pastor solicitou que a família a encaminhasse a um psiquiatra. A pessoa hoje está bem, desde que psicotrópicos foram receitados.
O que aprendi com isso?
Aprendi que o culto religioso bem dirigido e por profissionais competentes, com um mínimo de formação em Psicologia Cognitiva, pode ajudar e muito uma pessoa que se sente possuída por demônios, mas assim como um bom Psicólogo, é preciso saber quando devemos pedir ajuda Psiquiátrica.
Gente! Minha opinião particular. Sem fundamento Cientifico ou Acadêmico. Sem preconceito também.
O que aprendi com isso?
Aprendi que o culto religioso bem dirigido e por profissionais competentes, com um mínimo de formação em Psicologia Cognitiva, pode ajudar e muito uma pessoa que se sente possuída por demônios, mas assim como um bom Psicólogo, é preciso saber quando devemos pedir ajuda Psiquiátrica.
Gente! Minha opinião particular. Sem fundamento Cientifico ou Acadêmico. Sem preconceito também.
O Provocador
O Provocador 0066
A sobrevivência até nossos dias do misticismo dos tempos de Noé e a superstição não me irritam tanto quanto a aceitação acrítica das obras de misticismo e superstição, religiosas ou não, que podem defraudar, humilhar e às vezes inclusive matar. Como todos os seres humanos, também sou imperfeito. Às vezes sou intolerante e condescendente e não sinto nenhuma simpatia pelas fragilidades humanas que fundamentam a credulidade. Depoimentos como este narrado no texto, podem ser tanto nocivos quanto benéficos, dependendo da receptividade, e da fragilidade psíquica do "paciente-fiel".
O Provocador
O Provocador 0065
Monumental Levi meu mestre Bronzeado!!! Parafraseando o bigodudo: Não afugente de si o "demônio", pois ele pode ser a melhor coisa que você possui". Às vezes Sartre também ajuda: "O inferno são os outros". Entendo (corrija-me se estiver errado) Guiomar, e como já disse em comentários anteriores, que o medo é o combustível da superstição, do misticismo, e por conseguinte da religião. Não é tão mal assim sentir medo. O Medo nos mantêm afastados dos perigosos. O medo aciona o gatilho do "lute" ou "corra". O medo nos impede de cometer o mesmo erro. O medo da punição nos impede de matar, de roubar, de ferir. O medo nos impede de trair. O medo do pecado nos impede de ferir a nosso Deus. O medo de nosso Deus nos impede de cometer os "pecados". E o medo do diabo, consequentemente nos aproxima de Deus. Por mais que eu não acredite, tenho que respeitar o medo, ou a crença (que pode até ser sinônimo)da possessão demoníaca. como já disseram, não sei quem: De todos os medos que temos, o medo que mais devemos temer é justamente o medo de não ter mais medo de nada".
Se ninguém assumir a autoria da frase, por favor, digam que é minha! Rsss
O Provocador
Se ninguém assumir a autoria da frase, por favor, digam que é minha! Rsss
O Provocador
O Provocador 0064
Comentário feito em:
http://logosemithos.blogspot.com.br/2012/10/vivendocom-propositos-lucas-13.html#comment-form
Quanto às indagações da Guiomar acerca dos eventos ocorridos com uma menina que alega ter uma irmã possuída por demônios. Acho que ela ainda não entendeu que todos aqui estão tentando dizer de forma delicada que tudo não passou de:
1) Uma mentira inocente contada pela pessoa que narra a cartinha
2) Uma meia-mentira, pois na verdade talvez a pessoa apenas tenha dito o óbvio tipo: Você está em casa! (é lógico, se ela atendeu ao telefone). Você está com aquela sua camisa branca! (partindo do principio lógico de que a pessoa ao telefone sempre usa, ou, usa costumeiramente camisas brancas não seria nenhum absurdo a dedução). Você está sentada naquela poltrona de respaldar (Novamente, o raciocínio lógico deduz que a pessoa estivesse sentada no mesmo lugar que costuma sentar quando atende ao telefone, que por sua vez não é sem fio, o que impediria a pessoa de ficar caminhando pela casa). E por que eu disse "meia-verdade"? Porque a pessoa que ouviu as "adivinhações" acabou, "inconscientemente", aumentando os eventos.
3)A pessoa "possuída pelo demônio" desenvolveu algum tipo de telepatia, percepção extra-sensorial, anomalia cognitiva, o que seria pouco provável, uma vez que embora muitos experimentos científicos sobre a telepatia tenham sido realizados, incluindo aqueles feitos recentemente por universidades respeitáveis nos Estados Unidos(alguns com resultados positivos), a existência da telepatia não é aceita pela maioria dos cientistas e céticos com o eu. Mesmo com todas pesquisas e estudos relativos aos assuntos psiônicos, as evidências existentes ainda não tem o peso suficiente para que seja aceita a existência do fenômeno
Até que seja possível comprovação científica a respeito do mecanismo do fenômeno. Deve-se questionar, neste sentido, quais são os fatores que contribuem para que uma determinada teoria seja aceita enquanto científica e não outras. Em ciência, assim como em toda área do conhecimento, sempre estão em pauta interesses que escapam meramente do campo "científico", tais como interesses financeiros, econômicos, políticos e ideológicos.
Bom, é até onde posso tentar responder as perguntas da Guiomar. Não estou dizendo que estou certo, mas também não estou afirmando que estou errado. O Levi talvez pudesse contribuir um pouco mais com a questão do inconsciente coletivo, o que fiz foi apenas esboçar minha opinião
http://logosemithos.blogspot.com.br/2012/10/vivendocom-propositos-lucas-13.html#comment-form
Quanto às indagações da Guiomar acerca dos eventos ocorridos com uma menina que alega ter uma irmã possuída por demônios. Acho que ela ainda não entendeu que todos aqui estão tentando dizer de forma delicada que tudo não passou de:
1) Uma mentira inocente contada pela pessoa que narra a cartinha
2) Uma meia-mentira, pois na verdade talvez a pessoa apenas tenha dito o óbvio tipo: Você está em casa! (é lógico, se ela atendeu ao telefone). Você está com aquela sua camisa branca! (partindo do principio lógico de que a pessoa ao telefone sempre usa, ou, usa costumeiramente camisas brancas não seria nenhum absurdo a dedução). Você está sentada naquela poltrona de respaldar (Novamente, o raciocínio lógico deduz que a pessoa estivesse sentada no mesmo lugar que costuma sentar quando atende ao telefone, que por sua vez não é sem fio, o que impediria a pessoa de ficar caminhando pela casa). E por que eu disse "meia-verdade"? Porque a pessoa que ouviu as "adivinhações" acabou, "inconscientemente", aumentando os eventos.
3)A pessoa "possuída pelo demônio" desenvolveu algum tipo de telepatia, percepção extra-sensorial, anomalia cognitiva, o que seria pouco provável, uma vez que embora muitos experimentos científicos sobre a telepatia tenham sido realizados, incluindo aqueles feitos recentemente por universidades respeitáveis nos Estados Unidos(alguns com resultados positivos), a existência da telepatia não é aceita pela maioria dos cientistas e céticos com o eu. Mesmo com todas pesquisas e estudos relativos aos assuntos psiônicos, as evidências existentes ainda não tem o peso suficiente para que seja aceita a existência do fenômeno
Até que seja possível comprovação científica a respeito do mecanismo do fenômeno. Deve-se questionar, neste sentido, quais são os fatores que contribuem para que uma determinada teoria seja aceita enquanto científica e não outras. Em ciência, assim como em toda área do conhecimento, sempre estão em pauta interesses que escapam meramente do campo "científico", tais como interesses financeiros, econômicos, políticos e ideológicos.
Bom, é até onde posso tentar responder as perguntas da Guiomar. Não estou dizendo que estou certo, mas também não estou afirmando que estou errado. O Levi talvez pudesse contribuir um pouco mais com a questão do inconsciente coletivo, o que fiz foi apenas esboçar minha opinião
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
"Eles, os juízes, vistos por um advogado" (Piero Calamandrei)
Breve resumo apurado sobre a obra
imortal do célebre advogado italiano que além da prática e além da cátedra,
soube melhor que ninguém explorar a alma humana do Judiciário.
O circo do advogado faz parte do
rito da audiência. (folhas 33).
O aforismo iura novit curia (o
juiz conhece o direito) não é apenas uma regra de direito processual, que
significa que o juiz deve encontrar por si a norma que serve ao fato, sem
esperar que as partes a sugiram; é também uma regra de bons modos forenses, a
qual adverte que, se quiser ganhar a causa, o advogado não deve tomar ares de
ensinar ao juiz aquele direito, em que a boa educação impõe considerá-los
mestres. (Folhas 35).
O advogado deve saber sugerir de
forma muito discreta ao juiz os argumentos que lhe dêem razão, de tal modo que
este fique convencido de os ter encontrado por conta própria. (folhas 41).
Do juiz ao advogado: “Cumpra,
pois, livremente seu dever, que é o de falar; mas faça-o de maneira a nos
ajudar a cumprir o nosso, que é o de compreender”. (folhas 69).
O silêncio é de ouro para a
probidade do advogado.
O arrazoado da defesa, para ser
verdadeiramente útil, não deveria ser um monólogo contínuo, mas um diálogo
vivaz com o juiz, que é o verdadeiro interlocutor – e que deveria responder com
os olhos, com os gestos, com as interrupções. Interromper significa reagir, e a
reação é o melhor reconhecimento da ação estimuladora. (Folhas 79). A
objetividade do discurso do advogado deve orientar-se pela clareza, concisão e
harmonia com seus ouvintes.
A sustentação oral, em vez de
parte integrante do processo, degenerou assim numa espécie de parênteses de
divulgação inserido no meio do processo. A forma de eloqüência em que melhor se
fundem as duas qualidades mais apreciadas do orador, a brevidade e a clareza, é
o silêncio. (Folhas 81).
“Ele aceita melhor a brevidade,
ainda que obscura: quando um advogado fala pouco, o juiz, mesmo que não
compreenda o que ele diz, compreende que tem razão”. (folhas 83). A arte é a
medida da disciplina.
“O cliente não sabe que, muitas
vezes, depois de uma vitória, deveria abraçar comovido não o seu advogado, mas
o advogado do adversário” (folhas 90).
Da pré-concepção do Juiz surge o
esvaziamento da retórica. (folhas 96).
O virtuoso reconhecimento do
advogado está na sua objetividade pela qual expõe o que quer e onde quer
chegar. “Defenda as causas com zelo, mas sem exagerar. Se escreve demais, ele
não lê; se você fala demais, ele não ouve; se você é obscuro, ele não tem tempo
para tentar compreendê-lo. Para ganhar a causa, é necessário empregar
argumentos medianos e simples, que oferecem ao juiz o fácil caminho da menor
resistência. (folhas 104/105).
“Imparcial deve ser o juiz, que
está acima dos contendores; mas os advogados são feitos para serem parciais,
não apenas porque a verdade é mais facilmente alcançada se escalada de dois
lados, mas porque a parcialidade de um é o impulso que gera o contra-impulso do
adversário, o estímulo que suscita a reação do contraditor e que, através de
uma série de oscilações quase pendulares de um extremo a outro, permite ao juiz
apreender, no ponto de equilíbrio, o justo”. (folhas 126).
“Que quer dizer grande advogado?
Quer dizer advogado útil aos juízes para ajudá-los a decidir de acordo com a
justiça, útil ao cliente para ajudá-lo a fazer valer suas razões. Útil é aquele
advogado que fala o estritamente necessário, que escreve clara e concisamente,
que não entulha a audiência com sua personalidade invasiva, não aborrece os
juízes com sua prolixidade e não os deixa suspeitosos com sua sutileza –
exatamente o contrário, pois, do que certo público entende por grande
advogado”. (folhas 132).
“Na advocacia cível, a diferença
entre os bons profissionais e os espertalhões é a seguinte: enquanto estes se
empenham para encontrar nas leis razões que permitam aos cliente violar
legalmente a moral, aqueles buscam na moral as razões para impedir os clientes
de fazerem o que as leis permitem”.(folhas 136).
“O mais precioso trabalho do advogado
civilista é o que ele realiza antes do processo, matando os litígios logo no
início com sábios conselhos de negociação”. (folhas 147).
“Considerar a questão do direito
como um teorema a ser demonstrado por meio de fórmulas abstratas, em que os
homens são representados por letras e o interesse por cifras, é coisa que o
jurista pode fazer num tratado ou numa lição; mas o advogado prático deve ver,
por trás das fórmulas, os homens vivos. Deixemos os professores ensinarem na
escola que a lei é igual para todos; caberá depois ao advogado explicar aos
clientes que o direito civil é feito sobretudo para os bem situados, havendo
para os demais o direito penal”. (folhas 149).
Quanto à necessidade de leis
obscuras para elevar-se a litigiosidade e, desta forma, fortalecer o Estado e
sua autoridade. (folhas 152).
“As taxas judiciárias constituem,
assim, um verdadeiro regime de protecionismo, para não prejudicar a florescente
produção nacional de injustiça”. (folhas 155).
“A experiência da vida
parlamentar demonstrou-me que, quase sempre, especialmente no fim da sessão, a
única maneira de pôr de acordo a maioria e oposição é propor a suspensão”.
(folhas 157).
Sobre acreditar em demasia na
jurisprudência. (folhas 162).
“Mas o advogado deve sempre
manter em torno da interpretação a ser dada às leis certa elasticidade de
opinião, de modo que, seja como for, possa adotar, quando se trata de defender
o interesse do seu cliente, a interpretação que, por ser seguida pelas mais
respeitadas autoridades, assegure à sua causa as maiores probabilidades de
vitória”. (folhas 167).
Sobre a clareza da sentença
judicial: dizer o direito à partir dos fatos. (Folhas 171).
“A fundamentação das sentenças é
certamente uma grande garantia de justiça, quando consegue reproduzir
exatamente, como num esboço topográfico, o itinerário lógico que o juiz
percorreu para chegar à sua conclusão. Nesse caso, se a conclusão estiver
errada, poder-se-á descobrir facilmente, através da fundamentação, em que etapa
do seu caminho o juiz perdeu o rumo”. (folhas 175).
“Sob esse aspecto é bom que
também o juiz tenha um pouco de habilidade do advogado, porque, ao redigir a
fundamentação, deve ser o defensor da tese já estabelecida por sua
consciência”. (folhas 179).
“Os motivos declarados são bem
diferentes dos verdadeiros, e que, com muita freqüência, a fundamentação
oficial nada mais é que um biombo dialético para ocultar os móbeis verdadeiros,
de caráter sentimental ou político, que levaram o juiz a julgar assim”. (folhas
191).
“A melhor homenagem que um aluno
pode fazer ao seu mestre é demonstrar-lhe que se tornou melhor do que ele”.
(folhas 207).
“Porque o debate oral é a
expressão da confiança (‘basta-me a tua palavra”), enquanto a escrita é a
expressão da desconfiada cautela (‘ as palavras voam, os escritos ficam’)”.
(folhas 211).
As digressões exaradas pelo juiz
orbitam entre a justiça e a política, moldando-lhe a postura. (Folhas 221).
“Se, de acordo com a lei
corretamente entendida, o pobre for a parte errada, a piedade pela sua miséria
não o deve fazer triunfar contra a justiça”. (folhas 242).
A interpretação da lei remonta
sempre à origem de sua concepção, ou melhor, substancialmente, à inspiração
política que circula nela e a torna socialmente atual. Assim toda a
interpretação jurídica permeia certa dose de opção política. (folhas 245).
É sempre mais difícil ao
magistrado manter sua independência em tempos de liberdade do que em tempos de
tirania. (folhas 248).
“Cada povo têm a magistratura que
merece” (folhas 258). “Julgar os outros implica, a cada instante, o dever de
ajustar as contas com a sua consciência”. (folhas 259).
“Os juízes são como membros de
uma ordem religiosa: é preciso que cada um deles seja um exemplo de virtude, se
não quiser que os crentes percam a fé”. (folhas 264).
“A justiça é um fluido vivo, que
circula nas fórmulas vazias da lei, como o sangue nas veias”. (folhas 268).
“Lex specialis, sententia
generalis – assim o legislador e o juiz remetem um ao outro a responsabilidade:
e um e outro podem dormir sonos tranqüilos, enquanto o inocente balança na
forca”. (folhas 273).
“O verdadeiro perigo não vem de
fora: é um lento esgotamento interno das consciências, que as torna
aquiescentes e resignadas; uma crescente preguiça moral, que à solução justa
prefere cada vez mais a acomodadora, porque não perturba o sossego e porque a
intransigência requer demasiada energia”. (folhas 277).
“Debaixo da ponte da justiça
passam todas as dores, todas as misérias, todas as aberrações, todas as
opiniões políticas, todos os interesses sociais. E seria bom que o juiz fosse
capaz de reviver em si para compreendê-los, cada um desses sentimentos:
experimentar a prostração de quem rouba para matar a fome ou o tormento de quem
mata por ciúmes; ser sucessivamente (e, algumas vezes, ao mesmo tempo)
inquilino e locador, meeiro e proprietário de terras, operário em greve e
industrial”. (folhas 280).
“É bom que não se perceba que a
função que nossa sociedade atribui à justiça é, com freqüência, a de conservar
as injustiças consagradas nos códigos”. (folhas 281).
“Ele acredita que está em jogo a
justiça, ao passo que está em jogo apenas seu amor próprio. Sem perceber,
obstinando-se em sua tese, de juiz se transforma em parte”. (folhas 290).
“O drama do juiz é a solidão,
porque ele, que para julgar deve estar livre de afetos humanos, e situado um
degrau acima dos semelhantes, raramente encontra a doce amizade que requer
espíritos do mesmo nível. O drama do juiz é a contemplação contínua das tristezas
humanas”. (folhas 355).
“Justiça não quer dizer
insensibilidade, que o juiz, para ser justo, nem por isso deve ser impiedoso.
Justiça quer dizer compreensão, mas o caminho mais direto para compreender os
homens é aproximar-se deles com o sentimento”. (folhas 359).
“Acredita-se comumente que a
missão específica do advogado seja fazer-se ouvir pelos juízes; na realidade, o
ofício mais humano dos advogados é ouvir os clientes”. (folhas 376).
Assinar:
Postagens (Atom)
