quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Discurso sobre o método - René Descartes

Resumo do Livro:

Publicado originalmente em 1637 o Discurso do Método de René Descartes é uma das mas famosas obras da literatura filosófica, sendo por muitos considerado o texto fundamente da ruptura cultural que da origem a Filosofia Moderna.

O texto é composto de seis partes onde o autor, partindo de um relato de sua biografia intelectual, expõe de maneira clara e sucinta os grandes traços de seu novo sistema filosófico.Descartes começa seu texto apresentando os grandes parâmetros de sua formação cultural. Aluno de uma das mais prestigiadas escolas européias, a Escola dos Jesuítas em La Flèche, pode receber o que de melhor tinha a ofertar a cultura de seu tempo. 

Estudou Lógica que considerava um interessante instrumento uma vez que estejamos de posse da verdade, mas que em nada auxiliava a obter a verdade; estudou Teologia, sabe importante sem dúvida, todavia dispensável, pois desde que tenhamos fé em Deus, nossa salvação estará assegurada; estudou Filosofia e, sobre essa, chegou a uma triste conclusão: a história da filosofia nos mostrava de que não existia nada de tão absurdo que já não tivesse sido afirmado alguma vez por algum filósofo. 

Em todas as disciplinas que estuda, a exceção da matemática, cuja aplicabilidade a problemas concretos somente se dará a partir e por causa de Descartes, constata ele que a cultura em geral não oferece nenhum saber que seja isento de dúvidas e útil para vida. Cabe portanto, concluir Descartes reformar o conhecimento e fundamentá-lo a partir de novas e sólidas bases. Tal é a tarefa que será delineada no Discurso do Método e buscada por toda a vida de Descartes.Para obter esse resultado, Descarte elabora um método que consta de quatro regras: 

1) Não aceitar nada que não seja evidente e evitar a prevenção e a precipitação; 

2) Dividir um problema em tantas partes quantas forem possíveis e necessárias, a chamada regra da análise; 

3) Conduzir o pensamento por ordem, partindo dos objetos mais simples para os mais complexos, a chamada regra da síntese; 

4) Efetuar enumerações tão completas de modo a ter certeza de nenhum elemento ter sido esquecido.

Aplicando esse método aos objetos culturais, quais deles podem ser ditos tão evidentes que não possam ser colocados em dúvida? Todos os dados dos sentidos podem nos enganar; da mesma forma todos os objetos da razão igualmente o podem.... nada existe que seja dado ao homem que não posso ser posto em dúvida; todavia, se de tudo podemos duvidar, não podemos duvidar do fato de estarmos duvidando. Ou seja, em toda a dúvida está presente a certeza do sujeito que duvida; ora constata Descartes, se duvido pelo e, se penso logo existo. 

O conhecimento não deverá pois ser construído a partir de certezas externas, sempre falíveis, mas sim da única certeza indubitável, a certeza do Cogito.Certo, poderemos argumentar contra Descartes, mas e daí? Como sair da certeza do solipsismo para a certeza dos objetos do mundo? Analisando o que nos dá essa certeza inicial Podemos constatar que somos uma substância cuja essência consiste no pensamento, o que significa que que não existe uma união necessária entre o corpo e o espírito, já que é possível duvidar de que tenhamos um corpo, mas não uma razão pensante. 

Essa razão pensante, na medida em que duvida se descobre como imperfeita. Ora, nos diz Descartes, de onde vem essa idéia de perfeição? Não pode vir dos objetos do mundo na medida em que aí não a encontramos; não pode ter sido criada por nós, pois somos imperfeitos e, no entanto, a temos. Como se pergunta Descartes? Só pode ser uma idéia inata, impressa em nós por aquele que nos criou ? Deus. 

Da existência de Deus, ser criador dotado de todas as perfeições, não é possível que nos enganemos sempre, pois aí o ser perfeito teria criado algo absolutamente imperfeito. Logo, a única coisa que nos impede de conhecer a verdade é não procedermos de forma metódica.

No Discurso do Método, Descartes parte da certeza inicial do sujeito pensante, nela descobre Deus como idéia inata, dai conclui a impossibilidade do erro absoluto e propõe como forma de superação a adoção das regras metodológicas Temos assim o saber fundado agora na subjetividade humana e não mais no ser. 

Quando for possível a essa subjetividade, e esse é o processo da evolução da ciência moderna, apenas com base em regras metodológicas constituir a verdade, deus se tornará desnecessário ao saber, sendo recolhida aos recônditos da subjetividade humana.Descartes abre assim o caminho para o desencantamento do mundo.

Noreda Somu Tossan

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A Origem das Espécies - Charles Darwin


Resumo do Livro:

Charles Darwin, naturalista inglês, nasceu em 12 de fevereiro de 1809, em Shrewsbury. Robert Darwin, seu pai, era Físico, filho de Erasmus Darwin, poeta, filósofo e naturalista. A mãe de Charles, Susannah Wedgood Darwin morreu quando ele contava apenas oito anos de idade. Com dezesseis anos, Darwin deixou Sherewsbury para estudar medicina na Universidade de Edinburgh.
Repelido pelas práticas cirúrgicas sem anestesia (ainda desconhecida na época), Darwin parte para a Universidade de Cambridge, com o objetivo (imposto pelo seu pai) de tornar-se clérigo da Igreja da Inglaterra. 

A vida religiosa não agrada a Darwin, e em 31 de dezembro de 1831 ele aceita o convite para tornar-se membro de uma expedição científica a bordo do navio Beagle. Assim, Darwin passa cinco anos (1831 a 1836) navegando pela costa do Pacífico e pela América do sul. Durante este período, o Beagle aportou em quase todos os continentes e ilhas maiores à medida que contornava o mundo, inclusive no Brasil. 

Darwin fora chamado para exercer as funções de geólogo, botânico, zoologista e homem de ciência. Esta viagem foi uma preparação fundamental para a sua vida subseqüente de pesquisador e escritor. Tanto é verdade que na introdução de seu livro ele assim se refere: "as relações geológicas que existem entre a fauna extinta da América meridional, assim como certos fatos relativos à distribuição dos seres organizados que povoam este continente, impressionaram-me profundamente quando da minha viagem a bordo do Beagle, na condição de naturalista. Estes fatos (...) parecem lançar alguma luz sobre a origem das espécies (...) julguei que, acumulando pacientemente todos os dados relativos a este assunto e examinando-os sob todos os aspectos, poderia, talvez, elucidar esta questão". 

Em todo o lugar aonde ia, Darwin reunia grandes coleções de rochas, plantas e animais (fósseis e vivos) enviadas à sua pátria. Imediatamente, após seu regresso à Inglaterra, Darwin iniciou um caderno de notas sobre a evolução, reunindo dados sobre a variação das espécies, dando assim os primeiros passos para a Origem das Espécies. 

No começo, o grande enigma era explicar o aparecimento e o desaparecimento das espécies. Assim surgiram, em sua cabeça, várias questões: por que se originavam as espécies? Por que se modificavam com o passar dos tempos, diferenciavam-se em numerosos tipos e freqüentemente desapareciam do mundo por completo?
A chave do mistério Darwin encontrou casualmente na leitura: "Ensaio sobre a População", de Malthus. Depois disso, nasceu à famosa doutrina darwinista da seleção natural, da luta pela sobrevivência ou da sobrevivência do mais apto - pedra fundamental da Origem das Espécies. As pesquisas feitas pelo naturalista durante a viagem abordo do Beagle é que fundamentaram sua Teoria da Evolução, servindo de base para o famoso livro Origem das Espécies, cujo título original em Inglês é On The Origin of Species By Means of Natural Selection (Na Origem das Espécies – Sob o Conhecimento da Seleção Natural). 

A obra foi publicada em 1859, sob o bombardeamento das controvérsias – o que era (é) muito natural: Darwin estava (está) mudando a crença contemporânea sobre a criação da vida na Terra. No livro Origem das Espécies, Darwin defende duas teorias principais: a da evolução biológica - todas as espécies de plantas e animais que vivem hoje descendem de formas mais primitivas - e a de que esta evolução ocorre por "seleção natural".

Os princípios básicos da teoria sobre a evolução de Charles Darwin, apresentados na Origem das Espécies, são quase que universalmente aceitos no mundo científico; embora existam controvérsias em torno deles. A Origem das Espécies demonstra a atuação do princípio da seleção natural ao impedir o aumento da população. Alguns indivíduos de uma espécie são mais fortes, podem correr mais depressa, são mais inteligentes, mais imunes à doença, mais agressivos sexualmente ou mais aptos a suportar os rigores do clima do que seus companheiros. Estes sobreviverão e se reproduzirão, enquanto os mais fracos perecerão. No curso de muitos milênios, as variações levaram à criação de espécies essencialmente novas. 

Após a publicação de sua obra mais famosa, Darwin continua a escrever e publicar trabalhos na área da Biologia por toda a sua vida. Ele passa a viver, com sua esposa e filhos, em Downe, um vilarejo a 50 milhas de Londres. Sofre de síndrome do pânico e mal-de-Chagas, o último adquirido durante sua viagem pela América do Sul. A morte chega em 19 de abril de 1822. Charles Darwin é sepultado na Abadia de Westminster.

Noreda Somu Tossan

"A República de Platão" Platão

O livro "A República de Platão" é definitivamente indispensável ao estudioso da ciência jurídica. O livro todo gira em torno de uma questão essencial para o Direito: ?Que é justiça??

Direcionado à resposta da pergunta é entabulado um diálogo entre Sócrates e seus discípulos. Para alcançar a almejada resposta, no entanto, o filósofo traça observações basilares à Filosofia, investiga a Política e tangencia a Arte.

Para solucionar a questão de que seja a Justiça é necessária a leitura dos capítulos 1,2,8,9,10. Vale a pena ser justo? Ou basta parecer justo? Há diferença entre o justo e o injusto? O justo pertence ao bem? Essas são as variantes da mesma questão inicial, as quais o filósofo responde de maneira afirmativa: sim, é melhor ser justo! E associa o bem à justiça, ainda que a princípio os sofistas pregassem o contrário.
O ponto alto do livro para a Filosofia, bastante conhecido, é o da Alegoria da Caverna, no qual o mundo conhecido são sombras, e os filósofos são os que vislumbram as reais imagens, enquanto os demais, meras projeções, que crêem verdadeiras. A idéia dos arquétipos dirige a obra toda. Tudo o que existe no mundo fático existiu antes na idéia. Grosso modo, A idéia seria a fôrma da realidade.

Quanto à Política o destaque fica por conta da estrutura da cidade ideal criada pelo filósofo. Cidade que seria governada não por meros tiranos (por vezes iletrados), mas sim, pelos filósofos. Apresentada assim a idéia parece simplória e bastante visitada, mas são diversos capítulos os que se dedicam a toda a estrutura da cidade para que fosse possível que esta fosse governada por filósofos. Lida à luz do arcabouço de tentativas de implementação de regimes políticos de que dispomos hoje, não deixa de ser importante fonte de reflexão. Outro ponto que demanda meditação é o da análise das formas de governo, que são relacionadas com o temperamento do indivíduo em si ? pontos bastante contemporâneos surgirão aos olhos dos leitores.

Suas observações quanto à Arte são sempre muito perspicazes, prova de uma observação fora do comum. Sem embargo, cai no disputa entre literatura e filosofia, criticando em Homero seus personagens que desmotivariam uma conduta digna. Sobre esse assunto é melhor que se leia o primeiro capítulo de Onde encontrar sabedoria do crítico Harold Bloom.

O fraco do livro está na sua forma. A forma de diálogo retórico é bastante cansativa, uma vez que, em regra, só as falas de Sócrates têm qualquer conteúdo, enquanto a dos demais não passa de repetitivos e irritantes ?Como não??, ?Absolutamente?, ?Como não haveria de ser??, ?Sem dúvida?.

De qualquer modo é um livro imprescindível quer por sua fundamentalidade, quer por sua contemporaneidade.

"Entre Quatro paredes" Sartre


O existencialismo do filósofo Sartre tinha como um fundamento que a morte é uma contingência, algo que acontece sem que possamos evitar e impede a concretização de nossos projetos.No drama Entre quatro paredes Sartre faz um jogo que envolve o leitor. Ele coloca o desejo e o medo do nu nos personagens. 

Mas não é o nu físico que ele atinge, é o nu racional.
 É a hora em que os personagens abrem seus livros da vida e compartilham todas as maldades que já fizeram, todas as angústias que os atormentam. E assim, portanto, se apresentam nus para os outros.Esse desnudamento acontece após a morte dos personagens, que ao todo são quatro, três principais e um personagem secundário. 

Garcin era um literato, Inês era uma funcionária dos correios e lésbica e Estelle tem um complexo de aceitação, usa seu corpo em grande parte das situações. Eles são levados até uma sala fechada e terão que permanecer para sempre ali, enclausurados, condenados a uma vida sem interrupção. Eles têm somente a companhia do outro. Sentados nos únicos canapés eles começam a convivência eterna, crucial. 

Quebra-se o estereótipo do demônio com chifres, com cauda, com garfo, atirando fogo. Sartre coloca cada um dos personagens como carrasco do outro, buscando desnudá-los, buscando o que há por trás dos rostos. E acontece a prova de que o ser humano necessita da comunicação, mesmo sabendo que esta será seu inferno.

A consciência de cada um se esbarra no muro da consciência do outro. Inês se sente atraída por Estelle, que se sente atraída por Garcin, que tenta se esquivar até o momento em que revela que não pode amar Estelle, porque a conhece demais. Então Estelle, movida por seu complexo, traz para Garcin a questão do desejo. Ela só precisa disso.
Nos primeiros instantes do drama eles ainda mantêm relação com o mundo terreno, ouvindo colegas, mulheres, maridos, etc., até o ponto em que são desligados por completo dessas vozes e imagens e passam a depender da aceitação dos companheiros, sentimento que mistura ternura e ódio.

Entre quatro paredes é um questionamento da condição humana, suas crenças e ações. É o que questiona o ponto em que o outro deixa de ser importante e passa a ser negligente e repugnante. É o drama que mais claramente mostra a linha tênue que existe entre o ato bom e o ato mau dos seres humanos.

"Crítica da razão dialética" Sartre

No livro 'O Ser e o Nada' (1943), a busca do ser resultava em fracasso pela própria estrutura do desejo. Mas Sartre (1905-1980) logo percebe que tal fracasso poderia ser assumido e transcendido numa existência autenticamente humana, que, por meio de um livre engajamento, lutasse por objetivos concretos. 

Partindo de novos conceitos-o de autenticidade e o de engajamento-Sartre fundamenta sua moral existencialista. Logo após a libertação de Paris, depois de passar por campo de concentração nazista, participar da resistência francesa à ocupação alemã, Sartre se desperta para a política, corrigindo seus erros anteriores, elaborando, no confronto com o marxismo, -a síntese monumental de 'Crítica da razão dialética'-(1960), que assimilou a teoria crítica da sociedade numa nova filosofia da liberdade em plena História. 

Ao lado de Simone de Beauvoir, também filósofa existencialista e sua companheira de toda a vida, Sartre participou da vida política não só da França, mas mundial.

História dos Hebreus - Flávio Josefo

Flávio Josefo - História dos Hebreus Obra Completa - 1627 páginas

Flávio Josefo foi um escritor e historiador judeu que viveu entre 37 e 103 d.C. Seu pai foi sacerdote e sua mãe descendia da casa real hasmoneana. Instruído na vasta cultura judaica, falava perfeitamente o latim e o grego. Logo demonstrou intenso zelo religioso, filiando-se ao grupo dos fariseus.

Durante toda sua vida, seu povo esteve sob o domínio de Roma. Em 66 d.C. irrompeu a revolta dos judeus contra os romanos. Josefo foi enviado para dirigir as operações contra o inimigo na turbulenta Galiléia. Aí ele logrou algumas vitórias, mas, derrotado, rendeu-se ao exército de Tito. Finda a guerra, é conduzido à capital do Império, onde lhe é conferida a cidadania romana e também uma pensão do Estado, época em que lhe foi dado o nome de Flavio.
Em Roma, ele viveu até o fim de sua vida, escrevendo a obra que atravessaria os séculos e chegaria até nós. Depois da Bíblia, é a maior fonte de informações sobre os impérios da antigüidade, o povo judeu e o povo romano.

Esta obra tem a seguinte apresentaçãos dos escritos de Josefo:

1ª parte - Antiguidades Judaicas
2ª parte - Guerra dos Judeus Contra os Romanos 
3ª parte - Resposta de Flávio Josefo a Ápio

Sinopse:
Tendo atravessado séculos até os nossos dias, a história do povo judeu, através do registro de Flávio Josefo, pemanece como o mais fidedigno elato dos acontecimentos contidos nas Escrituras.
Diversas razões contribuíram para tornar esta uma obra-prima, não apenas a magnitude do assunto, mas também o fato de seu autor ser tanto testemunha ocular quanto coadjuvante de alguns dos eventos por ele narrados. Além disso, o que se revela em História dos Hebreus é a confirmação das promessas de Deus para o seu povo e o cumprimento de sua Palavra em todos os fatos registrados em suas páginas.

O Autor:
De origem judaica, sendo também de linhagem sacerdotal, Flávio Josefo, um escritor e historiador judeu que viveu entre 37 e 103 d.c., escreveu a obra que se tornaria, depois da Bíblia, a maior fonte de informações sobre os impérios da Antiguidade, o povo judeu e o Império Romano.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"Vida e Obra de João Wesley"

John Wesley viveu na Inglaterra do século XVIII, uma sociedade conturbada pela Revolução Industrial, onde crescia muito o número de desempregados. A Inglaterra estava cheia de mendigos itinerantes, políticos corruptos, vícios e violência generalizada.

O cristianismo, em todas as suas denominações, estava definhando. Ao invés de influenciar, o cristianismo estava sendo influenciado, de maneira alarmante, pela apatia religiosa e pela degeneração moral. Dentre aqueles que não se conformavam com esse estado paralisante da religião cristã, sobressaiu-se John Wesley. Primeiro, durante o tempo de estudante na Universidade de Oxford, depois como líder no meio do povo.

Infância:
John Wesley, décimo terceiro filho do ministro anglicano Samuel e de Susana Wesley, nasceu a 17 de junho de 1703, em Epworth na Inglaterra.
Devido às atividades pastorais que impediam o Reverendo Samuel de dar a devida assistência ao lar, Susana assumiu a administração financeira da família e a educação dos filhos e filhas. Disciplinava com rigidez os filhos, mantendo horário para cada atividade e reservando um tempo de encontro com cada filho para conversar, estudar e orar.

Incêndio em sua casa:
Ainda na infância, John Wesley foi o último a ser salvo, de forma miraculosa, em um incêndio que destruiu toda sua casa, onde estivera preso no segundo andar. A partir desse dia, Susana, sua mãe, dedicou-lhe atenção especial, pois entendeu que Deus havia poupado sua vida para algo muito especial.
Aos cinco anos de idade, Susana Wesley começou a alfabetizar o John, usando o livro dos Salmos como apostila.
John estudou com sua mãe até os 11 anos. Entrou, então, para uma escola pública, onde ficou como aluno interno por seis anos. Aos 17 anos, foi para a Universidade de Oxford.

Estudos:
Jonh Wesley iniciou seus estudos em Oxford onde começa a se reunir com um grupo de estudantes para meditação bíblica e oração, sendo conhecidos pelos colegas universitários de "Clube Santo", ele não inventou o nome: alunos, notando que os membros do grupo tinham horário e método para tudo que faziam, os taxaram como 'metodistas'. Wesley preferia chamá-los simplesmente de 'Metodistas de Oxford'..

Neste grupo Wesley e seu irmão Carlos iniciaram a visitar e evangelizar os presídios. Wesley passou então a se interessar mais pela questão social de seu país e a miséria que a Inglaterra vivia na época.
Assim, gradua-se em Teologia, e pode ajudar a seu pai na direção da Igreja Anglicana.
Isto até os 32 anos, quando atendeu a um apelo: precisava-se de missionários na Virgínia, Nova Inglaterra.

Missão na Virgínia:
Um dos episódios que marcou o início do metodismo foi a viagem missionária de Jonh Wesley aos EUA - Virgínia para "evangelizar os índios" sendo praticamente fracassado. Em sua viagem de retorno Jonh Wesley expressa sua frustração "fui à América evangelizar os índios, mas quem me converterá?".

Durante uma tempestade na travessia do Oceano Atlântico, Wesley ficou profundamente impressionado com um grupo de morávios (grupo de cristãos pietistas que buscavam a conversão pessoal mediante o Espírito Santo) a bordo do navio que, durante uma grande tempestade, as crianças e os adultos moravios cantavam e louvavam ao nome do Senhor (Deus)e Wesley vendo a fé que tinham diante do risco da morte (o medo de morrer acompanhava Wesley por ele achar que, Deus não poderia o justifica-lo mediante seus pecados e por isso constantemente temia a morte desde sua juventude) predispôs à seguir a fé evangélica dos morávios. Retornou à Inglaterra em 1738.

Conversão:
Após 2 anos, John Wesley volta desiludido com o trabalho realizado na Virgínia. Encontra-se, então, com Pedro Böhler, em Londres. Böhler era pastor moraviano (da Morávia, Alemanha) e com ele John Wesley se convence de que a fé é uma experiência total da vida humana. Procurou, então, libertar-se da religião formalista e fria para viver, na prática, os ensinos de Jesus.

No dia 24 de maio de 1738, numa pequena reunião, ouvindo a leitura de um antigo comentário escrito por Martinho Lutero, pai da Reforma Protestante, sobre a carta aos Romanos, John sente seu coração se aquecer (entende-se que Wesley experimentava o "batismo no Espírito Santo"). Experimenta grande confiança em Cristo e recebe a segurança de que Deus havia perdoado seus pecados.

A Experiência do Coração Aquecido:
No dia 24 de maio de 1738, na rua Aldersgate, em Londres, Wesley passou por uma experiência espiritual extraordinária, que é assim narrada em seu diário:

"Cerca das nove menos um quarto, enquanto ouvia a descrição que Lutero fazia sobre a mudança que Deus opera no coração através da fé em Cristo, senti que meu coração ardia de maneira estranha. Senti que, em verdade, eu confiava somente em Cristo para a salvação e que uma certeza me foi dada de que Ele havia tirado meus pecados, em verdade meus, e que me havia salvo da lei do pecado e da morte. Comecei a orar com todo meu poder por aqueles que, de uma maneira especial, me haviam perseguido e insultado. Então testifiquei diante de todos os presentes o que, pela primeira vez, sentia em meu coração".

Nos 50 anos seguintes, Wesley pregou em média de três sermões por dia; a maior parte ao ar livre. Houve uma vez que pregou a cerca de 14.000 pessoas. Milhares saíram da miséria e imoralidade e cantaram a nova fé nas palavras dos hinos de Carlos Wesley, irmão de John. Os dois irmãos deram à religião um novo espírito de alegria e piedade.

Igreja:
Como não havia muitas oportunidades na Igreja Anglicana, Wesley pregava aos operários em praças e salões - muito embora ele não gostasse de pregar fora da Igreja - E tornou-se conhecidíssima esta sua frase: "o mundo é a minha paróquia". Influenciados pelos moravianos, John e seu irmão Carlos organizaram pequenas sociedades e classes dentro da Igreja da Inglaterra, liderados por leigos, com os objetivos de compartilhar, estudar a Bíblia, orar e pregar. Logo o trabalho de sociedades e classes seria difundido em vários países, especialmente nos EUA e na Inglaterra e estaria presente em centenas de sociedades, com milhares de integrantes.

Com tanto serviço, Wesley andava por toda a parte a cavalo, conquistando o apelido de 'O Cavaleiro de Deus'. Calcula-se que, em 50 anos, Wesley tenha percorrido 400 mil quilômetros e pregado 40 mil sermões, com uma média de 800 sermões por ano. John Wesley deixou um legado de 300 pregadores itinerantes e mil pregadores locais. A Igreja Metodista, como Igreja propriamente, organizou-se primeiro nos EUA e depois na Inglaterra (somente após a morte de Wesley no dia 2 de março de 1791).

Crítica da Razão Prática - Kant

Resumo do Livro:

Publicada em 1788, a "Crítica da Razão Prática", a segunda das três "Críticas" publicadas por Kant, dá continuidade à sua investigação crítica acerca dos princípios da moral, então iniciada em 1784, com a publicação da "Fundamentação da Metafísica dos Costumes".
Nela Kant analisa as condições de possibilidade para uma moral com pretensão universalista e apresenta mais uma vez o imperativo categórico, forma da lei moral para uma vontade imperfeita.

O imperativo categórico - age de tal modo que a máxima da tua ação possa valer como lei universal - é tomado então como um fato da razão, a revelar como essência sua a liberdade da vontade, liberdade que é assim compreendida como autonomia
.

"Interpretação dos Sonhos" Freud

Freud e a interpretação do significado dos sonhos:
Foi no seu livro "A Interpretação dos Sonhos", publicado primeiramente em 1899 (mas datado 1900), que Sigmund Freud argumentou que a fundação do conteúdo dos sonhos é de satisfação de desejos, e que sua instigação é sempre encontrada em eventos do dia que o precedeu. Freud defendia que, no caso de uma criança muito nova, isso poderia facilmente ser visto, uma vez que os sonhos destas quase diretamente representavam a satisfação de desejos que despertavam no dia anterior. Porém, em adultos a situação é mais complicada. Neles os sonhos seriam sujeitos a distorções, com o sentido manifesto (a fachada) e o sentido latente (o significado) presente no inconsciente. Como resultado dessa distorção e disfarce, o significado real do sonho ficaria oculto: a pessoa não é mais capaz de reconhecer o significado verdadeiro do seu sonho.
Freud listou as operações de distorção que seriam aplicadas para reprimir que os desejos se formassem nos sonhos como recordáveis. Por causa dessas distorções, o conteúdo manifesto dos sonhos diferia tanto do sentido latente que poderia ser alcançado através da análise. Essas operações incluiriam:
* Condensação - O objeto do sonho suporta várias associações e idéias, desta forma os sonhos são breves e lacônicos em comparação com a riqueza dos pensamentos.
* Deslocamento - Um objeto do sonho de significado emocional é separado do seu objeto ou conteúdo real e ligado a um completamente diferente que não levante suspeitas para censura.
* Representação - O pensamento é traduzido em imagens visuais.
* Simbolismo - Um símbolo substitui uma ação, pessoa ou idéia.
A essas operações pode-se adicionar a "elaboração secundária", que é o resultado da tendência natural da pessoa dar algum tipo de sentido ou história ao que recordou do conteúdo manifesto no sonho.
Freud considerava que a experiência de pesadelos eram resultado de falhas na elaboração do sonho, de modo a não contradizer sua teoria de satisfação de desejos. Sonhos traumáticos (os quais meramente repetiam experiência traumática) eram admitidos como exceções à teoria

"Tipos psicológicos" C. G. Jung


Jung desenvolveu uma teoria de tipificação onde cada indivíduo foi caracterizado de acordo com sua orientação. Assim, as pessoas poderiam ser orientadas para o seu interior ou para o seu exterior. Para Jung, entretanto, o indivíduo não é totalmente introvertido (orientado para o seu interior) ou extrovertido (orientado para o exterior). Algumas vezes a introversão prevalece, em outras a extroversão é mais apropriada. Ambas, no entanto, se excluem mutuamente, de forma que não se pode manter as duas prevalecendo ao mesmo tempo. Ele também enfatizava que nenhuma das duas seria superior, melhor ou mais adequada que a outra, afirmando que o mundo precisaria dos dois tipos de pessoas.


Os introvertidos concentram-se em suas próprias idéias, tendendo à introspecção. O problema de tais pessoas é viver de forma exagerada em seu mundo interior, perdendo o contato com o mundo exterior e com os estímulos que lhe são inferidos. O consumidor distraído, é um exemplo claro deste tipo de pessoa absorta em suas reflexões.


Os extrovertidos, por outro lado, são envolvidos com o exterior das pessoas. São, normalmente, mais sociais e mais preocupados com tudo que ocorre à sua volta. Se protegem para não serem dominados por outras pessoas e são muito mais facilmente convencidos. Esses consumidores são tão orientados para os outros que podem facilmente ser levados a mudar sua opinião ou convicção, ao invés de demonstrarem suas próprias idéias.
As Funções Psíquicas

Jung apresenta quatro tipos psicológicos: Pensamento, Sentimento, Sensação e Intuição. Cada um desses tipos pode ser tanto introvertido quanto extrovertido.


O Pensamento

O pensamento é uma maneira opcional de elaborar julgamentos e tomar decisões. O Pensamento, está relacionado à verdade, com julgamentos derivados de aspectos não pessoais, lógicos e não subjetivos. As pessoas que se encaixam na função do Pensamento, são reflexivas. Esses tipos gostam de planejar e se prendem a suas idéias, planos e teorias, mesmo que por isso, sejam confrontados com idéias contrárias.


O Sentimento

As Pessoas do tipo sentimento são orientados para o aspecto emocional. Preferem emoções e experiências fortes e intensas, mesmo que negativas, a experiências que não tragam emoção. Os princípios não materiais são mais aceitos e valorizados pela pessoa sentimental. Para este tipo de indivíduo, tomar decisões deve ser de acordo com as idéias e julgamentos próprios, como por exemplo, o sim e o não, o bem e o mal, do certo ou do errado, do que agrada ou não, ao invés de julgar em termos de lógica ou racionalidade, como faria uma pessoa com a função Pensamento mais desenvolvida.


A Sensação

Jung classifica a sensação, como uma maneira de obter informações, diferentemente da forma de chegar a uma decisão. A Sensação se volta para a experiência direta, com detalhes, de fatos racionais, materiais. A Sensação se refere ao que uma pessoa pode ver, tocar, cheirar, ouvir, e sentir materialmente. É a experiência racional e se sobrepõe sobre a dúvida ou a análise do que se experimenta.
Os indivíduos sensitivos tendem a ser imediatistas com resultados visíveis no momento, e sabem lidar, tranquilamente, com aspectos negativos. Em geral estão sempre prontos para o aqui e agora.

A Intuição


A pessoa intuitiva processa o conhecimento e os sinais em termos de experiências já vividas e objetivos a serem alcançados através de processos inconscientes. Os resultados das experiências são mais importantes para os intuitivos do que a própria experiência em si. Os intuitivos obtém e decodificam os sinais e as informações rapidamente e relacionam, automaticamente, a experiência já vivida com o que pode ser usado na experiência atual.

"Dicionário Filosófico" Voltaire


Voltaire, foi um dos filósofos mais influentes de seu tempo e sempre defendeu a elaboração de uma enciclopédia de conhecimentos gerais que estivesse ao alcance de todos. Persistindo na idéia, em 1764 publicou o Dicionário Filosófico.

Num dos diálogos constantes deste dicionário, um dos interlocutores se dirige a outro e o incita com este desafio: "Ouse pensar, meu amigo!". O desafio de Voltaire continua atual: ouse filosofar, ouse refletir sobre sua vida, sua história, a vida e a história de tudo o que o cerca e de tudo o que precedeu no tempo. Por isso Voltaire intitulou este livro de Dicionário Filosófico; de fato, ele abrange de uma forma ampla tudo o que uma ciência da filosofia e uma filosofia da vida e da história, em suas múltiplas manifestações, podem oferecer.

O autor coloca nas mãos do leitor, um instrumento que o induz a analisar e desmistificar tabus e preconceitos, que lhe abre a mente para o mundo e para o espírito crítico, para a reflexão, para o uso real e sem medos da própria razão.

"O Ser e o Nada" Sartre

O ser e o nada é um tratado filosófico de 1943 escrito por Jean-Paul Sartre que é tido como marco para o início do crescimento do existencialismo no século XX. O título em francês é L'être et le néant: Essai d'ontologie phénoménologique (O ser e o nada: ensaio de ontologia fenomenológica).
 
Seu foco principal é definir a consciência como transcendente. Muito influenciado pelo Ser e o tempo de Martin Heidegger ainda que Sartre fosse extremamente cético a qualquer medida através da qual a humanidade pudesse atingir um estado de completude comparável ao hipotético re-encontro heideggeriano com o Ser.

O argumento decisivo empregado pelo senso comum contra a liberdade consiste em lembrar-nos de nossa impotência. Longe de podermos modificar nossa situação ao nosso bel-prazer, parece que não podemos modificar-nos a nós mesmos. Não sou "livre" nem para escapar ao destino de minha classe, minha nação, minha família, nem sequer para construir meu poderio ou minha riqueza, nem para dominar meus apetites mais insignificantes ou meus hábitos. 

Nasço operário, francês, sifilítico hereditário ou tuberculoso. A história de uma vida, qualquer que seja, é a história de um fracasso. O coeficiente de adversidade das coisas é de tal ordem que anos de paciência são necessários para obter o mais ínfimo resultado. E ainda é preciso "obedecer à natureza para comandá-la", ou seja, inserir minha ação nas malhas do determinismo. Bem mais do que parece "fazer-se", o homem parece "ser feito" pelo clima e a terra, a raça e a classe, a língua, a história da coletividade da qual participa, a hereditariedade, as circunstâncias individuais de sua infância, os hábitos adquiridos, os grandes e pequenos acontecimentos de sua vida.

Este argumento nunca perturbou profundamente os adeptos da liberdade humana: Descartes, o primeiro deles, reconhecia ao mesmo tempo que a vontade é infinita e que é preciso "dominar mais a nós mesmos do que a sorte". Pois convém fazer aqui certas distinções: muitos dos fatos enunciados pelos deterministas não podem ser levados em consideração. O coeficiente de adversidade das coisas, em particular, não pode constituir um argumento contra nossa liberdade, porque é por nós, ou seja, pelo posicionamento prévio de um fim, que surge o coeficiente de adversidade. Determinado rochedo, que demonstra profunda resistência se pretendo removê-lo, será, ao contrário, preciosa ajuda se quero escalá-lo para contemplar a paisagem.

Em si mesmo - se for sequer possível imaginar o que ele é em si mesmo -, o rochedo é neutro, ou seja, espera ser iluminado por um fim de modo a se manifestar como adversário ou auxiliar. Também só pode manifestar-se dessa ou daquela maneira no interior de um complexoutensílio já estabelecido. Sem picaretas e ganchos, veredas já traçadas, técnica de escalagem, o rochedo não seria nem fácil nem difícil de escalar; a questão não seria colocada, e o rochedo não manteria relação de espécie alguma com a técnica do alpinismo.

Assim, ainda que as coisas em bruto (que Heidegger denomina "existentes em bruto") possam desde a origem limitar nossa liberdade de ação, é nossa liberdade mesmo que deve constituir previamente a moldura, a técnica e os fins em relação aos quais as coisas irão manifestar-se como limites. Mesmo se o rochedo revela-se como "muito difícil de escalar" e temos de desistir da escalada, observemos que ele só se revela desse modo por ter sido originariamente captado como "escalável"; portanto, é nossa liberdade que constitui os limites que irá encontrar depois.

Para saber mais sobre Jean Paul Sartre, clique no link a seguir: História de Sartre na Estante Online

O livro vermelho - Mao Tsé-Tung


O Livro Vermelho é o segundo livro mais vendido na história, atrás apenas da Bíblia Sagrada, teve aproximadamente 900 milhões de cópias imprimidas. A popularidade fenomenal do livro pode estar ligado ao fato que era essencialmente uma exigência não oficial para todo cidadão chinês possuir o livro, especialmente durante a Revolução Cultural.
Durante a Revolução Cultural, o livro passou a ser estudado não só nas escolas mas também sua leitura era exigida no mercado de trabalho. Todas os setores da sociedade, industria, comércio, agrícola, administração civil, e nos setores militares, era organizado sessões de leitura do livro durante várias horas por dia no trabalho.
Durante os anos 60, o livro era um ícone importante na cultura da China, tão visto quanto a imagem de Mao. Em cartazes e quadros criados pelos artistas de propaganda do PCC, Mao era muitas vezes visto com uma cópia do livro na mão dele. Depois do fim da Revolução Cultural em 1976 e a subida ao poder de Deng Xiaoping em 1978, a importância do livro diminuiu consideravelmente.
O Livro Vermelho compreende 427 citações de Mao, divididas em 33 capítulos. As citações de Mao eram em negrito ou em vermelho para serem bem destacadas. É também chamado de "Reflexões do presidente Mao" por muitos chineses. As citações compreendem poucos parágrafos. Na segunda metade do livro, uma forte tendência empirista evidencia-se no pensamento de Mao.

"A Divina Comédia"

Purgatório. Saindo do inferno, Dante e Virgílio se vêem diante de uma altíssima montanha: o Purgatório. A montanha é tão alta que ultrapassa a esfera do ar e penetra na esfera do fogo chegando a alcançar o céu. Na base da montanha encontram o ante-purgatório, onde aqueles que se arrependeram tardiamente dos seus pecados aguardam a oportunidade para entrar no purgatório propriamente dito. Depois de passar pelos dois níveis do ante-purgatório, os poetas atravessam um portal e iniciam sua nova odisséia, desta vez subindo cada vez mais. Passam por sete terraços, cada um mais alto que o outro, onde são expurgados cada um dos sete pecados capitais. No último círculo do purgatório, Dante se despede de Virgílio e segue acompanhado por um anjo que o leva através de um fogo que separa o purgatório do paraíso terrestre. Finalmente, às margens do rio Letes, Dante encontra Beatriz e se purifica, banhando-se nas águas do rio para que possa prosseguir viagem e subir às estrelas.

Paraíso. O Paraíso de Dante é dividido em duas partes: uma material e uma espiritual (onde não há matéria). A parte material segue o modelo cosmológico de Ptolomeu e consiste de nove círculos formados pelos sete planetas (Lua, Mercúrio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno), o céu das erelas fixas e o Primum Mobile - o céu cristalino e último círculo da matéria. Ainda no paraíso terrestre, Beatriz olha fixamente para o sol e Dante a acompanha até que ambos começam a elevar-se, transumanando. Guiado por Beatriz, Dante passa pelos vários céus do paraíso e encontra personagens como São Tomás de Aquino e o imperador Justiniano. Chegando ao céu de estrelas fixas, ele é interrogado pelos santos sobre suas posições filosóficas e religiosas. Depois do interrogatório, recebe permissão para prosseguir. No céu cristalino Dante adquire uma nova capacidade visual, e passa a ter visão para compreender o mundo espiritual, onde ele encontra nove círculos angélicos, concêntricos, que giram em volta de Deus. Lá, ao receber a visão da Rosa Mística, se separa de Beatriz e tem a oportunidade de sentir o amor divino que emana diretamente de Deus, o amor que move o Sol e as outras estrelas.

"Os descobridores de Deus"




Todos queremos estar muito perto de Deus. Mas como manter Deus perto de nós? Este livro nos desafia a não nos contentarmos em saber onde Deus esteve, e sim onde Ele está. Deus quer ser descoberto. Mesmo quando parece inatingível. Quer manifestar-se aos que têm fome insaciável por Ele. Enquanto muitos estão ocupados com verdades já conhecidas por todos, Tommy Tenney embrenha-se numa grande aventura e convida o leitor a acompanha-lo.

Com base na Palavra de Deus e tendo o arrependimento e o clamor como armas, empreende uma verdadeira caçada a Deus.

Neste livro demonstra que podemos realmente descobrir o paradeiro de Deus. Sucesso absoluto de vendas nos Estados Unidos, este livro segue as trilhas de “Os caçadores de Deus”.

"Fontes Secretas de Poder"




O uso e abuso que o homem faz do poder está registrado em nossos livros de História, apresentado como relíquia em nossos monumentos e "glamorizados" em nossas lendas.

Temos refeições reforçadas, sonos revitalizadores e barras de cereais energéticas – entretanto, mesmo neste ambiente energizado, somos iludidos a respeito do significado do verdadeiro poder. Este livro irá leva-lo a uma estrada pouco trafegada.

Você descobrirá que o caminho para o alto é o que o leva para baixo; que para ter algo em mãos é preciso soltá-lo; que para ser cheio, é preciso esvaziar-se. Este caminho não é fácil... Contudo, se você deseja um poder que não esteja sujeito a circunstâncias e caprichos, este é o único caminho!
Editora:
Autor: Tommy Tenney
Páginas: 203

O Dream Team de Deus - Tommy Tenney




Todos nós temos um sonho a realizar. Uma família sonha com uma casa ideal, o trabalhador com o emprego perfeito. Deus sonha com o dia em que todos os seus filhos trabalharão juntos em unidade.

O Dream Team de Deus é chamado a uma ação coletiva e organizada para atingirmos os resultados esperados dentro da igreja. É preciso que todos compartilhem o mesmo idela e se motivem cada vez mais para alcançarmos as vitórias tão esperadas. Neste incrível livro está a estratégia para vencer qualquer adversário, problema ou questionamento que nos tem abalado.
Mais uma vez, o grande Tommy Tenney nos revela como superar nossa fragilidade e ganhar força para prosseguir na caminhada até Deus, vestindo a camisa de um time muito especial.

Editora
Autor: Tommy Tenney
Páginas: 144

"Os caçadores de Deus"





Aqueles que buscam a Deus sempre existiram

Desde que Deus existe, existem os que O buscam.Os caçadores de Deus vêm dos mais variados lugares e contextos históricos: desde Abraão, o pastor errante, a Moisés, o gago adotivo, incluindo Davi, o jovem pastor de ovelhas. E assim no decorrer dos tempos, os nomes continuam aparecendo, desde Madame Jeanne Guyon, Evan Roberts, William Seymour do célebre avivamento de Azusa Street*, atpe os nossos dias. Somente a História pode nos dizer os nomes de todos os caçadores de Deus.Você é um deles? Deus está esperando ser alcançado por alguém cuja fome exceda seu auto controle.

Os caçadores de Deus têm muita coisa em comum: estão sempre atrás da doce presença do Todo- Poderoso.Você o seguirá até que apreenda sua presença. Os verdadeiros caçadores de Deus não se contentam em somente estudar o seu caminho ou suas verdades: eles querem conhecê-lo, saber onde Ele está e o que Ele está fazendo agora. Infelizmente, a igreja,hoje, gasta horas e muita energia debatendo sobre onde Deus esteve, quão poderosamente Ele agiu quando estava lá e a natureza de sua operação.

Mas,para os verdadeiros caçadores de Deus todas estas coisas são irrelevantes. Eles querem percorrer a trilha da verdade até chegarem ao ponto da revelação, o ponto onde Deus está.
Um verdadeiro caçador de Deus não se satisfaz com a verdade passada, ele anseia pela verdade presente. O caçador de Deus não quer apenas estudar o que Deus fez, porém está ansioso para ver o que Deus está fazendo.

Se você quer reconhecer um verdadeiro caçador de Deus, imagine um cão de caça prestes a encontrar o que procura. Deixe que o caçador de Deus sinta o cheiro da proximidade de Deus e veja o que acontece. Como cães de caça em uma trillha, os caçadores de Deus ficarão ainda mais agitados quando alcançarem sua presa. E, neste caso, a presa é a presença do Pai.

Tudo que posso dizer é que sou um caçador de Deus. E também o são todos aqueles que têm experimentado encontros com Deus. Por que você não vem se juntar àqueles que buscam a Deus? o que queremos é somente estar com Ele.

"A Casa Favorita de Deus"





Você se recorda dos momentos felizes vividos na casa em que você cresceu? Mais do que a própria casa, o que traz mais saudades é a lembrança da vida naquele lugar.

Qual a casa construída na terra que poderia ser chamada de Casa Favorita de Deus?

O homem busca encontros no que ele chama Casa de Deus, mas Deus quer se encontrar com o homem no que Ele chama Casa do Homem. Lembra-se dos nomes? Tabernáculo de Moisés, Tabernáculo de Davi e Templo de Salomão?

Desde o jardim do Éden, Deus tem procurado por verdadeiros adoradores.

O que aconteceria se a habitação de Deus fosse plenamente restaurada em sua vida? Certamente, você seria reconhecido como Tabernáculo de Deus.

Este livro é um convite. Você pode ser a Casa Favorita de Deus. Se você construir, Ele virá...

Editora

Autor Tommy Tenney

Paginas: 194

"Este é o dia do seu milagre"




"Este é o dia do seu milagre" representa um eloqüente testemunho da incontestável imutabilidade de Deus. Trazendo verdadeiras evidências do amor, inesgotável poder e constante cuidado de Deus para com o homem, este livro apresenta uma série de relatos verídicos sobre curas obtidas através da intervenção direta de Deus. Como prova da veracidade dos casos clínicos apresentados, cada relato vem acompanhado de cópias de exames clínicos atestando a doença e relatórios médicos documentando a cura.
Durante o processo de edição desta obra, verificamos a necessidade de que a tradução sofresse a apreciação de um profissional médico, dado o grande número de termos específicos da área. Para isso, convidamos o Dr. Tomas Söderberg, que além de médico renomado, é dedicado ministro da Palavra de Deus e atuante homem público. Ao terminar o trabalho de revisão da tradução, o Dr. Söderberg surpreendeu-nos com uma tocante nota, a qual fazemos questão de reproduzir na página seguinte, por constituir para nós, mais do que muitas palavras, um verdadeiro estímulo à publicação desta obra.
Com a mesma emoção manifestada pelo Dr. Söderberg, regozijamo-nos em trazer a público um livro que constitui um testemunho de que, como atesta Paulo em Hebreus 13.8, o Senhor é o mesmo ontem, hoje e sempre.

"O Sangue" Benny Hinn


Algumas pessoas pensam que o sangue de Jesus Cristo tem um poder "mágico" contra as forças das trevas; que é uma espécie de talismã para ser usado nos momentos de dificuldade. Isso não é verdade. O sangue de Jesus é uma arma poderosa na luta contra Satanás, mas é importante saber como e por que podemos fazer uso dele.

Neste livro, Benny Hinn procura responder às perguntas mais comuns sobre o valor e a atuação do sangue de Cristo.

- Como usar o sangue de Jesus para derrotar o inimigo no dia-a-dia?

- Qual a ligação entre o sangue e a graça?
- De que maneira o sangue de Jesus protege a minha casa?
- O que a Bíblia ensina sobre o sangue em relação à unção?
- Na prática, como posso aplicar o sangue de Jesus à minha vida?

Sobre o autor:

Toufik Benedictus "Benny" Hinn (em árabe: توفيق بندكتوس "بني" الحن, nascido em 3 de Dezembro de 1952) é um pregador, conhecido por suas frequentes "Cruzadas de Milagres", que são realizadas em grandes estádios em grandes cidades, e depois veiculadas mundialmente em seu programa de televisão "Este é o seu dia".

 História:

Toufik Hinn nasceu em Jaffa, em 1952 no então recém-estabelecido estado de Israel. Seu pai era um cristão árabe palestino, adepto da Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém, segmento das Igrejas Ortodoxas Orientais. Sua mãe era uma palestina armênia, adepta da Patriarcal Armênia de Jerusalém. Ele foi educado na tradição ortodoxa oriental.

Logo após a Guerra Árabe-Israelita de 1967 (a Guerra dos Seis Dias), a família de Hinn emigrou para Toronto, Ontario, Canadá, onde Hinn frequentou e posteriormente abandonou a Escola Secundária Georges Vanier. Em seus livros, Hinn afirma que seu pai era prefeito de Jaffa na época de seu nascimento e que, quando criança, ele era socialmente isolado e acometido por uma severa gagueira mas era, entretanto, um aluno de destaque. Estas alegações, no entanto, têm sido atacadas por críticos de Hinn.

Quando já era um adolescente em Toronto, Hinn converteu-se ao pentecostalismo, e juntou-se a um grupo de canto formado por jovens evangélicos. De acordo com uma reportagem de 2004 da emissora de televisão canadense CBC, sua devoção à sua nova crença durante este período tornou-se tão intensa que sua família temia que ele estivesse transformando-se em um fanático religioso.

Ele escreveu que em 21 de Dezembro de 1973 viajou de ônibus de Toronto a Pitsburgo para participar de um "culto de milagres" conduzido pela pregadora Kathryn Kuhlman. Embora nunca a tenha encontrado pessoalmente, ele participava freqüentemente de seus "cultos de cura" e sempre citou-a com uma influência em sua vida.

Após mudar-se para os Estados Unidos, Hinn estabeleceu-se em Orlando, Flórida, onde fundou o Centro Cristão de Orlando em 1983. Hinn, então, começou a afirmar que Deus estava usando-o como canal para o poder da cura divina e deu início a cultos de cura em sua igreja. Estas novas "Cruzadas de Milagres" logo passaram a ser realizadas em grandes estádios e auditórios por todos os Estados Unidos e no mundo, sendo que o primeiro culto televisionado foi conduzido em Flint, Michigan em 1989. No início da década de 1990, Hinn criou um novo programa diário chamado Este É o Seu Dia (This Is Your Day), que exibe até os dias de hoje clipes de supostos milagres das Cruzadas de Milagres. O programa estreou na rede de televisão Trinity Broadcasting Network de Paul Crouch, que se tornaria um dos mais declarados defensores e aliados de Hinn. 

O ministério de Hinn começou a crescer rapidamente a partir daí, recebendo tanto louvor como críticas de outros líderes cristãos. Em 1999, ele deixou o cargo de pastor do Centro Cristão de Orlando, transferindo o controle administrativo do seu ministério para Grapevine, no estado do Texas, enquanto apresentava Este É o Seu Dia de um estúdio de televisão em Orange County, Califórnia, onde ele agora vive com sua família. Sua antiga igreja teve seu nome mudado para Igreja Mundial da Fé (Faith World Church), sob o pastoreio de Clint Brown, que fundiu sua igreja de Orlando à de Hinn.


Lançamento:
1994



Páginas:
136

"A Unção" Benny Hinn



Sinopse de contra-capa

O Cristão só pode dizer que vive plenamente se for revestido pelo poder do Espírito Santo.

A Unção, do famoso evangelista Benny Hinn, autor de Bom dia, Espírito Santo, é um livro que irá ajudá-lo a alcançar essa plenitude aprendendo a buscar e viver experiências maravilhosas através da Unção do Espírito Santo.

Contando as experiências pessoais do autor, A Unção consegue, através de uma narrativa atraente, conquistar o leitor, que, ao terminar a leitura, estará sedento da Unção do Espírito Santo, que pode ser conquistada através de uma experiência genuína com Jesus. A Unção irá revolucionar a sua relação com Deus.

Sobre o autor:
Toufik Benedictus "Benny" Hinn (em árabe: توفيق بندكتوس "بني" الحن, nascido em 3 de Dezembro de 1952) é um pregador, conhecido por suas frequentes "Cruzadas de Milagres", que são realizadas em grandes estádios em grandes cidades, e depois veiculadas mundialmente em seu programa de televisão "Este é o seu dia".

 História:

Toufik Hinn nasceu em Jaffa, em 1952 no então recém-estabelecido estado de Israel. Seu pai era um cristão árabe palestino, adepto da Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém, segmento das Igrejas Ortodoxas Orientais. Sua mãe era uma palestina armênia, adepta da Patriarcal Armênia de Jerusalém. Ele foi educado na tradição ortodoxa oriental.

Logo após a Guerra Árabe-Israelita de 1967 (a Guerra dos Seis Dias), a família de Hinn emigrou para Toronto, Ontario, Canadá, onde Hinn frequentou e posteriormente abandonou a Escola Secundária Georges Vanier. Em seus livros, Hinn afirma que seu pai era prefeito de Jaffa na época de seu nascimento e que, quando criança, ele era socialmente isolado e acometido por uma severa gagueira mas era, entretanto, um aluno de destaque. Estas alegações, no entanto, têm sido atacadas por críticos de Hinn.

Quando já era um adolescente em Toronto, Hinn converteu-se ao pentecostalismo, e juntou-se a um grupo de canto formado por jovens evangélicos. De acordo com uma reportagem de 2004 da emissora de televisão canadense CBC, sua devoção à sua nova crença durante este período tornou-se tão intensa que sua família temia que ele estivesse transformando-se em um fanático religioso.

Ele escreveu que em 21 de Dezembro de 1973 viajou de ônibus de Toronto a Pitsburgo para participar de um "culto de milagres" conduzido pela pregadora Kathryn Kuhlman. Embora nunca a tenha encontrado pessoalmente, ele participava freqüentemente de seus "cultos de cura" e sempre citou-a com uma influência em sua vida.

Após mudar-se para os Estados Unidos, Hinn estabeleceu-se em Orlando, Flórida, onde fundou o Centro Cristão de Orlando em 1983. Hinn, então, começou a afirmar que Deus estava usando-o como canal para o poder da cura divina e deu início a cultos de cura em sua igreja. Estas novas "Cruzadas de Milagres" logo passaram a ser realizadas em grandes estádios e auditórios por todos os Estados Unidos e no mundo, sendo que o primeiro culto televisionado foi conduzido em Flint, Michigan em 1989. No início da década de 1990, Hinn criou um novo programa diário chamado Este É o Seu Dia (This Is Your Day), que exibe até os dias de hoje clipes de supostos milagres das Cruzadas de Milagres. O programa estreou na rede de televisão Trinity Broadcasting Network de Paul Crouch, que se tornaria um dos mais declarados defensores e aliados de Hinn. 

O ministério de Hinn começou a crescer rapidamente a partir daí, recebendo tanto louvor como críticas de outros líderes cristãos. Em 1999, ele deixou o cargo de pastor do Centro Cristão de Orlando, transferindo o controle administrativo do seu ministério para Grapevine, no estado do Texas, enquanto apresentava Este É o Seu Dia de um estúdio de televisão em Orange County, Califórnia, onde ele agora vive com sua família. Sua antiga igreja teve seu nome mudado para Igreja Mundial da Fé (Faith World Church), sob o pastoreio de Clint Brown, que fundiu sua igreja de Orlando à de Hinn.

Bom Dia Espírito Santo - Benny Hinn




Por Edson Moura

Benny Hinn é um dos evangelistas mais conhecidos do mundo. Milhares de pessoas já foram curadas nos cultos que ele ou seus associados ministram. Seus programas de televisão estão entre os de maior audiência nos Estados Unidos, Canadá e em toda a América.

A razão do imenso sucesso de seu ministério? Ele conta em Bom Dia, Espírito Santo. Neste livro, Benny Hynn relata como foi sua primeira experiência com o Espírito do Senhor, e o que Ele tem operado em sua vida e através dela, desde então.

Em Bom Dia, Espírito Santo, Benny Hinn explica, baseado em experiências pessoais, quem é, como age e o que o Espírito Santo é capaz de fazer na sua vida, desde que houver espaço para Ele.

Bom Dia, Espírito Santo, foi escrito para demonstrar que o mesmo Deus que realizou maravilhas no passado, ainda é capaz realizá-las hoje em dia. (resenha feita sem pre-conceitos, portanto, apenas diz ao que o livro veio e não o que ele é de fato)


Sobre o autor:


Toufik Benedictus "Benny" Hinn (em árabe: توفيق بندكتوس "بني" الحن, nascido em 3 de Dezembro de 1952) é um pregador, conhecido por suas frequentes "Cruzadas de Milagres", que são realizadas em grandes estádios em grandes cidades, e depois veiculadas mundialmente em seu programa de televisão "Este é o seu dia".

 História:

Toufik Hinn nasceu em Jaffa, em 1952 no então recém-estabelecido estado de Israel. Seu pai era um cristão árabe palestino, adepto da Igreja Ortodoxa Grega de Jerusalém, segmento das Igrejas Ortodoxas Orientais. Sua mãe era uma palestina armênia, adepta da Patriarcal Armênia de Jerusalém. Ele foi educado na tradição ortodoxa oriental.

Logo após a Guerra Árabe-Israelita de 1967 (a Guerra dos Seis Dias), a família de Hinn emigrou para Toronto, Ontario, Canadá, onde Hinn frequentou e posteriormente abandonou a Escola Secundária Georges Vanier. Em seus livros, Hinn afirma que seu pai era prefeito de Jaffa na época de seu nascimento e que, quando criança, ele era socialmente isolado e acometido por uma severa gagueira mas era, entretanto, um aluno de destaque. Estas alegações, no entanto, têm sido atacadas por críticos de Hinn.

Quando já era um adolescente em Toronto, Hinn converteu-se ao pentecostalismo, e juntou-se a um grupo de canto formado por jovens evangélicos. De acordo com uma reportagem de 2004 da emissora de televisão canadense CBC, sua devoção à sua nova crença durante este período tornou-se tão intensa que sua família temia que ele estivesse transformando-se em um fanático religioso.

Ele escreveu que em 21 de Dezembro de 1973 viajou de ônibus de Toronto a Pitsburgo para participar de um "culto de milagres" conduzido pela pregadora Kathryn Kuhlman. Embora nunca a tenha encontrado pessoalmente, ele participava freqüentemente de seus "cultos de cura" e sempre citou-a com uma influência em sua vida.

Após mudar-se para os Estados Unidos, Hinn estabeleceu-se em Orlando, Flórida, onde fundou o Centro Cristão de Orlando em 1983. Hinn, então, começou a afirmar que Deus estava usando-o como canal para o poder da cura divina e deu início a cultos de cura em sua igreja. Estas novas "Cruzadas de Milagres" logo passaram a ser realizadas em grandes estádios e auditórios por todos os Estados Unidos e no mundo, sendo que o primeiro culto televisionado foi conduzido em Flint, Michigan em 1989. No início da década de 1990, Hinn criou um novo programa diário chamado Este É o Seu Dia (This Is Your Day), que exibe até os dias de hoje clipes de supostos milagres das Cruzadas de Milagres. O programa estreou na rede de televisão Trinity Broadcasting Network de Paul Crouch, que se tornaria um dos mais declarados defensores e aliados de Hinn. 

O ministério de Hinn começou a crescer rapidamente a partir daí, recebendo tanto louvor como críticas de outros líderes cristãos. Em 1999, ele deixou o cargo de pastor do Centro Cristão de Orlando, transferindo o controle administrativo do seu ministério para Grapevine, no estado do Texas, enquanto apresentava Este É o Seu Dia de um estúdio de televisão em Orange County, Califórnia, onde ele agora vive com sua família. Sua antiga igreja teve seu nome mudado para Igreja Mundial da Fé (Faith World Church), sob o pastoreio de Clint Brown, que fundiu sua igreja de Orlando à de Hinn.

Edson Moura

domingo, 2 de janeiro de 2011

“O que dizer às crianças?”


Por Noreda Somu Tossan


                                 

Esta enquete em formato de texto, está aberta para tantos quantos quiserem manifestar-se. Não importa se você é evangélico, católico, kardecista, umbandista, budista, ateu, agnóstico ou monista. Sua opinião é válida para que possamos chegar a um consenso de como devemos responder às nossas crianças, quando elas fazem perguntas cujas respostas são mais embaraçosas do que as respostas que damos quando nos perguntam sobre sexo.

Sou ateu e procuro ser o mais franco possível quando sou questionado. Mas sei que posso estar cometendo um erro gravíssimo ao dizer-lhes que Deus não existe. Estive dos dois lados. Fui evangélico por uma década e hoje sou ateu. Considero-me gabaritado para falar “contra” a fé, pois, já a possuí. Mas, e meus filhos que ainda são crianças? Eles já estão preparados para se verem desamparados por Deus?

O que você responderia para seu filho de quatro ou cinco anos que lhe pergunta se Deus existe? E para sua filha de doze que pergunta se Jesus é de fato filho de Deus? Ou quando a mais velha que já tem treze, pergunta o por que de você não acreditar mais em Deus? São perguntas difíceis e eu já passei por todas. Como respondi? Simples: Falei a verdade. Ou pelo menos, a minha verdade.

Quando uma criança é condicionada a não acreditar em Deus, ela pode se tornar um ser insensível e intolerante para com a fé dos demais? Seria covardia obrigá-las a encarar a vida da mesma forma que nós adultos ateus encaramos? 

O contrário também é válido: 

Uma criança ensinada desde o berço a ter fé, a acreditar em Deus, anjos e demônios, não se torna um ferrenho defensor da fé que ele conhece? E isto não o fará evitar toda e qualquer manifestação contrária à sua crença?

Conheço casos de crianças que só se libertaram das amarras da religião quando se tonaram adultas. Mas ainda assim não conseguem desconectar-se de Deus. Não têm forças para negá-lo. O máximo que conseguem é questioná-lo, mas questioná-lo é apenas uma maneira de continuar acreditando, não é?

Então Caro leitor? Como você se comportaria se as perguntas fossem feitas a você? Seu comentário é muito importante e serão respondidos. Portanto, se você chegou até aqui, o que custa você comentar? 

Edson Moura